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Prefeito e vice de Elói Mendes têm diplomas cassados pelo TRE-MG; decisão cabe recurso

maio 12th, 2017 · 5 Comentários

Por unanimidade, o Tribunal Eleitoral mineiro reformou a sentença de primeira instância e cassou o diploma do prefeito reeleito de Elói Mendes, Wilian Cadorini (PDT), e do vice-prefeito, Marcos Miranda Sodré Gomes (PDT), pela prática de conduta vedada a agente público em período eleitoral. Foi ainda aplicada a sanção de inelegibilidade por 8 anos aos candidatos, extensiva ao terceiro investigado, Natal Donizete Cadorini, ex-prefeito do município. A decisão foi publicada no site do TRE-MG nessa quinta-feira (11/5).

Da decisão cabe recurso e os cassados permanecem no cargo até o julgamento de eventuais embargos de declaração, quando a execução do julgado deverá acontecer, como determinado pela Corte Eleitoral.

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De acordo com a ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) proposta pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), nos dias 7 a 11 de setembro de 2016, a Prefeitura de Elói Mendes realizou a 12ª EXPOEM, evento que teria sido feito para promover a campanha eleitoral dos investigados, utilizando-se as cores e numeral da campanha de Wilian. Além disso, três dos cinco shows tiveram entrada franca, custeada pela municipalidade, sendo que a contratação de artistas renomados nacionalmente se deu mediante inexigibilidade de licitação, no valor total de R$220.000,00.

Tais práticas, segundo o MPE, configuram as condutas vedadas descritas no art. 73, §§ 5º e 10, da Lei nº 9.504/1997 , afetando a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais, além de abuso de poder político.

Para a relatora do processo, juíza Cláudia Coimbra “configura a conduta vedada prevista no art. 73, §10, da Lei das Eleições, a realização de evento com shows de artistas renomados, com entrada franca da população, ocorrido no ano das eleições. Caracterizado, ainda, abuso de poder econômico e abuso de poder político havendo demonstração de que o valor gasto na contratação de shows foi vultoso em relação à própria campanha eleitoral, ou seja, a máquina pública foi utilizada em prol de candidatura, causando desequilíbrio no pleito”. O prefeito reeleito obteve 7.980 votos (50,63%), que serão anulados. Processo relacionado: RE 24389. (Com informações da Assessoria de Comunicação do TRE-MG e foto de Agnaldo Montesso)

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Tags: Destaque · Política · Sul de Minas

5 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Indignado I // maio 15, 2017 at 10:25 AM

    A culpa é da Marisa.

  • 2 Indignado I // maio 15, 2017 at 10:24 AM

    Eu não VOTEI no 12, KKKKKKKKKKKKKKK…

  • 3 Bocudo // maio 13, 2017 at 5:52 PM

    Não falo nada não, mas pelo que ouvi sobre o outro candidato, dizem que investiu mais de 01 milhão. (hum milhão de reais) na campanha , grande parte deste dinheiro “doado” pelo Deputado Cherem e seus pares (PT).(Um dos diretores da CEMIG e natural de Eloí Mendes e também existem outros “mutucanos” nomeados no primeiro escalão do GOVERNO DE MINAS . Pergunta que não posso deixar de fazer…… Se alguém investe tanto assim para obter a vantagem de eleger um Prefeito , qual vantagem poderia ter em troca deste valor???

  • 4 Eduardo // maio 13, 2017 at 12:45 PM

    VEJA A SITUAÇÃO DA NOSSA REGIÃO. VARGINHA TÁ ENTREGUE A UM BANCO E IRRESPONSÁVEIS E INCOMPETENTES. ELOI MENDES ATÉ QUE ESTAVA INDO BEM, AGORA SE CONFIRMADO A CASSAÇÃO DA CHAPA, QUEM DEVERÁ ASSUMIR LÁ SERÁ O GRUPO COLIGADO AO “PT”. JÁ SABEMOS O QUE VAI VIRAR A CIDADEZINHA. ESTE PAÍS PRECISA FECHAR AS POSTAS E DEVOLVER AS CHAVES PARA OS INDIOS.

  • 5 AL // maio 12, 2017 at 9:43 AM

    Ué, mas os Cadorini não eram a salvação para Varginha?

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