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Cemig aumenta cargos e custos com diretoria durante a gestão Zema

maio 1st, 2021 · 2 Comentários

A Cemig aumentou o número de diretorias durante o governo de Romeu Zema (Novo) e elevou seu gasto com cargos na diretoria e conselhos. Em 2020, o aumento ultrapassou R$ 4,5 milhões com “pessoal-chave da administração”.

O aumento de cargos na administração vai contra o discurso de crítica a altos salários e indicações políticas que elegeu o governador e que é tão caro ao Partido Novo e aos integrantes da atual gestão. 

No final de 2018, ainda no período de transição para o atual governo, o hoje secretário geral do Estado, Mateus Simões, apresentou um relatório criticando o alto número de cargos de chefia preenchidos por indicações políticas na Cemig. 

Segundo o Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro-MG), até 2018, a Cemig tinha 11 diretorias estatutárias. Abaixo das diretorias estavam as superintendências e gerências, ocupadas por servidores de carreira.

Na atual gestão, uma reformulação foi feita ainda no primeiro ano de governo, reduzindo para sete o número de diretorias executivas.

Mas foram criadas oito diretorias adjuntas, que permitem a contratação de profissionais externos à empresa e sem necessidade de concurso público, totalizando 15 cargos de direção na companhia. 

Ainda de acordo com o sindicato, nenhum dos diretores adjuntos é funcionário de carreira da Cemig.

Isso tem feito com que o número de contratados externos venha crescendo e o custo total com pessoal também, após ter registrado uma queda considerável em 2019, a estatal gastou R$ 32 milhões com “pessoal-chave da administração, composto pela Diretoria Executiva, Conselho Fiscal, Comitê de Auditoria e Conselho de Administração”. 

Em 2021, os valores voltaram a crescer, chegando a R$ 36,7 milhões. Já em 2018, último ano do governo de Fernando Pimentel (PT), esse valor havia sido de R$ 40,6 milhões.

Os dados estão disponíveis nos relatórios anuais de demonstrações financeiras da companhia, divulgados em seu site de Relações com Investidores.

Os números disponíveis nesses relatórios não condizem com os dados disponibilizados pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e que estão na pauta da próxima Assembleia Geral Extraordinária, prevista para sexta-feira. 

Procurado, o Estado afirmou que a Cemig responderia aos questionamentos.

Tags: Economia · Utilidade pública

2 Respostas Até Agora ↓

  • 1 PCM // maio 1, 2021 at 11:42 AM

    Muita preocupação com o salário da diretoria da CEMIG (faz um pouco de sentido por ser ainda parte estatal, mas nem tanto….) e nenhuma com a mamata do legislativo, executivo e judiciário. Porque?
    O estado precisa se ocupar da saúde, educação e segurança. Assim mesmo no básico.
    Daí os políticos terão de se preocuparem com o trabalho para ganhar votos . E que seja eletrônico.

  • 2 roberto. // maio 1, 2021 at 8:08 AM

    Este se diz neoliberal de direita.
    Não sabem administrar mesmo. Os direitistas que
    perdoe-me, mas o Brasil tem que ser administrado pela esquerda. Basta ouvir os políticos de esquerda e comparar com os de direita.

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