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Opinião: Só a política fraterna pode melhorar o mundo

julho 1st, 2017 · Sem comentários

*Por Luiz Fernando Alfredo

O grande Henri Ford, fundador da montadora de automóveis que leva seu nome, criador da produção em série, que possibilitou mais acessibilidade aos seus produtos e este processo disseminou por toda terra, provocando uma grande revolução industrial, que hoje conhecemos como economia de escala com a finalidade de reduzir custos, alimentando o capitalismo e concentrando as grandes riquezas mas, por outro lado, dando mais oportunidades de emprego, os quais desaparecem aceleradamente sendo substituído pela alta tecnologia.

Tudo isto impulsionou a tecnologia que hoje é desenfreada e sem limites, proporcionando uma melhor qualidade de vida e viabilizando a rápida construção das nações através de equipamentos antes inimagináveis.

O mundo, em menos de 200 anos, desenvolveu exponencialmente centenas de vezes mais do que os aproximadamente 8.000 anos de história conhecida nos registros bíblicos.

Nações colonizadoras exploraram suas colônias, enriqueceram, amealhando grandes riquezas guardadas em seus cofres e estes colonizadores hoje, despontam como grupo dos sete; em seguida países em desenvolvimento, terceiro mundo e famintos. Estes países ricos deram condições de vida melhor para seus habitantes, principalmente no que tange a conceitos de liberdade, benefícios, educação, propagando o seu modo de viver diferenciado e farto para todo o mundo, despertando o desejo de outros povos.

Países pobres criaram políticas eleitorais guiados pelos governantes e começaram a copiar os modelos dos grandes sem sustentação econômica e passaram a vender suas riquezas naturais por preço de banana e obter estes mesmos produtos manufaturados a preços exorbitantes, mergulhando em dívidas astronômicas. Incapazes de manter suas economias auto sustentáveis em consonância com a demanda social, passaram a abrir suas fronteiras para o ingresso de empresas multinacionais, que por falta de concorrência e políticas de transferências de lucros para suas origens, sangraram fortunas destes países em desenvolvimento ou carentes mesmos.

Resumindo, a partir da mídia através da imagem, os consumidores passaram a comprar ilusões principalmente das indústrias da estética, beleza, supérfluo e grife, impondo aos governos a assumir aquilo que é de cunho essencial e caro para população, com base na igualdade, liberdade e fraternidade, e este ônus encontrou a base governamental dispendiosa pelo crescimento exagerado da máquina pública, cheia de privilégios e a saída foi aumentar impostos sem pensar no imprescindível gerencialismo para custear o socialismo. O crédito fácil é extremante rentável para os bancos, facilita o consumo mas compromete a renda do consumidor provocando inflação, obrigando o governo a aumentar as taxas de juros para conter o dólar. “É o cachorro correndo atrás do rabo”.

A grande estratégia do Brasil é conter o gastos públicos e coibir o crescimento vegetativo e quantitativo do Estado que é inversamente proporcional às vantagens entre o Público e o Privado. Não bastasse isto, o Brasil tem que se tornar competitivo na exportação, em busca de divisas.

Infelizmente, o comércio exterior não é promissor, afinal viver ficou caro demais, há carências de divisas mesmo entre os grandes. Até para economia é quase inexplicável o funcionamento pois, pelo menos para pagar dívidas e investimentos os países precisam de lucro (vantagem na balança comercial) e se todos buscam o mesmo objetivo, alguns têm que perder, e a tendência natural é o aumento dos perdedores, os elos da corrente começarão a romper-se, inviabilizando o giro. Como ficará? É possível elaborar uma fórmula para resolver esta conjectura? Só para ilustrar, a dívida dos países de todo o mundo se aproxima de 60 trilhões de dólares, vejam quantos zeros: U$ 60.000.000.000.000,00, E TODOS TÊM PROBLEMAS SÉRIOS COM PREVIDÊNCIA (a população ativa não consegue pagar os inativos), principalmente os países mais ricos onde não há corrupção, é o resultado matemático de cálculos atuariais. É um impasse gravíssimo pois ao aumentarem as idades para aposentadoria, menos vagas surgirão para quem chega ao mercado de trabalho. Fica a interrogativa:
Quem vai receber de Alguém se este não recebeu de ninguém?

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Tags: Opinião

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