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Sem aval do governo, plano de saúde pré-pago está sendo comercializado em Varginha

outubro 8th, 2010 · 1 Comentário

O cartão pré-pago de saúde – que funciona basicamente como os de celulares, só que nesse caso os clientes colocam créditos e com eles pagam exames e consultas – já está sendo negociado em Varginha e Poços de Caldas pela empresa I Sul Minas, criada pela Unimed Federação Sul de Minas. O produto é destinado a consumidores das classes C e D, com renda familiar de R$ 500 a R$ 2,5 mil. Até segunda-feira (4) haviam sido comercializados 18 mil cartões nas duas cidades.
Entretanto, o pré-pago de saúde não é reconhecido como plano de saúde pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O órgão define o pre-pago como “cartão de desconto”. “A ANS não regulamenta e também não aconselha a aquisição deste produto porque ele não tem características definidas por lei de um plano de saúde e qualquer operadora (de plano de saúde) ou empresa registrada na agência são proibidas de comercializar o cartão”, afirma a gerente geral de Estrutura e Operação de Produtos da ANS, Carla Soares.
Alerta
A ANS alerta os consumidores sobre os sistemas de descontos. “Não são planos de assistência à saúde e são vendidos por empresas que não garantem e não se responsabilizam pelo que é oferecido. A oferta e propaganda desses serviços como plano de saúde pode confundir o consumidor na hora da escolha de seu plano”.
O diretor da Divisão de Saúde da APPI (fornecedora de tecnologia para que os pre-pagos de saúde funcionem), Alberto Techera, afirma que em três anos de operação somente dois casos de clientes foram registrados nos Procons. “E porque o crédito não estava disponível por uma falha técnica”, diz. De acordo em ele, uma consulta médica no pré-pago custa entre R$ 50 e R$ 60. “Queremos prover atendimento com custo acessível”, explica Techera.
A Unimed Federação Sul de Minas afirma que a empresa I Sul Minas vai lançar um produto destinado ao público que não tem plano de saúde (classes C e D). “Trata-se de uma operação de crédito em que o cliente programa suas consultas, exames de rotinas e outros (e sabe seu custo com antecedência). O cliente adquire os créditos necessários e os utiliza na rede contratada pagando o seu atendimento na forma de transferência de crédito diretamente ao prestador”, declarou, por meio de nota, o gerente da I Sul Minas, Warlei de Arimatéia Martins.
De acordo com Techera, existe a expectativa de comercializar o pré-pago da Saúde em outras regiões de Minas. “Estudos estão sendo feitos”, afirma. Porém, os órgãos de defesa dos consumidores são contra a expansão desse mercado. “O pré-pago tem alguns aspectos que podem ser perversos aos consumidores porque eles adquirem um serviço particular e, na hora que precisarem de uma internação, por exemplo, vão precisar bater no Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz a coordenadora institucional da Proteste Associação de Consumidores, Maria Inês Dolci. (com informações do Portal do Consumidor)

Tags: Saúde

1 Resposta Até Agora ↓

  • 1 Vuvuzela // out 9, 2010 at 4:55 PM

    Cartão Engana Bobo. A maioria dos médicos atende consulta particular cobrando preço de unimed…ou oferecem um bom desconto.A maioria dos médicos são bastante complacentes com a situação do paciente. Basta conversar.
    Esse cartão é nada mais q um fundo de renda para a já enriquecida Unimed. Um engodo para os menos favorecidos…eles vão receber um cartão magnetico lindo(deve ser verde né?rs), e vão carregando com crédito em dinheiro esse cartão com o pouco q sobra do salário….Esse dinheiro vai para alguma aplicação financeira até ser utilizado( q pode demorar meses)…e os rendimentos vão pra quem? para o titular do cartãozinho pre pago???
    Se ja não bastasse o SUS para F**** com o coitado do pobre, agora vem a Unimed…
    E o Procon deve intervir já. Talvez até o Ministério Público.

    E posta isso ai Madeira, pq chega de pilantragem com o nosso povo!!!

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