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Pausa para o Cafezinho: do grão à xícara.

setembro 10th, 2019 · Sem comentários

Conheça o caminho percorrido do seu cafezinho até chegar a sua xícara.

Geralmente só conseguimos visualizar os grãos de café já torrados (em grão),ou torrados e moídos já prontos para  o consumo, mas nem todos sabemos como esses apaixonantes grãos se tornaram uma bebida única, encorpada e aromática diante da nossa xícara.

Então, prepare o seu cafezinho e se acomode enquanto explicamos o processo do grão á xícara.

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O grão de café é na verdade uma fruta do cafeeiro, sua semente é pequena com uma esfera verde, quando o grão atinge o estado de maturação para colheita tem um vermelho intenso (casca vermelha) ou amarelo (casca amarela), dependendo de sua variedade (cultivar).

As suas sementes são plantadas e as mudas regadas, sendo o local de plantio de acordo com a variedade da planta, por exemplo o café de espécie arábica (Coffea Arábica) favorece grandes altitudes enquanto o robusta é cultivado em baixas altitudes (Coffea Robusta), o Brasil é um dos poucos países do mundo que produz esses dois tipos de café.

A produção pode levar de três a quatro anos para que a planta do café floresça depois de plantada, e essas flores produzam a fruta chamada cereja. A primeira colheita suficiente ocorre geralmente cerca de cinco anos após o plantio, é preciso muita dedicação em todo o processamento dos grãos, muitos imaginam que o processo em época de colheita é realizado apenas por máquinas conhecidas como colhedoras de café, sendo  máquinas de grande porte nesta modalidade, mas existem outras modalidades de colheita na produção de café como a colheita seletiva e a derriça, é necessário que o produtor analise as características de cada modalidade para decidir qual a melhor lhe atende de acordo com a produtividade e altitude de suas lavouras .

A colheita seletiva, ou a mão, é uma modalidade de colheita  manual na qual o trabalhador recolhe apenas os frutos maduros, chamados de cereja (nível máximo de maturação) e é a quem sem dúvida demanda um tempo bem maior. Essa prática, tenta garantir a qualidade do café, uma vez que os grãos secos, danificados ou verdes não vão se misturar com o restante da colheita.

Já a derriça mecânica (utilizando uma ferramenta motorizada, com garras que substituem a mão humana), o volume de colheita chega a subir mais vezes em referência a seletiva.

O importante na escolha da modalidade é que cada produtor possa se basear na realidade da sua lavoura, contribuindo para uma melhor produtividade e rentabilidade.

Depois da escolha da modalidade na colheita, neste caso citaremos como exemplo a colheita seletiva, que serão retiradas da lavoura apenas as cerejas maduras,os grãos retirados nesse método geralmente se tornam grãos de alta qualidade dependendo do terroir de cada região e dos cuidados na colheita e pós-colheita.

Depois da colheita, o produtor escolherá algum dos métodos de manejo e beneficiamento ( lavado, descascado ou natural), hoje vamos abordar o processo natural que pude realizar  uma pequena imersão da porteira para dentro com a ajuda da minha amiga , vizinha e produtora de cafés especiais Márcia Amaral.

O processo via seca é um dos mais utilizados até hoje  no Brasil por alguns produtores. Antes de levar o café para o terreiro, os grãos passam por um lavador, é um método simples, porém eficaz, os frutos mais secos que perderam a umidade no pé, boiam e são separados  dos grãos verdes e dos cerejas(que dão origem aos cafés especiais),sendo os boia(os frutos secos) encaminhados para a secagem, e os verdes (que são mais adistringentes) retirados, e os cerejas seguem, separadamente para o terreiro dando origem ao café natural cereja, a bebida ficará mais doce e encorpada.

Quando o café está completamente seco, é hora de remover as últimas camadas de pele seca e quaisquer vestígios de frutas. Os grãos são chamados de “café verde” nesta fase. O café verde é limpo e classificado. Essa é pontencialmente a parte mais importante de todo o processo. É então classificado por tamanho, e feita a analise sensorial dos grãos, que irão desvendar todos os atributos do café (os sabores característicos dos grãos).

Lembrando que depois dos cafés irem para o terreiro, tem todo um cuidado para que o café seja protegido das chuvas e exposto para secar  à luz do sol e ao vento, sendo rodado no mínimo 10 vezes para que o calor os atinja do jeito mais uniforme possível, quanto ao uso dos secadores mecânicos, os resultados melhores são realizados com secadores rotativos, não devendo ultrapassar 40ºC na massa.

A arte de transformar o café verde em grãos para consumo, é sem dúvida uma das etapas mais complexas e importante para termos uma bebida incrível na xícara.

Mas para isso é necessário através de uma amostra, conhecer o perfil do café e criar um padrão de torra.

O processo de torrefação é o que transforma os grãos no café que conhecemos e amamos. Eles são torrados em uma máquina de torra, por períodos variados, dependendo da variedade do grão.

As variações no tempo de torrefação alteram o sabor do grão e a duração do processo de torrefação é geralmente acompanhada de acordo com o perfil do café(variedade e terroir), e através de muita técnica que  se consegue extrair as qualidades desejadas para obtermos aquele cafezinho tão saboroso na nossa xícara todos os dias.

Toda a minha admiração a todos dessa cadeia única do café especial, viva o café! Ótimas experiências cafeínadas a todos!

E você o que achou da nossa matéria?!Compartilhe conosco!

Uma ótima semana a todos, abraço e até o próximo e saboroso cafezinho.

*Lilian Trigolo-Coffee Lover-apaixonada pelo universo do café, e toda a sua cultura cafeeira, formada em Administração de Empresas com Ênfase em Comércio Exterior.

Tags: Café · Pausa para o cafezinho

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