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Histórias que ninguém contou: te pago com cachaça certo?

outubro 14th, 2019 · Sem comentários

Por Jotabê Tatu – O verdadeiro tatu da rádio

Imagina um sujeito frequentador de um bar. Bar esse que fica ali pelos arredores do ribeirão. Tomava durante o dia umas oito ou dez doses da branquinha, durante o período em que ficava por lá. Até que um dia, recebe uma grana inesperada de uma tia. O dono do bar acabou convencendo o rapaz a lhe emprestar o dinheiro. Veja no que deu?

Marcionardo era o primeiro cliente do boteco. Chegava bem cedinho para ajudar o dono a levantar as portas do estabelecimento. Por volta das cinco da tarde, ia ziguezagueando de volta pra casa. Marcionardo era daqueles que só ingeria a pinga. Não era de tomar outra bebida.

Enquanto permanecia no bar, ajudava o dono a limpar o balcão, lavar os copos e até mesmo lavar o estabelecimento. Era uma espécie ajudante. Hora bebia por conta da casa, hora bebia por conta dos fregueses que sempre deixavam uns goles pagos.

Numa manhã de domingo, Marcionardo foi surpreendido por um garoto conhecido seu. O menino chegou ao bar a sua procura. Uma senhora sua tia queria lhe ver. Encabulado, sem ainda molhar a garganta, resolveu acompanhar o garoto até a casa da tia. Coisa que não acontecia há anos. A entrevista com a tia, deixou o rapaz totalmente aturdido. A velha senhora havia guardado mais de duzentos mil cruzeiros a ele. Dinheiro este fruto de uma casa que ela havia vendido. Ela só tinha e ele a mãe dele como herdeiros. Com idade avançada, resolveu fazer a partilha: metade pra ele, metade pra sua mãe, já que ela tinha suas economias.

Marcionardo retornou ao bar. Estava mais branco que uma geleira no Alasca e mais feliz que pinto no lixo. Contou tudo ao proprietário o que havia acontecido. Durante o relato do rapaz, a ambição começou a tomar conta do comerciante. Com muito jeito e uma boa dose de cachaça a mais, convenceu Marcionardo a emprestar-lhe boa parte do dinheiro, não estipulando prazo, juros e muito menos registrar em uma promissória ou coisa do gênero.

O tempo foi passando. A mãe pressionando, querendo saber o que ele fez do dinheiro. Até que um dia ele chegou ao dono do bar, e cobrou a grana. Como não tinha nenhuma garantia, pois tudo havia sido negociado verbalmente, o comerciante fez uma conta rápida e disse: pode beber cachaça durante 16 anos, sem ser preciso lavar nem mesmo o seu copo. Tudo por conta da casa. Marcionardo não acreditou no que ouviu. Sabendo que não tinha mesmo jeito, acabou aceitando a proposta. Só que não conseguiu beber nem a metade.

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Tags: Entretenimento · Opinião

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