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Corte do MEC deve paralisar serviços e 70 projetos de pesquisas na Unifal

maio 7th, 2019 · 5 Comentários

O corte anunciado pelo Ministério da Educação às universidades e institutos federais já está refletindo na Universidade Federal de Alfenas (Unifal). A instituição teve mais de R$ 11 milhões bloqueados pelo governo federal. Pelo menos 70 projetos de pesquisa da universidade não serão mais desenvolvidos. Entre as consequências, estão cortes em projetos de pesquisa, de bolsas e auxílio-alimentação para estudantes e atendimentos odontológicos gratuitos para a população.

A clínica de odontologia, por exemplo, faz cerca de 3 mil atendimentos por mês e deve ser diretamente impactada.

“É um atendimento totalmente gratuito, de qualidade e de onde nós tiramos muita fonte para as nossas pesquisas clínicas e de odontologia. Infelizmente muita coisa vai ter que ser cortada, estamos tendo que adequar à nova situação e infelizmente quem vai pagar sempre é o povo”, disse o professor de odontologia, Vital Ribeiro Júnior.

Segundo o reitor da Unifal, a universidade teve o bloqueio de 30% da verba de custeio, ou R$ 11 milhões. A verba de capital, destinada a reformas e investimentos, era de cerca de R$ 1 milhão e também foi cortada em 90%. O resultado é que 89 funcionários terceirizados já tiveram que ser dispensados.

A bolsa de extensão universitária foi reduzida de R$ 400 para R$ 300. E dos cerca de dois mil estudantes atendidos com o auxílio-alimentação, 400 vão perder o benefício. Outros 600 vão ter a ajuda cortada pela metade.

“Se nós não fizermos o ajuste agora, nós corremos o risco de chegar no final do ano e não poder pagar nenhuma bolsa e não oferecer o restaurante universitário para ninguém, um corte muito doloroso. Na terceirização nós também tivemos que fazer uma escolha muito terrível, não existe escolha boa nesse cenário, demitir quase 90 pessoas, isso impacta os laboratórios, a limpeza, a vigilância, isso impacta todo o funcionamento da universidade”, disse o reitor da Unifal, Amadeu Cerveira.

O orçamento da Fapemig, principal agência financiadora de pós-graduação e pesquisas em universidades no estado, também foi reduzido. Na Unifal, 132 bolsas de iniciação científica e de mestrado que teriam o financiamento foram suspensas.

Hoje, 775 alunos da Unifal, que saem de outras cidades e até de outros estados para estudar, recebem uma bolsa permanência para ajudar nos custos de moradia e alimentação. Mas, pelo menos 50 deles terão a ajuda suspensa.

“Sem essas bolsas, os estudantes não conseguem permanecer na universidade, muitos utilizam para pagar as suas contas, como que você vai pagar uma água, uma luz”, disse a estudante universitária, Mara Helena Lopes.

Diante da perda das bolsas, alguns estudantes já se mobilizam para tentar arrecadar fundos e ajudar colegas.

“Doação de professores, de alunos, tentar fazer festas para arrecadar dinheiro, chegar na prefeitura e ver se a gente pode participar de alguma forma de projetos sociais para doação de cestas básicas”, disse o estudante universitário Leandro Oliveira Domingos.

Segundo o reitor da universidade, há o risco de paralisação de vários serviços.

“A nossa avaliação é de que nós corremos um sério risco de haver a paralisação de uma série de serviços, inclusive de serviços essenciais para a população, se esse bloqueio for mantido”, completou o reitor. (Fonte: EPTV Sul de Minas)

http://www.posuniversalis.com.br/

Tags: Educação · Política

5 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Universidade Pública = Pesquisa e Desenvolvimento // maio 9, 2019 at 11:32 AM

    Não entendi a opinião dos leitores emitidas com base no texto.

    Vejam que o corte compromete pesquisas e outras atividades básicas, inclusive “3 mil atendimentos por mês” de forma gratuita em uma clínica odontológica. Vai dizer para estes 3 mil usuários atendidos, em sua maioria de baixada renda, que eles “mamam nas tetas do governo”? E isso é somente 1 dos muitos serviços prestados. Órgãos públicos estaduais como Corpo de Bombeiros, PM, Secretarias de Educação e Saúde utilizam frequentemente o espaço, estrutura e pessoal para eventos como capacitações e conferências, sem pagar (diretamente) R$ 0,01 por isso.

    O comportamento condenável de pequenos grupos não pode ser entendido como aquele praticado pela maioria, um erro frequente em análises dos mais variados assuntos.

    Por fim, a participação das Universidades Públicas no total da pesquisa no país:

    https://theworldnews.net/br-news/desmente-bolsonaro-mais-de-95-da-producao-cientifica-do-pais-vem-de-universidades-publicas

  • 2 Universidade Pública = Pesquisa e Desenvolvimento // maio 9, 2019 at 11:32 AM

    Não entendi a opinião dos leitores emitidas com base no texto.

    Vejam que o corte compromote pesquisas e outras atividades básicas, inclusive “3 mil atendimentos por mês” de forma gratuita em uma clínica odontológica. Vai dizer para estes 3 mil usuários atendidos, em sua maioria de baixada renda, que eles “mamam nas tetas do governo”? E isso é somente 1 dos muitos serviços prestados. Órgãos públicos estaduais como Corpo de Bombeiros, PM, Secretarias de Educação e Saúde utilizam frequentemente o espaço, estrutura e pessoal para eventos como capacitações e conferências, sem pagar (diretamente) R$ 0,01 por isso.

    O comportamento condenável de pequenos grupos não pode ser entendido como aquele praticado pela maioria, um erro frequente em análises dos mais variados assuntos.

    Por fim, a participação das Universidades Públicas no total da pesquisa no país:

    https://theworldnews.net/br-news/desmente-bolsonaro-mais-de-95-da-producao-cientifica-do-pais-vem-de-universidades-publicas

  • 3 Cidadã Indignada // maio 8, 2019 at 11:29 AM

    Concordo com o Edgard e Marco Aurélio!
    O duro é ter que aguentar o choro dos que até então mamavam nas tetas (hj murchas) do governo!

  • 4 marco aurelio // maio 8, 2019 at 11:00 AM

    pelos videos que estou vendo na internet o que virou as universidades é coisa que tinha que cortar 100 % mesmo.
    pura phuraria e usuarios de drogas.

  • 5 Edgard Ximenes Machado // maio 7, 2019 at 9:16 AM

    Por analogia e salvo melhor juízo, é como cobertor de pobre: “Cobre a cabeça, descobre os pés…” (com todo respeito) 30% dos recursos orçamentários (MEC) destinados às Universidades serão transferidos para ensino básico. Como o próprio nome já se auto traduz: básico, pilar da pirâmide… É muito difícil agradar a gregos e troianos.

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