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Paciente curada do coronavírus em Varginha conta o que sentiu

maio 25th, 2020 · 11 Comentários

Exclusivo | “Foi terrível. Não desejo isso para ninguém.” Paciente diz como foram os sintomas e o período de recuperação

(Matéria publicada dia 11 de abril no Jornal Folha de Varginha)

Patrícia (nome fictício) tem 39 anos e é de São Paulo. É fumante, e não integra nenhum outro grupo de risco ao coronavírus. Ela e o marido trabalham no escritório de uma empresa de Varginha.

Ela contraiu a doença em São Paulo na primeira quinzena de março. No dia 17, ela, o marido, o filho e a enteada voltaram a Varginha. Três dias depois, Patrícia começou a sentir os sintomas do coronavírus, sem saber que estava com a doença.

“Primeiro uma dor de garganta. Não aquela que a gente está acostumado, parecia uma sujeirinha, um incômodo. Depois, a tosse. Em seguida, o nariz, totalmente congestionado”.

O médico tratou o caso como sinusite. “Como tenho rinite e carne esponjosa, dificilmente respiro pelo nariz. Comecei a tratar, sob orientação do médico, com azitromicina, nimesulida e spray no nariz”.

No dia 23 de março, Patrícia teve febre. Durante 5 dias, controlou a temperatura com dipirona. “Ficava entre 37,5 e 38,6 graus. Nos cinco dias, não ficou abaixo de 37,5 graus”.

Nesses dias, também sentia muito calafrio. “Mesmo com sol, calor, sentia muito calafrio, uma dor no corpo terrível e muita dor de cabeça”.

“Aí desconfiei, não era normal ficar só deitada durante 5 dias. Pensei: ‘Acho que estou com esse negócio'”.

Depois dos cinco dias de febre, Patrícia teve diarreia durante dois dias.

“Depois da febre, não senti mais o gosto nem o cheiro de nada”. Perdeu 3 quilos em uma semana. “Ficava sem vontade nenhuma de comer”.

O filho, de 19 anos, também teve os sintomas. “Uma dor de garganta terrível e muita febre alta”. Ele fez o teste dia 18 de março. O resultado saiu dia 3 de abril, positivo. Mas os sintomas duraram poucos dias e ele já tinha melhorado.

“Aí pediram pra gente ir até a UPA. Fiz o teste rápido, com coleta de sangue. No dia seguinte deu positivo para coronavírus”.

O marido de Patrícia também sentiu os sintomas, mas somente durante um dia. “Teve febre alta e muita dor no corpo. Também perdeu olfato e paladar. Mas, no dia seguinte, já estava bem”.

Os dois compartilharam o quarto durante quase todo esse tempo. “Eu espirrava e tossia no quarto. Ele dormiu na sala só duas noites, quando sentiu os sintomas”.

Patrícia divide o banheiro com o filho. O marido divide o outro banheiro da casa com a filha dele (enteada de Patrícia). “Até hoje temos todos os cuidados, passar álcool, higienizar a casa toda, o banheiro”.

Perguntei qual lembrança ela tem do período em que sentiu os sintomas: “Foi terrível. Não quero que ninguém passe pelo que eu passei. Foram cinco dias de febre alta, calafrios e muita dor no corpo. Meu Deus. Não respirava direito, tive crise de ansiedade. Você puxa o ar, parece que não vem. Graças a Deus não soube do resultado [quando os sintomas estavam agudos], senão ‘estava morta’. Continuo sem vontade de comer. Não sinto cheiro nem gosto. O médico disse que pode levar meses para voltar [o paladar e o olfato]. Espero que esse relato seja útil para outras pessoas, que se cuidem e evitem o contágio”.

Tags: Saúde

11 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Rodnei // maio 27, 2020 at 12:51 PM

    Vai pagar pra ver amigo? Só quando morre algum parente nosso que a ficha cai né…..
    Me explica então os países sérios do mundo , de primeiro mundo, preocupados com a pandemia….me explica e tenta me convencer da “gripezinha”.

    E que bom que voltaram a atenção pra saúde né inteligente, equipando hospitais, etc…acelerando a construção de outros….

  • 2 Roberto Braga // maio 26, 2020 at 6:15 PM

    Sem o intuito de defender a opinião de ou de outro, o Civic 19 tem feito como vítimas, em 99% dos casos, pessoas com baixa ou baixíssima imunidade. Entre estas pessoas estão àquelas consideradas do grupo risco. O resto, 1%, são os casos “fora da curva”, visto q numero de crianças e pessoas saudáveis afetadas são ínfimos. Para outras doenças como h1n1, catapora, sarampo, tuberculose etc já tem vacina e tratamento há décadas e continuam matando. Então, para uma doença q ainda não tem tratamento “eficaz” nem vacina, se comparada até a própria influenza, não passa mesmo de uma gripezinha, porém, muito lucrativa. Mas, acredite, isto ainda vai longe, porque enquanto a vaca pública tiver $, vai ter muito bezerro mamando nas suas tetas.

  • 3 Rodnei // maio 26, 2020 at 10:26 AM

    E aí bolsominion, não entendeu que esse vírus eh novo até hoje? E não é uma gripezinha, nem gripe forte, ele piora a saturação dos pulmoes mesmo em pessoas saudáveis….já morreram perto de 400.000,00 pessoas no mundo em pouco mais de 5 meses, isso é pouco pra você??? A olimpíada foi cancelada no Japão, país sério, não essa zona que eh a bananalandia (nunca antes foi cancelada)… Isso é sensacionalismo mesmo??? Parem de fanatismo político.

  • 4 Eduardo M Salge // maio 25, 2020 at 11:55 AM

    Como visto, se vc pegar uma gripe forte pode até vir à óbito. Já tive gripes comuns bem fortes e com sintomas bem mais severos do os relatados pela Patrícia. Ela se curou só com analgésicos e antitérmicos. O marido também com o vírus, quase nada sentiu. A doença existe sim, assim com dezenas de outras por aí, e, cá entre nós, acho que apenas uma pequena partes dos óbitos registrados são de fato causados pelo covid 19. Há muitos interesses escusos neste meio. Muito dinheiro público indo pro ralo. – Pergunto: até quando vão continuar com este terrorismo e sensacionalismo sobre esta doença?

  • 5 DIRETO E RETO // maio 25, 2020 at 10:17 AM

    O que tem de varginhense preocupado com a hemorroida do nosso ilustríssimo presidente…

  • 6 38 // maio 25, 2020 at 6:19 AM

    Ela não mencionou a Cloroquina pra não ser massacrada pelos esquerdopatas.

  • 7 Leandro#semprebolsonaro // maio 23, 2020 at 4:56 PM

    Até que enfim divulgaram que alguém se curou

  • 8 Hugo // maio 23, 2020 at 1:06 PM

    Feliz pela recuperacao

    Materia direta e simples. Muito util.

  • 9 Junior // maio 23, 2020 at 1:04 PM

    Mas vem cá o primeiro caso de Varginha não foi de uma mulher de Boa Esperança e de Varginha só em Abril. 🤔🤔🤔

  • 10 Edgard Ximenes Machado // maio 23, 2020 at 10:19 AM

    Já dizia o antigo provérbio, “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”.

    Esta sincera e angustiante narrativa dessa cidadã nos leva a refletir sobre a nossa integral responsabilidade de persistir nos nas fundamentadas orientações que estão sendo exaustivamente veiculadas nos meios de comunicação.

    Ou nós levamos a sério as recomendações ou Covid nos convida… para às consequências.

    Quando a cabeça não pensa é o corpo que paga o pecado.

  • 11 HIPOCRITAS // maio 4, 2020 at 2:20 PM

    IMPRESSIONANTE. OS LEITORES SEMPRE RECLAMAM QUE NÃO TEM NOTÍCIAS BOAS, PRÁ CIMA.

    ESTA É A MATÉRIA DE UMA paciente que teve coronavírus e se curou.

    NINGUÉM DEU OS PARABÉNS PARA ELA!!!!

    SEUS ARR******S. FALSOS. SÓ QUEREM NOTÍCIA RUIM PRÁ FALAR MAL DOS OUTROS.

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