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“Não é culpa dos médicos não ter exame”

janeiro 23rd, 2020 · 6 Comentários

Continua a crise entre a classe médica e Prefeitura de Varginha. No começo da semana, o Sindmed (Sindicato dos Médicos de Minas Gerais) divulgou nota com reclamações dos médicos que trabalham para a prefeitura. Entre as reivindicações, alegaram falta de condições de trabalho, exames, medicamentos e tratamentos.

A prefeitura divulgou uma nota rebatendo as queixas. O Município disse que há boas condições de trabalho e que alguns médicos estariam aborrecidos por ter que bater cartão de ponto.

O Sindmed divulgou hoje (23/1) uma nota de repúdio à nota da prefeitura, com o título “Prefeitura de Varginha não resolve problemas da Saúde e tenta colocar a culpa nos médicos” (leia a íntegra da nota abaixo).

Um médico que trabalha em uma policlínica de Varginha ligou para o blog e fez um desabafo: “Muitas vezes o paciente acha que é má vontade do médico, mas a verdade é que faltam remédios, exames, tratamentos. Isso é resultado de má gestão da Secretaria de Saúde, da burocracia governamental”.

Nota divulgada nesta quinta-feira (23/1) pelo Sindmed:

“A Prefeitura de Varginha emitiu “nota de esclarecimento”, que na verdade não esclarece nada, tenta culpar os médicos pelos problemas da saúde do município.

Em nenhum momento a categoria médica se posicionou contra o cumprimento da carga horária. O que de fato tem incomodado não só os médicos como a população são as condições precárias oferecidas pelos gestores que não garantem o que diz a Constituição em relação ao direito de acesso a uma saúde plena e de qualidade para todos.

Os médicos não só querem exercer sua jornada de trabalho, como exigem condições para fazê-lo da maneira adequada e respeitosa que a população merece.

A Prefeitura tentar colocar os problemas no setor na responsabilidade dos médicos, dizendo que eles não “querem cumprir horário”, quando na verdade o que acontece hoje é que, de fato, a gestão, segundo colocações apontadas em assembleia dos profissionais, não vem oferecendo as condições para o desempenho de um bom trabalho”.

O BlogdoMadeira ligou para o secretário da Saúde, Mário Terra ao meio-dia, mas ele não atendeu a ligação.

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Tags: Política · Saúde

6 Respostas Até Agora ↓

  • 1 DIRETO E RETO // jan 28, 2020 at 7:46 AM

    O atual secretário de saúde, é um enrolador de marca maior.
    Mais um da velha, coronelista e estagnada turma do Toninho, especialista em: sugar somente!

  • 2 luiz // jan 24, 2020 at 11:45 AM

    90% das pessoas que vao a upa ubs o PS nao tem nada , queixam de qqer coisa… depois quer que o medico atenda com cara de feliz?? estudaram para atender quem realmente precisa.. nao os atestados , tosses de um dia, dor de barriga ha algums horas….. e por ai vai…..

  • 3 marco aurelio // jan 24, 2020 at 11:41 AM

    não gosta desta administração, mas neste quesito está certa, medico tem que bater ponto e trabalhar igual os demais servidores.

  • 4 Eu // jan 24, 2020 at 9:37 AM

    Faço jus as suas palavras, Josias. Essa classe pobre de espírito que se acham acima de tudo estão reclamando de barriga cheia, estavam tão acostumados a serem trabalhadores fantasmas e agora não suportam a situação de cumprir horário a qual são muito bem remunerados para a precariedade do SERVIÇO que os próprios médicos doutores (sem doutorado) oferecem para a população.

  • 5 Ed martinez // jan 23, 2020 at 11:55 PM

    A secretária de saúde de Varginha sempre foi problemática, o secretário tem hábito de se esconder dos munícipes o que dirá da imprensa. Não tem o que falar por isso foge.

  • 6 Josias // jan 23, 2020 at 2:36 PM

    Coitadinho dos médicos! Quantas vezes você vai em um posto de saúde e não tem médico? Inúmeras. A UPA está lotada de pessoas que poderiam resolver seus problemas no posto de saúde, mas elas preferem ir à UPA, pois sabem que tem médico. Médicos de posto de saúde – não todos, mas a maioria – chegam atrasado, não cumprem carga horária, fazem a consulta com cara de B…, etc.. Tenho certeza que o estopim disso foi a obrigatoriedade de bater o ponto, pois essas “revoltinhas” tem acontecido em vários lugares do Brasil. A classe médica aqui no nosso país é poderosa e acha que está acima de tudo. A justiça deveria colocá-los em seu devido lugar.

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