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OPINIÃO | Quem precisa de política?

abril 30th, 2021 · 2 Comentários

Por Renato Clepf (*)

Só pra lembrar, política é ou deveria ser, por regra, a arte da busca das soluções comuns a todos, de construção de consensos, de formação ética, de representação direta e indireta da polis, da sociedade, em todas suas dimensões.

Quando os fazedores diretos da política, normalmente representantes de um mandado concedido pelos eleitores, fazem da política a arte da discórdia, ineficácia ou disputa de poder por si só, neste exato instante seu poder perde legitimidade. Deixa de lado o sentido primário, o propósito original e, por decorrência natural, abandona a legitimidade concedida por aqueles que o elegeram.

Quando não se tem capacidade moral, técnica ou intelectual para cumprir com esta missão, neste momento, ele demonstra seu despropósito.  Deveria pedir para sair, se tivesse consciência como antena e a verdade como seu caminho ou, melhor ainda, seus eleitores exigirem sua saída.

Ainda que os interesses escusos, menores, corporativos, existam e de certa forma são naturais na política, pois não deixam de representar parte da sociedade, estes interesses não são os únicos. Por vezes, vimos governos e governantes que, apesar e acima destes interesses “menores”, conseguem praticar a boa política e agir majoritariamente em direção ao bem comum.

Fato é que, os sistemas democráticos atuais não desenvolveram mecanismos de contra balanceamento do poder concedido aos governantes. As existentes, como Tribunais de Conta, Controladorias, algumas bem recentes, não têm poder suficiente ou não são de fato postos em prática como idealmente foram pensados. São pouco eficazes ou infiltrados por corruptos em alguns casos, como tem sido noticiado pela mídia.

Reflitamos (e oremos), mas especialmente cobremos para que nossas escolhas políticas sejam sempre muito bem iluminadas pelo senso de bem comum.

Ainda sonho o dia que iremos discutir política no jantar como discutimos novelas e futebol.

Em tempo, com o advento da internet e das redes sociais, onde todos podem se manifestar, é possível aferir nível de formação cidadã de nossas comunidades numa correlação direta com o nível das reflexões que estabelecem estes comentários. Dá para aferir, por exemplo, o nível de entendimento, leitura, positividade, educação pessoal até, levando-se em conta a qualidade dos comentários publicados. Em meu artigo anterior, publicado por mim aqui no Blog do Madeira, registrou-se claramente a maturidade política de nossa sociedade.

(*) Renato Clepf é sociólogo, ativista social, foi vereador e secretário de Governo entre 2001-2008.

Este texto não reflete, necerssariamente, a opinião do BlogdoMadeira.

Quer publicar seu texto aqui? Envie (com foto e RG) para [email protected] Ou WhatsApp (35) 9.8859-6919.

Tags: Colaboradores · Opinião

2 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Edgard Ximenes Machado // maio 1, 2021 at 09:28

    E por falar em política…

    “Foi lá em Diamantina onde nasceu JK que a Princesa Leopoldina arresolveu se casá”.

    Com esse preâmbulo desejo homenagear o grande Estadista Dr. Juscelino Kubitschek – PSD cujo profícuo mandato (1956 1960) elevou nosso país da condição agrária para o patamar de países industrializados.
    O slogan da sua administração era: “Cinquenta anos em cinco”.

    Hoje, convivemos com desemprego que atinge mais de 14 milhões de pessoas que evidentemente, estão em fase de depressão. Como se não bastasse, uma pandemia que já ceifou a vida de mais 400 mil brasileiros.

    Donde estás que não te vejo ?

    Uma pergunta essencial para lupa pesquisar aquele ou aqueles que irão democraticamente administrar o destino desta grande Nação nos próximos quatro anos (2023/2026).

    O Brasil precisa com urgência de um puro sangue. Estadista na estrita expressão da palavra. Não precisa ser um “mito” mas alguém que realmente entenda que somos mais de 210 milhões a espera de um milagre.

    Que Deus nos ilumine em 2022 para escolhermos nas urnas com discernimento o candidato /Primeiro Mandatário que irá reunir as qualidades necessárias ao bom desempenho de suas funcões e do importante juramento Constitucional.

    É bom salientar que a diferença entre o grande Estadista e o mal político está na perspectiva de que o primeiro preocupa com a geração de amanhã enquanto o segundo, com a eleição de amanhã. Querem perpetuar no poder…

    Dizem que águas passadas não movem moinhos, mas não custa relembrar que JK deixou saudade e bons exemplos.
    Em 1960 trabalhei em Brasília e em 21/04, inauguração da NOVACAP, no meio da multidão, tive o privilégio de cumprimentar o verdadeiro mito.

  • 2 Vanilda Souza // abr 30, 2021 at 22:51

    Muito lúcido o artigo de Renato Clepf. Pena que os órgãos sejam sempre aparelhados. Na verdade, a arte da verdadeira política não se dá em nosso pobre País. Parabéns ‘

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