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Dia do Café passa em branco em Varginha

abril 14th, 2010 · 5 Comentários

Como este blog e a Folha de Varginha haviam antecipado, não haverá nenhum evento ou manifestação na cidade, pelo Dia do Café, comemorado hoje. Além dos eventos que deixaram de ser realizados em Varginha (como o Intercoffee e a Expocafé), a cidade também perdeu (ou se esqueceu) do título de Capital do Café, para se tornar a Cidade do ET.

Não tenho nada contra a história do ET, Varginha precisa mais é que tentar trazer turistas e recursos para a cidade. Mas não se pode deixar de lado a questão do café, que é responsável por mais de 5 mil empregos diretos na cidade e mais de 50% da arredacação do município.

Mas nem tudo é má notícia. O presidente do Centro do Comércio de Café de Minas Gerais (CCCMG), Archimedes Coli Neto, falou sobre o assunto na tribuna livre da Câmara de Vereadores. Foi na noite dessa segunda-feira (12). Ele reclamou da falta de apoio para o setor como um todo, para a lavoura, indústria, exportação, comércio, beneficiamento etc. E sugeriu a criação de uma secretaria exclusiva para o Café. O titular, defende Archimedes, deve ser um técnico ligado a todos os setores da cafeicultura. O cargo independe de salário.

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A ideia foi bem recebida. Os vereadores gostaram e prometeram apoio.

Outras lideranças surgem na cidade, com pensamentos semelhantes. Uma delas é o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Arnaldo Botrel, que também traz ideias novas para valorizar o café em Varginha. O outro é o vice-prefeito Marquinhos Foresti (PPS), que articula politicamente pelo setor -embora no canto dele, sem fazer alarde.

Tomara que o projeto cresça, consiga mais apoiadores e se torne realidade.

Tags: Café

5 Respostas Até Agora ↓

  • 1 HONORINHO OTTONI // abr 20, 2010 at 4:27 PM

    Gostaria de parabenizar o Archimedes pelo belo trabalho que vem realizando à frente do CCC MG , e concordar com a sua proposta de reinstalação da Secretaria Municipal do Café , haja vista tudo o que este setor representou e representa para a economia do nosso município.Tenho uma ligação muito forte com o ¨café¨ , uma vez que quando aquì se instalou o primeiro escritório do extinto IBC , órgão que apoiava e incentivava o produtor , inclusive lhe garantindo um preço mínimo pela produção , seu primeiro ¨chefe¨foi meu avô , Honório Benedito Ottoni , e , posteriormente , quando tal escritório já havia se transformado em Agência Regional , meu saudoso pai , Carlos Honório Benedito Ottoni , foi seu agente e também Diretor , já no Rio de Janeiro ,deste importante instituto. Me lembro bem das palavras de meu pai quando se cogitou do fechamento do IBC ,de quanta falta ele faria aos produtores e também aos outros segmentos do setor , o que hoje comprovamos. Dentre alguns dos males que causou ao nosso País o ex-Presidente Collor , este foi um deles. Quando fui , com muita honra , Vereador, sempre defendí uma política específica para o café , proporcional à sua importância , e vejo , com muita alegria que através da colocação do Archimedes , os atuais Vereadores se sensibilizaram e se comprometeram a atuar neste sentido , e tenho certeza também que o Executivo não se oporá a tal iniciativa , uma vez que reconhece todo o bem que o setor já proporcinou á nossa cidade .

  • 2 eduardo ottoni // abr 14, 2010 at 10:15 PM

    Ao longo da minha vida sempre tive muita ligação com o setor café. Viemos para Varginha em 1959, quando meu pai, Honorio Ottoni, abriu o escritório do Instituto Brasileiro doCafé, realizando um programa de renovação da cafeicultura . Na mesma época, meu tio – Osvaldo Lisboa – tornou-se Diretor do IBC, criando, em Varginha, a AG~ENCIA DO IBC, do que resultou a consolidação da cidade como polo de comercialização. Dessa decisãpo resultou a instalação aqui do Café Soluvel Brasilia e tantas empresas do ramo. Foram partes importantes naquela decisão, além da junta administrativa do IBC, o grupo Moinho Sul Mineiro, nas pessoas dos Srs. Miguel de Luca, Rubem de Luca (falecido recentemente, para tristeza nossa) e José Adelio de Resende, de proprietários do im´veol fizeram transação com o IBC: o Prefeito José Braga Jordão: o Diretor Oswaldo Lisboa: o meu pai Honorio Ottoni. o Sr. Alvaro Rodrigues Eu, ainda criança, a tudo assisti com grande entusiasmo. O tempo passou e meu irmão, Carlos Honorio, de saudoso memória, foi Chefe dessa agência e Diretor do IBC. O tempo passou e novamente me vejo envolvido com o CAFÉ. Quando Prefeito M<unicipal desta cidade – 1977/1982 – fui procurado por Carlinhos Tristão e João Moreira, que pediam o apoio institucional para a criação do Centro de Co´mércio de Café de Minas Gerais, com sede em Varginha. Prontamente dei meu total apoio em reunião realizada no auditório do antigo IBC constituimos esse Centro, com a decisiva participação de Adauto Marques de Paiva, Lourival France Perez (TATAU), Antono Ernesto e outros. Adauto Marques, justiça se faça, posteriormente sucedido por seu filho Kleber Marques de Paiva implantou e deu vida a esse importante Centro. Ainda como Prefeito, pude acompanhar o trabalho de soerguimento da Cooperativa dos Cafeicultores de Varginha (MINASUL) através do lider CLAUDIO NOGUEIRA, com a presença importante do então secretário da agricultur, nosso companheiro e deputado federal GERARDO RENAULT. Passado o tempo, no Governo ALKOYSIO RIBEIRO DE ALMEIDA, por ele convidado, implantei e fui o primeiro secretario da agricultura do municipio, criando , implantando e presidindo o CONSELHO MUNICIPAL DO CAFÉ. Nessa fase, com a clarividencia, inteligencia e dinamismo do saudoso TARGINO VALIAS, pudemos realizar sob a "batuta" do então Prefeito Aloysyoi grandes eventos em torno do café, inclusive com repercussão internacional. Então, vivi por etapas diferentes, em epocas diferentes, em circunstancias diferentes a questão do CAFE, tendo por ultimo, nesses cinco último anos, por herança da esposa, proprietario de uma fazenda cuja tividade única é o cultivo do café. Varginha tem presença definitiva nesse segmento e não pode deixar de envidar esforços para que esse segmento tenha um espaço nas preocupações dos nossos governantes e lideranças, pois a sua importancia no contexto socio economico é inegável. O nosso ouro verde, como era conhecido precisa ser valorizado e a valorosa classe dos cafeicultores há de ser respeitada pelo que representa na nossa economia e pelo seu sofrimento nessa atividade que tanto exige e que, lamentavelmente, a nível individual, pouco retribui pelo preço que se lhe paga, muito aquém do seu real significado.

  • 3 Anderson // abr 14, 2010 at 9:45 PM

    NINGUÉM ACREDITA MAIS NAS LIDERANÇAS DA CAFEICULTURA……………

  • 4 Thiago // abr 14, 2010 at 9:33 PM

    Concordo com o Juca, agora vcs sabiam que o terreno onde esta as antigas instalações do Cafe Bom Dia e hoje encontra-se locado para a CAFECO estão penhorados pela justiça, provavelmente devido a devidas contraidas junto a bancos e com leilão marcado e depois cancelado?Basta consultar na internet que vemos inclusive o montante das cobranças e os diversos executantes contra os proprietarios do imovel.Assim até eu fico rico.

  • 5 juca // abr 14, 2010 at 2:57 PM

    Uai cadê a Promessa do ex Mauro teixeira em que o Grupo Adauto marques de paiva ia construir o Ponto do café na praça da antiga rodoviária e os 5.000 empregos do tal aeroporto do mesmo grupo???tudo aqui é papo furado mesmo…

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