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Prenúncio de nosso futuro

junho 3rd, 2018 · 1 Comentário

Por Luiz Fernando Alfredo

Não vamos entrar no mérito da causa deste movimento dos caminhoneiros por falta de informações abalizadas e de nossas dúvidas quanto à anarquia e à falta de respeito que se apoderou da nossa nação, devido à ignorância e apatia de nós brasileiros. De uma coisa temos certeza, Temer é mais “bode expiatório” do que protagonista dos desmandos e da situação dos últimos dias. A crise nasceu e cresceu, gradativa e sorrateiramente, a partir de 2001, com os “santos” que se julgam salvadores da pátria.

Após o impedimento da Presidente Dilma – na verdade, mais em função do seu estelionato eleitoral do que propriamente por crime de responsabilidade – Temer assumiu a maior crise de todos os tempos; ética e econômica. Ele tentou melhorar o cenário, mas o congresso e a sociedade corporativista não permitiram avanços que reduzissem os problemas brasileiros em diversas áreas – mesmo sabendo que o seu mandato-tampão era apenas para formalizar uma transição.

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A esquerda, “dona de todas as verdades”, deu sua demonstração obtusa à sociedade brasileira, despolitizada no geral, ao conseguir fazer de Temer o vilão dos seus desatinos de um passado recente; a ponto de confundir os menos informados sobre a suposta candidatura de um criminoso preso.

Por acaso vimos algum dos candidatos colocando a cara à tapa no clímax desta desordem gerada pela falta de combustível? E a imprensa? Mostrou de qual lado está? Não. Ficaram neutros, criticando o governo, que em função da legislação vigente e diante do risco de agravar a crise econômica, se vê limitado em, abruptamente, reduzir impostos. Imagine se a moda pega para outras categorias?

Houve falta de visão do governo? Sem dúvida! Não previram que as ameaças dos caminhoneiros provocariam tal caos; realmente falharam de maneira irresponsável.

Temos certeza que o quadro dramático que vemos hoje é o prenúncio do futuro do Brasil. O próximo governo, seja ele qual for, inclusive militar, terá as mesmas dificuldades de hoje, pois para tirar o Brasil do fundo do poço, não tem remédio docinho. Todos terão que tomar medidas drásticas, principalmente no aparelhamento da estupenda máquina pública ineficiente, fisiológica e corrupta.

Realmente não aprofundamos mais na reflexão por falta de informações, mas fica aqui, com a permissão dos leitores, uma fala entre nós e um caminhoneiro autônomo que traz uma carga de outra atividade em que atuamos

Ao ligar para o caminhoneiro, por sinal meu amigo de muitos anos, perguntei como estavam lidando com questões como higiene e alimentação. Ele respondeu: “Ah, patrão! Lamento muito estar te dando prejuízo, mas não posso negar que, aqui, a coisa está boa demais. Temos toda a estrutura e mal sabemos de onde ela está vindo. Temos, no café da amanhã, pão com salsicha e pão com mortadela. O almoço é à vontade, o jantar idem e temos sopa à noite. Apesar de longe dos familiares, estamos nos divertindo. É churrasco, cerveja e truco o dia todo. Desculpe, gostaria de furar o bloqueio para atendê-lo, pois sei da sua necessidade. Estou louco para essa bagunça acabar”.

Analisem essa conversa. Quais são, verdadeiramente, os ganhadores disso tudo?

Tags: Opinião

1 Resposta Até Agora ↓

  • 1 José Antônio // jun 4, 2018 at 9:32 AM

    Com todo respeito, mas jogar a responsabilidade do caos que vivemos nos últimos dias na conta daqueles que assumiram em 2001 é uma visão obtusa da questão.
    Da forma como foi colocado, que Temer assumiu a maior crise ética e econômica da nossa história, fica parecendo que a moral do Temer é superior a daqueles a quem ele usurpou o lugar.
    Ao assumir o posto, Temer prometeu tirar o país do atoleiro em dois meses, o que temos visto é o atoleiro aumentar. Na verdade o que foi tentado pelo governo no início foi jogar a conta para o pobre brasileiro pagar, trabalhando até morrer sem se aposentar.
    Quem sempre paga a conta é a classe média e a população de baixa renda. Não se fala tributar grandes fortunas, grandes heranças, o capital especulativo, etc. Não se fala em cobrar o que os grandes sonegadores de impostos devem.
    Quando Temer ocupou o Palácio do Planalto, o país tinha um fundo de reservas de 369 milhões de dólares. Na calada da noite esta poupança já foi dilapidada e não vemos a menor luz no fim do túnel.
    A política de preços praticada pela Petrobrás neste governo vai tirando do cidadão comum para entregar aos especuladores internacionais.
    É isto que queremos para o nosso futuro? Já entregaram o pré-sal, concederam isenções bilionárias de impostos para petroleiras estrangeiras explorarem nosso petróleo, tiraram a exigência de nacionalização dos equipamentos, gerando empregos lá fora enquanto aqui o desemprego alastra.
    Em vez de alterar a política de preços dos combustíveis, o governo optou por reduzir impostos. Se o cobertor já estava curo para cobrir todos os gastos, agora piorou. Mas, os “investidores” internacionais agradecem. Tem gente ganhando com a atual política e não somos eu e nem você, brasileiros comuns.

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