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Segundo infectologista, terceira onda de Coronavírus em Minas pode ser pior

maio 11th, 2021 · 1 Comentário

Mais de 15 mil moradores de Minas Gerais perderam suas vida nos meses de março e abril desse ano por causa da Covid-19. O número de mortos corresponde a 44,3% de todos os óbitos registrados desde o começo da pandemia, deixando claro o quanto a segunda onda foi mais devastadora do que a primeira. Os números estão diminuindo, mas ainda é muito cedo para acreditar que o pior já passou.

O estado poderá vivenciar uma terceira onda ainda mais mortal em breve, de acordo com o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais Unaí Tupinambás. A previsão de um pico pior entre o final de junho e o início de julho está baseada nos dados da atualidade, ainda em patamares muito altos.

De acordo com o infectologista, o estado tem ainda muitas pessoas suscetíveis à infecção e a variante (P1) tem possibilitado uma transmissão mais fácil. “As pessoas estão cansadas e flexibilizando. Você vê, infelizmente, muitas festas e flexibilizações ainda desnecessárias”, diz Unaí. Ele lembra ainda que o ritmo da vacinação ainda está muito lento no país. E, mesmo em países onde a imunização acontece de maneira mais acelerada, o nível de transmissão do vírus ainda não está totalmente controlado.

O professor acrescenta que mesmo em países como os Estados Unidos ainda há muitos casos. O Chile teve de fazer uma restrição de mobilidade por causa do aumento de casos, mesmo sendo o país que mais vacinou na América Latina. “A vacinação sozinha não vai dar conta de segurar a terceira onda. Temos que ter vacina e medidas de segurança, como o uso de máscaras, duas se possível”, explica Tupinambás.

O alerta vale para todo o Brasil. Uma projeção elaborada pelo Departamento de Saúde Pública do IHME (Institute for Health Metrics and Evaluation), da Universidade de Washington, em Seattle, indica que o país poderá atingir a marca de 600 mil mortes por Coronavírus. Neste momento, foram confirmados mais de 422 mil óbitos, segundo o Ministério da Saúde.

O secretário de Saúde do Estado de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, diz que, pessoalmente, não acredita em uma terceira onda com pico tão alto quanto a segunda devido o aumento da vacinação. “Mas acredito que pode, sim, haver novo pico, pelo comportamento da população, porque todos estão muito cansados, e estamos preparando o Estado para esse momento”, diz o secretário, acrescentando que a pasta já se adiantou em relação às demandas por UTIs, kits para intubação e oxigênio.

Segundo Jackson Machado, secretário de Saúde de Belo Horizonte, o município tem insumos, leito e pessoal disponíveis para enfrentar uma possível terceira onda.

Embora os especialistas e a imprensa façam alertas diários sobre os riscos do coronavírus desde o início do ano passado, muita gente insiste em não seguir as medidas de segurança. Pelo país, espalham-se casos de festas clandestinas, pessoas que não usam máscaras e encontros familiares em espaços pouco arejados. 

De acordo com a psicóloga Lívia Pires, isso pode ser perigoso. “A pessoa que nega não quer se envolver emocionalmente com as perdas. E a consequência disso é catastrófica, porque quem nega um problema não sabe atuar sobre ele”. 

Tags: Saúde

1 Resposta Até Agora ↓

  • 1 Carlos Renato // maio 11, 2021 at 2:34 PM

    A população não colabora com a situação, na própria foto de informação nota duas pessoas sem as máscara de proteção.

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