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Time de Mato Grosso desiste de contratar goleiro Bruno após protestos

janeiro 22nd, 2020 · 3 Comentários

O Clube Esportivo Operário Várzea-grandense desistiu da contratação do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza. A decisão do clube aconteceu na tarde desta quarta-feira (22). A contratação de Bruno para o time várzea-grandense tem gerado polêmica desde o ano passado, quando a proposta foi realizada pelo time.

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No início desta semana, Bruno obteve a liberação da Justiça de Minas Gerais para se mudar para Mato Grosso e trabalhar no Clube Operário, time com sede em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A decisão foi proferida pelo juiz Tarciso Moreira de Souza, da Vara de Execução em Meio Aberto e Medidas Alternativas da Comarca de Varginha (MG).

Faixas, cartazes e instrumentos foram usados durante a manifestação — Foto: TVCA/Reprodução

Na noite dessa terça-feira (21), enquanto o time se preparava para entrar em campo pelo campeonato mato-grossense, um grupo de mulheres com faixas, cartazes e gritos de guerra protestaram contra a contratação.

Entidades como o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso (CEDM/MT) também se manifestou contra e divulgou nota de repúdio.

Já na manhã desta quarta-feira o clube afirmou, em nota, que estava revendo o possível contrato. Já pela tarde, após reuniões da diretoria, foi anunciado a suspensão da contratação.

“Viemos comunicar que o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense não contratará o atleta Bruno Fernandes das Dores de Souza”, disse o comunicado oficial.

Crimes
O goleiro foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Ele também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta, porque a Justiça entendeu que o crime prescreveu. As penas somadas chegaram a 20 anos e 9 meses de prisão.

Em 2017, o goleiro chegou a ser solto por uma liminar do Superior Tribunal Federal (STF) e voltou a jogar futebol, atuando no Módulo 2 do Campeonato Mineiro pelo Boa Esporte, mas depois teve a medida revogada e um pedido de habeas corpus negado. Em 27 de abril de 2017, Bruno se apresentou à polícia em Varginha, onde foi preso e levado para o presídio da cidade.

Em junho de 2018, ele passou a trabalhar na Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) da cidade, após decisão da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais. Desde então, cumpria pena e trabalhava na unidade, mas teve o direito cassado quando a denúncia veio a público e voltou a ficar somente no presídio.

Bruno cumpriu seis anos e seis meses de prisão em regime fechado. Já em 2017 passou para o regime semiaberto. (Com informações do G1 MT)

Tags: Esporte

3 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Edgard Ximenes Machado // jan 25, 2020 at 2:48 PM

    Na vida, nós colhemos o que plantamos e não está sendo diferente com o ex-goleiro Bruno.

    Ele está sofrendo às consequências do seu malfadado livre arbítrio. Não vou atirar a primeira e nem a segunda “pedra” mas amnésia na hipótese de um crime tão hediondo e salvo melhor juízo, é difícil esquecer.

    No Brasil não temos a pena de prisão perpétua, mas a sociedade como um todo, hipócrita ou não, tem perpetuado o que a imprensa nacional deu o maior enfase na oportunidade dos fatos acima relatados.

    Sem entrar no mérito, dar uma nova chance ao Bruno é como esquecer da indefesa vítima,do filho e da magoada mãe de Eliza. O corpo de Eliza foi “cremado” e as cinzas ninguém sabe ninguém viu…

    Na hermenêutica jurídica ele está parcialmente livre com amparo legal.

    Por analogia e retroagindo o caso da atriz Daniella Perez, friamente assassinada pelo atual Pastor Guilherme Pádua, sugiro que Bruno se converta e assim, aos poucos, poderá conseguir a remissão de seus pecados que não são veniais.

    Se arrependimento matasse, tenho certeza de que tudo seria diferente.

  • 2 Professor // jan 23, 2020 at 8:25 PM

    É assim… A pessoa erra. Ele errou, está pagando caro por isso, mas a sociedade, perfeita que é, acredita que a condenação é perpétua e deva ser renovada e aumentada a todo momento. Desse jeito, por que não cria a prisão perpétua? Se a pessoa que errou, foi julgada condenada e cumpriu a pena legal, qual mal há em dar oportunidade para ela? Mas a hipocrisia tem essa força. Em todos o lugares a voz dos que podem “atirar a primeira pedra” se ergue, ganha força e reverbera.

  • 3 38 // jan 22, 2020 at 5:35 PM

    Não há diferença entre os Nardoni, Bruno e Lula.

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