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Ultramaratona: atleta de Varginha corre 207 km em 37 horas

fevereiro 8th, 2018 · Sem comentários

Glênio Moraes Carvalho (ao centro, com a placa de identificação na mão) disputou, no fim de semana, a Ultramaratona BR 135, competição disputada por centenas de atletas de vários países. O trecho, de 207,9 km, foi percorrido entre São João da Boa Vista (SP) e Paraisópolis, já no Sul de Minas. É a principal ultramaratona brasileira -e a mais difícil. No calor do começo do ano, o atleta corre em estrada de chão, num sobe e desce contínuo. Para piorar, durante o dia é um sol de rachar (temperaturas que passam fácil dos 35 graus) e, à noite, pode fazer até menos de 10 graus. Em média, 60% conseguem completar a prova.

Foram 37 horas praticamente sem parar de correr. O único momento foi no quilômetro 178, quando o atleta sentiu uma dor forte na perna e parou durante 40 minutos para receber massagem.

A única pausa em 37 horas: dor na perna

Até para se alimentar, Glênio não interrompeu a corrida: “Diminuía um pouco o ritmo, mas sem parar”.

A cada hora, ele se alimentava de biscoitos: “Também não parava para me alimentar, apenas comia um pouco e continuava correndo”.

A cada dez minutos, bebia um pouco de água pra se hidratar.

No meio do percurso, comeu um pouco de filé de frango. Além de muita água e Gatorade, quando sentia o cansaço pesar, também tomava energético, “pra não apagar”.

“O percurso sempre de uma em uma hora tinha que comer ou pelo menos tentava”, disse. “Comia azeitona, frango grelhado, pão de forma com patê e queijo, misto quente, café, bolachas, salgadinhos!”.

Todo o trajeto foi registrado em apps pelo celular e relógio. A velocidade média foi de 6,7 km/hora.

É o quarto ano que Glênio completa a ultramaratona. Ao contrário de outros anos, dessa vez não sentiu cãibra. “Acho que pelo fato do corpo já estar acostumado. Antes corria apenas maratonas, sem problemas”. No currículo, provas como Xterra Tiradentes (em 2015, 2016 e 2017), Patagônia Run 44 km (Argentina), La Mission Passa Quatro (primeiro colocado), Correr no Mato – Rio Preto (1º colocado) e Ultra Desafio UD Passa Quatro 120 Km (2ª colocação).

Resultado: chegou entre os 15 melhores classificados, em uma prova que contou com alguns dos melhores ultramaratonistas do mundo, inclusive da seleção brasileira.

O atleta teve apoio da Líder Saúde, Metta Studio Personal, MeetMe BH, Sob Medida Confecções e Luciana Artes, além do apoio de três atletas, Carol, Denilson e Rodrigo. A cada 5 quilômetros, corria acompanhado por um deles, que levavam os alimentos em uma mochila.

Agora Glênio dá uma pausa de 15 dias para recuperar das dores. Depois das duas semanas de fisioterapia, volta a se preparar. A meta agora é disputar a UTMB Ultra-Trail du Mont-Blanc, uma ultramaratona de montanha disputada na europa. A competição é realizada uma vez por ano nos Alpes, atravessando França, Itália e Suíça, com uma distância de cerca de 166 km e um desnível positivo de 9.400 metros (na prova desse fim de semana, ele correu 207,9 km e “subiu” 6.000 metros). É considerada a corrida em trilha mais prestigiada da Europa e uma das maiores corridas em trilha em número de participantes, com cerca de 2.000 atletas. Ele pretende participar da competição em 2019 e, desde já, começa a se planejar. Para disputar a UTMB é preciso atingir uma pontuação -o que ele já conseguiu. Agora falta o patrocínio.

Empresas interessadas em patrocinar o atleta podem entrar em contato pelo WhatsApp (35) 9.9173-8998.

Tags: Destaque · Esporte

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