Blog do Madeira - Notícias de Varginha - MG

Notícias diárias de Varginha e Sul de Minas – [email protected]

Guitarras – O instrumento sagrado do Rock

julho 14th, 2019 · Sem comentários

Rodrigo Paiva Reis Teixeira – contato: [email protected]

Coluna Varginha Rock City – Folha de Varginha

Não acredito que não foi fácil começar uma banda de rock na década de 70 em Varginha. Por relatos da minha primeira professora de música e guitarrista de uma das primeiras bandas da cidade, a Sra. Fátima Batiston, ex-integrante da banda INTERROGAÇÃO, os primeiros instrumentos não tinham lá muita qualidade. Todos eram feitos no Brasil, como as guitarras da marca Begher, fundada em 1966 por Romeu Begher, irmão de Lívio Benvenuti Júnior, baixista dos Incríveis.

Outras empresas que marcaram época com seus instrumentos, foram: GIANNINI, fundada em 1900 pelo luthier italiano Tranquillo Giannini, que desembarcou no Brasil aos 20 anos, durante um período compreendido entre 1850 e 1913 quando diversos imigrantes europeus chegaram ao Brasil;  TONANTE, inicialmente chamada Ao Rei dos Violões Limitada, tendo começado sua produção no dia 5 de abril de 1954 pelos irmãos portugueses Abel e Samuel Tonante, que fabricavam os instrumentos de maneira artesanal. Tonante foi particularmente importante para a história musical no Brasil, pois quando surgiu o movimento da Jovem Guarda (ou Iê-Iê-Iê, como era chamado então o pop/rock, numa referência ao “Yeah, yeah, yeah” da música “She Loves You” dos Beatles) – época em que a guitarra elétrica tornou-se o objeto de desejo de boa parte da juventude – esse fabricante oferecia seus instrumentos a preços baixos, acessíveis à classe média, e tornando possível o sonho de ter um conjunto de rock.

A guitarra elétrica, como conhecemos hoje, entrou no mercado pra valer na década de 50 com as marcas FENDER e GIBSON, essas guitarras, até hoje, sonho de consumo de muita gente, eram vendidas em dólar, algo entre mil e cinco mil reais, e pouquíssimas pessoas conseguiam importar uma guitarra dessa qualidade. 

Quando comecei a tocar, na década de 90, esses instrumentos brasileiros ainda estavam sendo usados. Eu achava bem ruim, mas pra minha sorte nessa época novas marcas com instrumentos melhores começaram a entrar no mercado brasileiro. Marcas como Jackson e Ibanez foram as primeiras.

No meio disso tudo, dessa tentativa de viver o sonho do rock n roll, um músico conseguiu se destacar nos anos 70, foi Silvio Ferreira de Brito, nascido na cidade de Três Pontas, em 10 de fevereiro de 1952. Em 1974, no compacto Sílvio Brito, lançou os sucessos “Tá Todo Mundo Louco“, “Nostalgia 65”, “Quase Dois Mil anos Depois”. Conseguiu unir o rock and roll com músicas de protesto contra a Ditadura. A partir de 1975 compôs canções como “Espelho Mágico” e “Tô Vendendo Grilo”, de 1975, e “Pare o Mundo Que Eu Quero Descer”, no estilo folk rock. Ainda nos anos 80, gravou sucessos como “Do Jeito Que o diabo Gosta” e “Careca, Sem Dente e Pelado”. Possui 26 Discos e quatro discos de ouro. Ao longo de sua carreira, teve três milhões e meio de discos vendidos. 

ambiente_familiar_500x150px

Tags: Cultura · Folha de Varginha

0 Respostas Até Agora ↓

  • Não existe comentário ainda. Deixe o seu comentário preenchendo o formulário abaixo

Deixe um Comentário