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Professores da rede estadual entram em greve na terça

fevereiro 7th, 2020 · 3 Comentários

A decisão saiu em assembleia realizada em Belo Horizonte. O presidente do Sindicato dos Professores de Varginha (Sinpro), Abdon Guimarães Bidu disse que há três motivos principais para a greve: “As escolas estaduais estão um caos, sem condições de trabalho. O sistema online de matrícula gerou situações absurdas. E o salário está defasado em pelo menos 750 reais para o professor em início de carreira”.

Matrícula pela internet. Em Varginha, vários pais reclamaram para o BlogdoMadeira sobre o sistema de matrículas. Um pai mora no Damasco e o sistema escolheu o Colégio Industrial para o filho dele (há outras escolas mais perto da casa do estudante, como Aracy Miranda, São Sebastião e Domingos Chaves). Uma mãe tem três filhos e cada um vai estudar em uma escola diferente. Em Belo Horizonte, alguns alunos terão que percorrer 50 km até chegar à escola definida pelo sistema.

A greve será no dia 11 de fevereiro, terça-feira. Nova assembleia será realizada dia 14 de fevereiro. O piso salarial, de acordo com o Sinpro, está sem reajuste desde 2016. Parte do salário é pago em abono, que não é incorporado ao vencimento.

Varginha possui 15 escolas estaduais (incluindo o Conservatório de Música). São aproximadamente 8.000 alunos e 900 professores.

Ainda não se sabe quais escolas vão aderir à greve. O sindicato está convocando os professores.

Na manhã de hoje (7/2) o BlogdoMadeira ligou e enviou e-mail para a Superintendência de Ensino, para ouvir sobre as reivindicações dos professores. Assim que a SRE retornar, publicaremos.

na manhã de hoje (7/2)

Tags: Educação · Política

3 Respostas Até Agora ↓

  • 1 marco aurelio // fev 10, 2020 at 8:39 AM

    relembrando 2014 que os professores votaram em massa no Pilantrel, deu no que deu.

  • 2 Mariza // fev 9, 2020 at 2:23 AM

    Não tô falando que o ministro Paulo Guedes tem razão?
    O estado de Minas está vivendo situação de penúria mas os professores, agindo em conformidade com a máxima de que “se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”, vão fazer greve e deixar milhares de crianças e jovens no prejuízo. E depois da greve vão exigir o pagamento dos dias parados. Vão fazer greve porque o governo não está conseguindo recursos financeiros para, entre outras questões, atualizar o salário do piso da carreira de professor, “supostamente” defazado em 750,00 reais. Pergunto: tais professores foram forçados a aceitar esse emprego, com esse salário? Não. Poderiam ter procurado a iniciativa privada, mas aí, caimos em outra questão : e a competência profissional? Ela existe? Sei não..O Pisa diz que não.

  • 3 Devlin Pacheco // fev 8, 2020 at 11:34 AM

    Bem feito!!! Quem mandou votar no PILANTREL??? E antes que fale alguma coisa, 2016 a gestão era a anterior (2015-2018) cujo governador foi eleito em 2014.
    Não adianta querer colocar na conta do ZEMA porque o primeiro ano de governo dele foi 2019, e todo mundo sabe como ele recebeu o Estado.

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