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Amor é isso: Erasmo Carlos dá show de nostalgia e rock’n’roll em Varginha

maio 13th, 2019 · 3 Comentários

“Putz, o tempo passou”. Mas, como o whisky que foi companheiro de tantos anos, ficou melhor.

Bicho, foi uma senhora festa. Regada a boa música. Uma mistura de amor, lirismo, poesia, sucessos dos anos 60 e 70 e muito rock’n’roll com um time de músicos de primeira linha.

Erasmo Carlos começa o show em ritmo de amor. Também, a turnê chama “Amor é isso”. O Tremendão fala, o tempo todo, do amor que recebe do público, da vida. “É um amor que infla, que surge daqui, do palco. Estou vivo, antenado”.

Está, sim. Canta música com Emicida, Adriana Calcanhoto, Arnaldo Antunes.

E não deixa os medalhões de lado. “Hey, mãe, não sou mais menino”, “Pode vir quente que estou fervendo”, “Minha Fama de mau”.

O mais bacana é ver famílias, coroas com os filhos, netos, crianças curtindo o som que vem com uma senhora cozinha anabolizada, com alguns dos músicos mais feras de hoje.

Aos 77 anos, Erasmo Carlos mostra que tem tanto pique quanto Keith Richards. Só não bebe whisky (“Troquei pela vodca”, brinca, virando uma garrafinha de água).

Entre uma música e outra, lembra que a última vez em Varginha foi antes dos ETs (o último show foi em 1993, na Feira da Paz).

O currículo permite engrenar o belíssimo bluesão “É preciso dar um jeito, meu amigo” (parceria co Roberto Carlos) com “Vem Quente”, “É preciso saber viver” e “Eu sou terrível”.

Os únicos que não conheciam todas as músicas eram aqueles nascidos depois de 2010. Mesmo assim as pititinhas Angélica, Júlia e a Luciana dançaram, curtiram e cantaram músicas que nunca tinham ouvido.

Ao final, pediu “licença” pra tocar uma música nova. Foi a deixa para “Termos e Condições”, belíssima parceria do cantor com Emitida.

E ainda emendou “Eu sou terrível” e “Festa de Arromba”.

O show terminou com todo mundo dançando. E com Erasmo falando novamente do amor. Do amor de mãe do amor de criança, do amor do público.

Nem precisava perguntar se as pessoas gostaram: “Fazia tempo que não ia em um show tão bom! Grande Tremendão!!! Jovem e roqueiro aos 77 anos.”, disse Paula Andréa Direne Ribeiro. “Nossa, ele é muito legal”, soltou a Júlia Lemos Almeida, que curtiu o show ao lado da vovó, Mariângela.

Resultado: mais uma edição do Projeto Na Rota da Boa Música lotado, com gosto de quero mais.

O show do próximo mês está sendo escolhido a dedo. Daqui a alguns dias, o pessoal divulga. (Atualização: o próximo show será o Tributo a Cazuza, com Rogério Flausino, Wilson Sideral e banda).

Detalhe: esses shows estão sendo realizados em Varginha graças à Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com apoio local do Buffet La CumparsitaTríade Vigilância e Segurança e Cachaçaria Água Doce.

Por ser um projeto cultural, o Na Rota da Boa Música permite um ingresso mais barato, a realização de uma peça teatral infantil gratuita e a doação de livros ao final dos shows!

Tags: Cultura · Lazer

3 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Olga Mantovanni // maio 13, 2019 at 3:18 PM

    Antes de chegar ao teatro, tomei algumas doses de meu whisky favorito. E chegando em firme pileque, curti muito essa “viagem no tempo” com nosso querido Tremendão.
    De se lamentar, somente as paredes do Teatro Capitólio, sujas e borradas, como se fossem de uma escola pública abandonada.

  • 2 CRITICO // maio 13, 2019 at 9:49 AM

    Festa bonita.
    Mas só uma foto q deixou preocupado.
    O Capitolio nao tem lugar especifico para cadeirante?
    Vi uma foto com o cadeirante praticamente na porta de acesso ao salao com 2 acompanhantes em pé? É isto mesmo Madeira ? Poderia verificar com a assessoria do teatro, se esse cadeirante e os seus acompanhantes foram realocados para outro lugar.

    Abcs

  • 3 Edgard Ximenes Machado // maio 12, 2019 at 3:04 PM

    Vale a pena ver e ouvir de novo…

    Sim, tudo que nos conduz através do túnel do tempo e principalmente advogando em causa própria, fico a meditar: havia um glamour um clima onde Elvis Presley foi percursor de rock influenciando obviamente, o nascimento da Jovem Guarda no Brasil.

    Jovens tarde de domingo… 24 anos de idade, tinha uma vasta cabeleira acompanhando a moda da época. Hoje…

    Teatro Record, rua da Consolação próximo à avenida Paulista. Morava na pensão dos portugueses, Sr. Manoel e Joaquim (in memoria). A pensão ficava localizada na rua General Jardim – Vila Buarque – centro.

    Aos domingos, como era de praxe, ia a pé no Teatro Record para assistir o programa “Jovem Guarda” protagonizado por Roberto e Erasmo Carlos entre outros. Enfrentava uma enorme fila, mais valia a pena…

    Era uma festa sob medida. Ao termino, saindo do Teatro, conversava com os amigos calça boca de sino, e só se ouvia : “É uma brasa, mora !” ei, ei ei Roberto é nosso rei.

    Foi bom rever Erasmo Carlos no Theatro Capitólio e constatar que a sua voz continua a mesma…

    Saudade é a ausência que nos incomoda…

    Obs. “Tudo vale a pena se não virar amor vira poema”.

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