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Baderna institucional: golpe em cima de golpe

maio 10th, 2016 · 10 Comentários

Por Marcus Madeira

Não sei se fui só eu, mas dormi esta noite pensando em golpe. Não os golpes que petistas insistem em gritar todos os dias. Mas sim intervenção militar. Não é paranoia, não. Olha só: o presidente da Câmara de Deputados resolve, sem consultar plenário nem a mesa diretora, anular a votação de todos os deputados, sessão do dia 17 de abril, recomendando o impeachment da presidente.
Cria-se, aí, o começo da baderna institucional. Tentar anular o voto de 367 deputados, alegando orientação de bancada. É muita cara de pau.
Como se não bastasse, o Senado resolve ignorar a decisão do presidente da Câmara.
Pode ser uma decisão absurda, monocrática e autoritária mas, até então, era a decisão da casa, mesmo que representada apenas pelo pau mandado Waldir Maranhão.
A partir do momento em que uma instituição não respeita a outra, como aconteceu pelo menos duas vezes ontem ontem, elas enfraquecem. Perdem respeito, autonomia e força.
Daí para desrespeito geral às instituições, tensão nas ruas, é um passo. Surge aí uma excelente desculpa para a tomada do poder à força.
Não estou defendendo o presidente interino da Câmara, não. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chamou a decisão de Waldir Maranhão de tentativa de fraude. Foi uma tentativa de golpe.
Eis que, no meio da madrugada, o intrépido Maranhão volta atrás. Coxinhas voltam a respirar aliviados. Petistas tiram do facebook os memes de Dilma rindo da cara de Temer. Mas a confusão já foi feita. O remendo ficou pior do que o soneto.
Pode até parecer paranóia, mas a possibilidade de nova intervenção militar, dada a quantidade de asneiras dos políticos, não fica tão longe de acontecer. É só os políticos não fazerem mais lambança do que já estão acostumados, que tudo dá certo.
Depois de um dia tumultuado em Brasília, tudo como antes. Até agora.
10 medidas contra corrupcao

Tags: Política

10 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Pato Donald // maio 11, 2016 at 11:13 AM

    Esse cidadão debochado é o falsificado ou imitação. sabe como sei?? Faltaram os QUA QUA QUÁS!!!

  • 2 Cidadão debochado // maio 11, 2016 at 7:39 AM

    Mais uma vez, os petralhas tentaram dar um golpe…, patrocinado pelo ministro JECardoso, apaniguado desse desgoverno fascista e irresponsavel usando como fantoche um debiloide deputado sem eira nem beira politica ! Não conseguiram, e tomara que não consigam hoje, dia da votação do Impeachment pelos senadores ! Que Deus se apiede mais uma vez da nossa patria em transe e aqui ficamos na expectativa de um desfecho esperado para bem de todos !

  • 3 Devlin Pacheco // maio 10, 2016 at 11:05 PM

    Calma…
    Um dia de cada vez…
    Um pilantra por vez…
    Comecemos pela Dilma. A mais de 12 anos estamos mergulhados num poço de merda… Não adianta ficar reclamando do cheiro agora. Antes que comece a melhorar ainda vai piorar um pouco mais até chegarmos ao fundo do poço. Ainda tem gente (sem cérebro) que insiste em dizer que ela é uma mulher de mãos limpas… Tirar brasa do fogo com a mão dos outros é muito fácil! Só sei que se ela ficar até 2018 não vai sobrar muito o que consertar…

  • 4 José Braz de Oliveira // maio 10, 2016 at 10:09 PM

    Meu amigo Madeira, por favor leia a Constituição. Temos hoje democracia ainda que iniciante, mas temos. Para os baderneiros e lunáticos como este senhor Maranhão, Constituição neles. Pronto falei.

  • 5 Afonso Henrique // maio 10, 2016 at 9:31 PM

    Pergunto: será que os militares, atualmente bastante profissionalizados, diferentemente de 1964, iriam “punir” a população com um golpe por causa de antipatia a Dilma e Temer?

    Dentro da missão das forças armadas está a garantia dos poderes constitucionais constituídos e, por iniciativa destes, atuar para a garantia da lei e da ordem. Aí sim Madeira. As forças armadas devem ser convocadas imediatamente para acabar com a baderna oriunda de bandos denominados “movimentos sociais”.

  • 6 tukavga // maio 10, 2016 at 6:22 PM

    Quanto delírio em uma só reportagem. Os militares tão logo encerrado o pleito eleitoral de 2014 correram para divulgar nota manifestando seu respeito ao resultado das urnas. Fato que, infelizmente, boa parte da população e da classe política, interesseira, egoísta, ignorante, alienada, manipulada, desinformada, conservadora e reacionária não soube respeitar. Somente um lunático poderia imaginar tamanho retrocesso.

  • 7 O Caipirinha // maio 10, 2016 at 5:52 PM

    Sabe Senhor Madeira: Eu acho que isso ja ta passando da hora. E é o que vai acontecer.

  • 8 Lincoln Grecco // maio 10, 2016 at 4:51 PM

    Excelentes colocações, Marcus! Abraço.

  • 9 Afonso Henrique // maio 10, 2016 at 4:21 PM

    Que neura heim Madeira?

    Olha só, em 1964 para se completar uma ligação telefônica entre Varginha e Belo Horizonte esperava-se, pelo menos, umas quatro horas. O Brasil era um deserto de comunicações.

    Os militares eram altamente politizados e era impensável um militante esquerdista, como faz hoje Aldo Rebelo, exercer a direção das forças armadas.

    Mais da metade da população morava em área rural. Quarenta por cento da população era analfabeta e só 90 mil estavam matriculados em curso superior.

    O que temos hoje é um quadro que não tem comparação com o passado.
    As pessoas sabem exatamente o que querem – ver as maiores passeatas PACÍFICAS da história, que derrubaram a governanta – e a cada dia o conceito de cidadania fica mais claro para todos.

    Diante de tudo isso, os militares, que não são bobos, dificilmente cometerão “revoluções” como no passado.

    NOTA DO BLOG: prudência e caldo de galinha, Afonso Henrique… Diante de tanta gente fazendo “cagada”, não duvido de mais nada. Dilma e Temer conseguiram a antipatia das Forças Armadas, ao leiloar o setor a apaniguados políticos. Resta saber se os militares encarariam uma furada dessa…

  • 10 Brasileira Inconformada // maio 10, 2016 at 1:54 PM

    A pergunta que não quer calar é a seguinte:

    QUANDO IREMOS ACORDAR DESSE PESADELO???

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