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ARTIGO | E aí, doutor? Devo me vacinar ou não?

janeiro 23rd, 2021 · 1 Comentário

Dr. Robertson Rodrigues Pereira Jr – Pneumologista

Talvez esta pergunta tenha sido a mais realizada para a maioria dos médicos na última semana, principalmente para mim que sou pneumologista e estou atendendo a cada dia, infelizmente, um número cada vez maior de infectados pelo Coronavírus, bem como uma série de pessoas sequeladas por esta doença.

As sequelas se estendem desde  alterações comportamentais relacionadas à Depressão como também à alterações físicas como falta de ar, cansaço, dores pelo corpo sobretudo nas costas , alterações no paladar e olfato que custam a desaparecer…

Enfim, uma quantidade imensa de doenças causadas por um inimigo invisível e que vem destruindo nossa economia, retirando nossa liberdade de ir e vir e levando vários indivíduos ao óbito.

Falar de vacinação é sem dúvidas nenhuma, falar de evitar mais mortes, recriar a esperança em uma sociedade já tão sofrida e descrente, é dar um novo ânimo, é tentar  voltar a sonhar no nosso mundo tradicional e não em um novo “ normal” o qual temos certa ojeriza de imaginarmos.

Atualmente estamos com duas vacinas de uso emergencial aprovadas no Brasil, a CoronaVac  produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac  e a da AstraZeneca , desenvolvida pela Universidade de Oxford com a Fiocruz que está sendo fabricada na índia.

A vacina CoronaVac cujo vacinação já iniciou primariamente para os profissionais da área da saúde e idosos moradores de abrigos/ asilos, possui eficácia de cerca de 50,38% o que significa que temos 50,38% a menos de risco de adoecer fazendo uso da vacina. Nos pacientes que participaram dos estudos da criação da vacina e que foram vacinados pela CoronaVac, a eficácia chegou a 78% na prevenção de casos leves da doença sem necessidade de internação. No grupo dos vacinados não houve nenhum registro de doença moderada a grave que precisou de internação e que tenha evoluído para o óbito.

Os dados acima por si só já nos remetem à necessidade de acreditarmos na vacina e não corrermos o risco de desenvolvermos a doença.

Mesmo os que já tiveram o Coronavírus devem ser imunizados e também os que ainda não tiveram a doença.

A vacina é desenvolvida com o vírus inativo e o objetivo da vacina é estimular o corpo a produzir anticorpos e diminuir o risco de contaminação e, uma vez sendo contaminado, os sintomas seriam leves e não levariam ao óbito.

A vacina de Oxford tem uma eficácia de cerca de 70,4% , superior à CoronaVac, mas anda não disponível de fato em nosso país.

Ambas vacinas precisam de no mínimo duas doses.

Vacinar é questão de saúde pública, será a única forma consciente de vencermos esta doença.

Os efeitos colaterais da vacina que são muito discretos (febre, dor local…) são mínimos comparados ao inúmeros casos de óbitos que evitaríamos ao vacinar.

Resumindo, com a atual CoronaVac  teremos 50,38 % menos risco de adoecer e mesmo que fiquemos doentes, não adoeceremos de forma grave, não precisaremos internar, desafogaremos o serviço público, não precisaremos de UTI e não vamos morrer.

E aí, vamos vacinar ou não?

Envie sua pergunta para (35) 9.8859-6919

Tags: Saúde

1 Resposta Até Agora ↓

  • 1 Altamiro sem braço // jan 23, 2021 at 4:33 PM

    Vivas à ciência. Abaixo a ignorância.
    Receber a vacina não é um ato egoísta, é uma ato de proteger o próximo. Um ato de patriotismo que fará a economia funcionar.
    Se você não tem coragem de assumir a vacina, faça como o Bolsonaro, esconda seu cartão, mas não deixe de se vacinar.

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