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Cônego Arnaldo completa centenário de nascimento

julho 21st, 2017 · 1 Comentário

Na quinta (20/7), foi comemorado o centenário de nascimento do Cônego Arnaldo Jerônimo da Costa. Leia a matéria do professor Marcos Valério Albinati:

Entre os muitos centenários deste 2017, um tem a ver muito com a história eclesiástica e
educacional do Sul de Minas: o do nascimento do Côn. Arnaldo Jerônimo da Costa, sacerdote,
educador, maestro, liturgo.

Nasceu nas Terras Altas da Mantigueira, em Virgínia, no dia 20 de julho de 1917. Era festa de
São Jerônimo Emiliano. A família, cujas raízes vão fundo na história virginense, era simples e
honrada. Era o quinto filho de Sr. Vicente Ferreira da Costa e Maria Imaculada da Conceição e
tinha mais 11 irmãos.

Viu sua vocação germinar ali na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, ao lado do bom Mons.
Dalísio Batista Dini, que o encaminhou a Seminário Diocesano Nossa Senhora das Dores em
1930. Aplicado, inteligente e bom colega, o seminarista se sobressaiu entre a turma que
ilustraria a Igreja e a Pátria com bispos, padres, professores, políticos…

Em 1940, no dia 08, foi ordenado sacerdote por D. Inocêncio Engelke, em Campanha. Aí
mesmo, começou o trabalho sacerdotal, com professor do Seminário e coadjutor de Mons.
Mesquita. Depois, vieram as paróquias de Três Pontas e Cordislândia. E, por fim, a de São
Gonçalo do Sapucaí, à qual se entregou como pastor e pai amoroso.

Na religiosidade e na arte, na formação e na cultura, São Gonçalo e Cordislândia viveram, por
ele e com ele, um de seus momentos mais afortunados: Coro e Orquestra Mater Amabilis,
Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida, Casa da Criança, construção da Igreja Matriz de
São Gonçalo e da Igreja de Santa Rita, ABA (Assistência ao Bairro da Aparecida), Escola Est.
Prof. Celina Rezende Vilela (Cordislândia).

Quem com ele conviveu, viu-se beneficamente marcado por sua presença leal e discreta, por
sua palavra franca e objetiva, por sua ternura viril e equilibrada, sobretudo pelas crianças. E
quem o não conheceu sente também hoje os efeitos de suas boas obras. Trabalhou muito,
doou-se inteiramente.

O prof. João Cristóstomo da Cunha, num trocadilho maravilhoso feito a partir do lema de Dom
Inocêncio Engelke – Paz e Verdade – afirmava que pronúncia do dístico sugeria que o velho
bispo desejava “Padres de Verdade”. Côn. Arnaldo foi um deles, porque cumpriu plenamente a
sua missão. São para ele, portanto, os versos de Paul Claudel: “Existe um homem que recebeu
sua tarefa pela manhã e que se tornou uno com ela. Ele oferece a Deus, cercado dessa obra
por todos os lados, que sob ele pouco a pouco se ergue como um altar, uma coisa que leva o
seu nome!”

Aqui e na eternidade, viva o Côn. Arnaldo!

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Tags: Cotidiano · Geral

1 Resposta Até Agora ↓

  • 1 Maria José de Paulo Silva // jul 2, 2019 at 4:06 PM

    Queria saber o tempo exato q ele serviu a paróquia de São Gonçalo do Sapucaí, esperando ser atendida muito obrigada.

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