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Mercado de trabalho aquecido para profissionais de segurança do trabalho

maio 14th, 2019 · 2 Comentários

Segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, foram registrados, entre 2012 e 2018, em Varginha, 994 auxílios-doença por acidentes de trabalho, gerando um impacto previdenciário superior a R$ 7,5 milhões. Só em 2018, foram 136 afastamentos com auxílio-doença, o que representa uma despesa de R$ 646 mil. No mesmo período, 17 mil trabalhadores perderam a vida em acidentes de trabalho no Brasil.

Os dados demonstram a importância do profissional de segurança do trabalho no mercado. Por motivos legais e humanitários, as empresas devem zelar pela segurança dos seus colaboradores. “Empresas que não trabalham com a prevenção de acidentes são multadas com valores que podem chegar até 6% do valor da sua folha de pagamento explica o orientador de cursos do Senac Marco Caé.

Carreira empreendedora

O orientador explica ainda que a atuação profissional em segurança do trabalho contempla, entre outras funções, a de técnico e engenheiro. “Há oportunidades de progressão na carreira em que o técnico pode buscar uma graduação na área e almejar o posto de engenheiro de segurança do trabalho. Entretanto, ainda como técnico, o profissional tem campo para atuação como funcionário, compondo equipes de saúde, segurança e medicina do trabalho (SESMT) ou ainda prestando consultoria”, diz. Josias Menezes, 22, sonha em trilhar uma carreira na área. Há dois meses se matriculou no curso técnico em segurança do trabalho do Senac e conseguiu uma oportunidade por meio do portal Rede de Carreiras. “Sempre me identifiquei com a área, sonho em construir uma carreira e hoje alcancei meu objetivo: fui contratado para trabalhar como técnico em segurança do trabalho em uma empresa do ramo imobiliário”, comemora.

Fortalecimento e a valorização do ensino técnico

Para quem quiser se profissionalizar nessa área, o Senac oferece, em Varginha, o curso Técnico em Segurança do Trabalho, com duração média de 18 meses e carga horária de 1.200 horas. A formação técnica, a propósito, vem se tornando uma alternativa cada vez mais assertiva para a entrada no mercado de trabalho. O contexto atual mostra que o fortalecimento e a valorização do ensino técnico são caminhos naturais diante da diversificação das indústrias, do crescimento da economia e da modernização dos setores de comércio e serviços. “Os jovens estão começando a considerar não apenas a faculdade, mas também o curso profissionalizante como uma alternativa para a sua formação profissional”, destaca o diretor do Senac em Varginha, Edivaldo Amorim.

Ponto para quem previne acidentes

Caso ocorram acidentes de trabalho, o custo da multa deve ser arcado pela empresa. No entanto, a Previdência e o Ministério do Trabalho e Emprego podem proporcionar um “bônus”, para as empresas que reduzem a quantidade de acidentes de trabalho. Elas conseguem uma redução na alíquota do Seguro de Acidente de Trabalho, que varia de 1 a 3%, o que, para muitas empresas, pode significar milhões. Por isso, mesmo quem não precisa contratar um profissional da área deve se prevenir para garantir a segurança e o bem-estar dos funcionários, bem como evitar custos que podem prejudicar o negócio”, diz Caé.

Mais informações sobre o curso pelo telefone (35) 2105 5700, pelo site www.mg.senac.br ou na central de atendimento da instituição (Rua Mariana Figueiredo, 401 – Vila Adelaide).

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2 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Cidadão brasileiro // maio 15, 2019 at 12:27 PM

    Bolsonaro anuncia redução de 90% de normas de segurança no trabalho

    No Brasil existem milhares de normas Reguladoras (NRs) de segurança e saúde no trabalho. Pasmem-se… e leiam com atenção o que realmente se pretende modernizar para ambos os lados, tanto dos trabalhadores quanto dos empresários. Nosso pais está atrasado anos luz, quanto à aplicação dessas normas reguladoras de segurança e saúde no trabalho, com relação aos estados mais adiantados do mundo, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, etc., etc. Bolsonaro está certíssimo. Quanto menos multar e prejudicar os empresários, aplicando-se normas completamente ultrapassadas e fora dos padrões internacionais mais estar-se-á facilitando e aumentando o número de empregos pelo pais afora. Leiam com atenção e tirem suas conclusões, sem afobação e sem conhecimento maduro e democrático com relação a estas mudanças propostas pelo atual presidente.
    Bolsonaro anunciou pelas redes sociais, nesta segunda-feira, que fará uma redução de 90% nas Normas Regulamentadoras (NRs) de segurança e saúde no trabalho. Conforme um texto divulgado pelo presidente, “há custos absurdos [para as empresas] em função de uma normatização absolutamente bizantina, anacrônica e hostil” nesse segmento.
    O texto informa que a primeira NR a ser revista é a de número 12, “que trata da regulamentação do maquinário, abrangendo desde padarias até fornos siderúrgicos”. A promessa é que o pacote de revisão seja entregue em junho.
    Mais adiante, o texto diz que “um pequeno empresário chega a ser submetido a 6,8 mil regras distintas de fiscalização”. A informação segundo a qual busca-se uma redução de 90% dessas regras aparece nesse contexto.
    O texto diz ainda que, segundo o secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, “a modernização das NRs faz parte de um processo que tem a integridade fiscal como espinha dorsal, rumo à retomada do crescimento”. A partir daí, há uma defesa da reforma da Previdência, do equilíbrio fiscal e do aumento do investimento público.
    Marinho afirma que as medidas irão “customizar, desburocratizar e simplificar” as normas regulamentadoras. “Hoje o industrial brasileiro que compra uma máquina sofisticada normalmente gasta quase o dobro que o custo de transação, o que encarece nossa competitividade”, disse em vídeo publicado na internet.
    A partir disso, serão revistas as normas 1, 2, 3, 9, 15, 17, 24 e 28. As regras tratam de insalubridade, periculosidade, construção civil e trabalho a céu aberto. O secretário alega que as mudanças estão sendo discutidas pelo governo com trabalhadores e empregadores, com assessoria da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro).
    “O que queremos é permitir um ambiente saudável, confortável, competitivo e seguro. Para que a economia brasileira esteja à altura de outros lugares do mundo para gerar renda e trabalho, com segurança e saúde para o trabalhador”, afirmou.
    Parte das mudanças foi adiantada pelo Valor em abril. A ideia é em até três meses produzir uma legislação mais flexível e que dê menos discricionariedade aos auditores fiscais do Trabalho, responsáveis por acompanhar o cumprimento da norma. A queixa da indústria é que a disparidade de interpretações e uma postura mais rígida do que a verificada em países com legislação bem rigorosa para produção de bens de capital, como a Alemanha.

  • 2 CRITICO // maio 14, 2019 at 9:18 AM

    Aí fica dificil Sr. Madeira

    Bolsonaro anuncia redução de 90% de normas de segurança no trabalho

    https://www.valor.com.br/politica/6251967/bolsonaro-anuncia-reducao-de-90-de-normas-de-seguranca-no-trabalho ou as ferramentas oferecidas na página.

    Dai so fazendo “Arminha” na porta da empresa.

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