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Artigo: o massacre de Paraisópolis

dezembro 7th, 2019 · 7 Comentários

Foto: Reprodução

Escrito por: Vanilda Marques Porfírio, jornalista e ambientalista, integrante do Movimento Internacional pela Paz e Não Violência.

Enquanto no domingo à noite, passava sabonete pra lavar o rosto, sem qualquer maquiagem,pois além de não gostar, não esconde as marcas do tempo e nem a tristeza por vivenciar tanta violência e corrupção no Brasil, ouço o programa noturno dar a notícia da invasão da favela paulistana Paraisópolis por PMs durante  baile funk.

Corro pra sala, enquanto passava um creme facial, para hidratar um pouco a face cansada, que denota a alma marcada por tantos anos de dor, e poucos regozijos brasilienses. Vejo estupefata as fotos dos meninos(crianças),  assassinados por policiais. O de camisa azul turquesa, de 14 anos, me comove ainda mais. Meus Deus!  Poderia ser meu filho ou meu neto, ou de vocês, quem sabe. Durante a perseguição naquelas ruelas, um policial sorri enquanto agride com um pedaço de madeira os meninos que correm apavorados e, sequer um de muletas escapou de cacetadas.

Lágrimas tomam conta do meu rosto, e quando se tem a sensibilidade à flor da pele, impossível passar incólume a tantas cenas trágicas e ora cômicas, quando  se trata dos políticos.  Penso em prantos: mas o funk é a única diversão destes jovens, alijados do sistema e encurralados  nos becos das favelas. Por que não reconhecê-lo como manifestação cultural, e permitir as estes garotos e garotas extravasarem as mazelas vividas em seu cotidiano?Pior é a sensação de impotência diante disso tudo.

Vem o governador burguês, cujo rosto e olhar nada expressam de humano, dizer que São Paulo tem a melhor segurança preventiva do país. Salientou ainda que essa política de segurança não mudará. Sua fala só corrobora a truculência policial perpetrada em nosso país. Quem pagará o pato? Só o policial que aparece no vídeo. E seus comandantes e instrutores? No fim, com certeza, acabará tudo em pizza, como sói acontecer neste país miserável e abandonado pelas autoridades que deveriam nos representar, porém vivem num “país sueco”, encastelados em seus palácios usufruindo das benesses e mordomias com o suor da salário sofrido da maioria da população.

Ditadura por 21 anos, abertura lenta gradual e irrestrita, ir às ruas em passeatas e levar cassetetes da PM-infelizmente mal paga e mal orientada-saliento  não serem eles os vilões; textos censurados nos jornais, revistas e mídia eletrônica, teatros fechados e peças proibidas, voz calada. Para resumir, silêncio, palavras inacabadas e caladas pela censura.

Quando pensamos que a Primavera Democrática- maiúsculas por minha conta-, alvissareira e tão jovem, se deslumbrava no horizonte  Brasil varonil, vem um presidente medíocre(será semi-analfabeto? Não, impossível.), sensibilidade  e insights zero, truculência, violência 10 ou 1000. E o país, que tanto quis livrar-se dos conchavos e falcatruas-não criadas pelo PT- mas cultural nesta porra de  terra dita de Santa Cruz-a cruz nua e crua nos dada para carregar e que tanto pesa.

Basta ver as ruas abandonadas, a cultura, a educação, os indivíduos em estado de miséria absoluta, a violência que perpetra em todos os segmentos sociais, uma mulher assassinada por dia e até o desalento dos que elegeram este patético e odiento ser. Basta ver o desmatamento, o acobertamento e impunidade dos poluidores e devastadores do meio ambiente, o avanço do uso de agrotóxicos, com os quais nos envenenamos cotidianamente, desde o café matinal até o jantar, o descaso com a justiça. Essa compactua com a truculência e pseudo- virilidade deste monstro em capa de humano e sua família tragicômica.

Não se vislumbra nada de alentador no horizonte e a sociedade, entorpecida e normótica apodrece com a violência e os corpos que de nada adiante terem RG, CIC, título de eleitor e endereço. São números a mais na violência urbana, pobres, pretos, desprezíveis e “dispensáveis” para o Estado corrupto, ineficiente e incompetente, que se só fomenta a guerra em que vivemos.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BlogdoMadeira!

Tags: Opinião

7 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Jhonesy // dez 11, 2019 at 7:59 AM

    Mais um texto de um esquerdopata!
    Faltou ela escrever que era para os policiais entrarem na favela com flores e pombinhas!

    Idiota e mais idiota postar isso aqui

  • 2 38 // dez 9, 2019 at 6:50 AM

    Se eu estiver em algum lugar (que normalmente não vende drogas, não tem menores alcoolizados nem armados, tampouco tem carros fruto de furto) e chegar a PM, não vou sair correndo.

    Mas os trabaiadô, com medo sabe se lá de que, correram.

    Quanto a isso: “vem um presidente medíocre(será semi-analfabeto? Não, impossível.)” – Não saber pontuar também é ser analfabeta.

  • 3 Edgard Ximenes Machado // dez 8, 2019 at 2:02 PM

    A inversão de valores neste país “tupiniquim” é a natural consequência de nosso livre arbítrio.

    Você planta, você colhe. O que foi plantado nos últimos 50 anos ? Educação ? Cultura ? amor ao próximo e a DEUS ? Conceito de dignidade ?

    É fácil entender, o difícil é aceitar.

    Conjeturando nosso futuro, será que nos próximos 50 anos continuaremos a chorar o “leite derramado”. Não estarei aqui para conferir… mas vamos plantar em terras férteis e o resultado será compatível.

  • 4 Rodolfo Kieser // dez 7, 2019 at 9:08 PM

    Mais um texto de um esquerdopata!
    Faltou ela escrever que era para os policiais entrarem na favela com flores e pombinhas!

  • 5 Neto // dez 7, 2019 at 5:07 PM

    Achar culpado através de reportagens sentado no sofá de casa é muito fácil. Lamento sim, pelas famílias que perderam seus entes queridos.

  • 6 Tatu-pe // dez 7, 2019 at 5:01 PM

    Parei onde é feita a apresentação da autora!

  • 7 Carlos Amaral Mattos // dez 7, 2019 at 9:59 AM

    Realmente a dor pelas perdas humanas é imensurável, mas: QUEM autorizou o baile Funk? Onde estavam os pais e/ou responsáveis por esses menores? O Conselho Tutelar ou Ministério Público estiveram lá para fiscalizar se haviam presenças de menores? É preciso ressaltar que moradores daquela região filmaram e colocaram na internet imagens de jovens usando drogas, traficando, fazendo sexo nas ruas, queimando veículos que depois os órgãos de segurança relataram ser produtos de furto e roubos.. A autora matéria não cita que momentos antes do corre-corre uma dupla passou numa motocicleta atirando nos policiais que lá estavam para garantir a segurança dos frequentadores daquele ambiente nada hostil ou camarada, ou a polícia deveria ficar no local servindo de escudo humano, sem reagir? Hipocrisia no Brasil é mato! Aos familiares das vítimas, meus sinceros sentimentos!

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