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Varginhenses mudaram rotina para conviver com a pandemia

abril 26th, 2020 · 1 Comentário

A jornalista Estela Torres acorda cedo, prepara o café e toma a primeira refeição do dia ao lado do marido. Levanta de uma cadeira, senta em outra e… começa a trabalhar.

Desde que começou o isolamento social, ela passa o expediente inteiro dentro de casa. Transmite boletins com notícias do Sul de Minas para a rádio onde trabalha, da copa de sua casa.

É uma das mudanças que o isolamento social impôs aos trabalhadores.

“A copa da minha casa ganhou novos itens de decoração: microfone, gravador e anotações ocupam a mesa que antes era ociosa. É daqui que agora são feitas todas as edições de Repórter Itatiaia, além das reportagens para a Rede Itatiaia. Não é uma novidade para mim trabalhar assim, eu já fiz várias reportagens totalmente em casa, antes mesmo do isolamento pelo coronavírus. A tecnologia nos permite fazer entrevistas em áudio e vídeo pela internet, e o envio das reportagens para a emissora de rádio tornou-se muito simples. Eu sinto falta do burburinho da empresa, do cafezinho com os colegas, de receber a visita carinhosa de ouvintes, mas estar em casa me dá segurança para enfrentarmos este período que, se Deus quiser, será rápido”.

Quem não dispõe da tecnologia para evitar o trabalho presencial, precisa se adequar. O dono de um posto de combustível, Leandro Motteran disse que o fechamento do local é proibido por lei e precisou adotar medidas de segurança para evitar o contágio dos funcionários e clientes: “Como postos de combustíveis são considerados serviços essenciais e, mediante normativas da ANP Agência Nacional do Petróleo, somos impedidos de parar totalmente as atividades, correndo risco de multas e até a perda do registro de funcionamento. Desta forma, como forma de nos proteger e também proteger aos nossos clientes, adotamos o horário mínimo exigido pela ANP, que foi alterado recentemente para segunda-feira a sábado, das 7h às 19h. Fechamos a empresa aos domingos. Adotamos o banco de horas para evitarmos atingir o salário do pessoal, pois a equipe está trabalhando menos tempo que o contratado, e isso será compensado lá na frente. Metade da equipe foi colocada de férias por 15 dias, e estão revezando essas férias na medida que elas vencem. O álcool gel e as máscaras viraram peças obrigatórias na nossa rotina, embora lamentavelmente tenham subido muito de preço. A cada atendimento, limpeza das mãos e máquinas de cartões, evitando contato físico. São tempos difíceis, com grande redução do movimento – nosso setor registrou uma média de 60% de redução em nível nacional, e torcemos para que este momento passe logo. O mais importante, ao meu ver, é cuidar do pessoal. Estamos fazendo nossa parte.”

O dentista Ricardo Cazelato faz parte de um grupo de profissionais autônomos que, por recomendações do Conselho Regional de Odontologia, não está trabalhando. “Apenas urgências mesmo. Nesta época de pandemia nossos tratamentos eletivos foram suspensos por precaução. Paciente está com receio e prefere esperar dissipar um pouco isso. Assim, tratamento e eletivos estão parados”.

Ele conta que aproveita a pausa para atualizar as condições de atendimento: “Neste intervalo estamos equipando com novos EPIs para atendimento diferenciado. Várias regras estão sendo passadas para atendimentos”.

“Tenho uma boa clientela e todos conscientes. E por segurança minha e de meus pacientes explico bem a situação e conduzo de forma que não deixo eles na mão em uma situação de dor ou algo que interfira na rotina. Tudo ainda é novidade é todo cuidado é pouco. E nesta quarentena tenho estudado bastante e ouvindo música”.

Sim, Ricardo. A música é importante nessa hora. Pra todos nós ficarmos com a mente quieta. A espinha ereta. E o coração tranquilo. Vai passar.

Tags: Saúde

1 Resposta Até Agora ↓

  • 1 Cumilo // abr 26, 2020 at 12:57 PM

    Eu preciso de um companheiro…

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