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Agressão a diretor de hospital em Três Corações: envolvidos divulgam carta e falam em negligência

dezembro 31st, 2017 · 5 Comentários

A família do médico Marcelo Cesarino e dos irmãos Cristiano e Lucas Cesarino, que aparecem em um vídeo agredindo um diretor do hospital São Sebastião em Três Corações divulgou uma carta de esclarecimento. Nela, os familiares falam que o caso aconteceu porque o hospital teria sido negligente no atendimento a um jovem de 16 anos, sobrinho dos envolvidos, que foi vítima de um acidente.

O caso ganhou repercussão após serem divulgadas imagens que mostram o momento em que os irmãos discutem e agridem o diretor administrativo Arnaldo Afonso Monteiro. Um deles, o agente penitenciário Lucas Cesarino, impede a saída do diretor da sala. Ele chega a sacar uma arma. A confusão continuou mesmo após outras pessoas entraram no local e eles irem para a recepção do hospital.

Em entrevista, o diretor afirma que a discussão aconteceu porque os irmãos queriam visitar o sobrinho internado em estado grave fora do horário de visitas. Na carta divulgada nessa sexta-feira (29), a família defende que os irmãos discutiram com Arnaldo por conta da negligência do hospital.

“O mérito da discussão foi a negligência e imperícia com as quais agiu o Hospital São Sebastião, negligência essa que, repise-se, resultou na morte do paciente que, mesmo em estado gravíssimo, não teve o devido socorro prestado no momento em que deveria”, explica a carta.

Ainda no esclarecimento, os envolvidos afirmam que a agressão foi motivada pelos rumos da conversa. “Quando questionado pelos três irmãos acerca da omissão do Hospital em socorrer o paciente, o Sr. Arnaldo Afonso Monteiro, em flagrante falta de sensibilidade, debochou da família, dando a entender, de forma irônica, que qualquer erro cometido pelo Hospital poderia ser ‘consertado’, evitando-se punições”.

Imagens mostram agressões a diretor de hospital em Três Corações (MG) (Foto: Reprodução/EPTV) Imagens mostram agressões a diretor de hospital em Três Corações (MG) (Foto: Reprodução/EPTV)
Imagens mostram agressões a diretor de hospital em Três Corações (MG) (Foto: Reprodução/EPTV)
Sobre o agente Lucas ter sacado a arma, a família afirma que o ato foi “de maneira instintiva e em razão de ter ouvido um forte barulho na porta”. No final do documento, os envolvidos afirmam que a família adotou medidas legais para apuração dos fatos e punição do hospital.

Em resposta à produção da EPTV, afiliada da Rede Globo, a diretoria afirma que o adolescente foi acompanhado desde a entrada no hospital. Informou ainda que a cirurgia era de alta complexidade e que havia um médico apto para realizar o procedimento.

O hospital alega que o adolescente foi colocado na UTI assim que surgiu uma vaga. E que, antes da operação, o pai do adolescente assinou um documento que falava sobre a complexidade da cirurgia.

Quanto à conduta do agente penitenciário, a Secretaria de Administração Prisional (SEAP) informou que vai abrir um procedimento interno. (Com informações do G1 Sul de Minas)

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Tags: Destaque · Segurança · Sul de Minas

5 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Hospital // fev 22, 2018 at 11:55 AM

    Absurdo, hoje em dia não tem mais amor nem respeito pelo próximo

  • 2 Vicente // jan 4, 2018 at 11:24 AM

    Por pior que seja a situação precária que se encontra nos Hospitais, os funcionários do primeiro escalão até o útlimo, não são culpados. A violência só é usada por quem tem pouca inteligência, e isso ficou demonstrado no caso dos 3 parentes em questão.

  • 3 Monica // jan 4, 2018 at 12:04 AM

    Se isto vira moda os hospitais do Brasil seria um campo de guerrilha, estas ocorrencias acontecem a toda hora nos hospitais .Negligência fato cotidiano p profissionais da saude, logico q nem todos mas a maioria.

  • 4 Diogo Rodrigues // jan 2, 2018 at 8:28 AM

    Esse agente deve ser punido. Portar arma fora do horário de serviço e ainda sacar a mesma para ameaçar um civil, deve ter punição. Total despreparo.

  • 5 Indignada com G mudo // dez 31, 2017 at 5:18 PM

    Agora tudo o povo quer resolver na bala, no tapa, depois vai lá e escreve uma carta aberta! Nada justifica uma agressão física e eu no lugar desse diretor do hospital processava!

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