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1.500 km entre o céu e a floresta

agosto 25th, 2010 · 10 Comentários

Ciclista varginhense conheceu costumes e hábitos da população do Norte do Brasil

Foram 12 dias de calor extremo, sob o sol do Norte do Brasil. O analista de sistemas Robson Petrin, o “Binho”, pedalou 1.495 quilômetros entre Manaus, na Amazônia e Rio Branco, no Acre.

Essa é a quarta viagem de bicicleta que o varginhense faz. Mas foi a que teve mais contato com os moradores locais. “É um povo bem mais hospitaleiro e bastante simples. Convidam a gente para almoçar, para conhecer a casa”. Dos 12 dias em que esteve na estrada, comeu na casa de 10 famílias. Pagava pelo almoço (“Eu não fazia questão de pagar, mas eles cobravam…”) e fazia a “sesta” ouvindo histórias.

Como a do gaúcho Alex (acima), que “surtou” há 15 anos e se mudou do Sul do país para a Amazônia. Ele morava no Sul do país e decidiu ir para o Norte depois que sua empresa faliu e a mulher e filhos o abandonaram. Hoje mora literalmente no meio da floresta, onde faz fornos e vende para a comunidade da região.

Quando não encontrava cidades, Binho dormia nas repetidoras da Embratel (abaixo), no meio da floresta. Comia macarrão instantâneo, preparado em um fogareiro a álcool.

Quando almoçava em alguma casa, o cardápio era bem melhor: arroz, feijão, baião-de-dois (uma espécie de feijão tropeiro, com queijo coalho e feijão verde) e carne de caça (paca, anta, capivara).

O local que mais gostou de dormir foi na rede de uma balsa. Ali conheceu o dono da embarcação e sua família, que moram no local de trabalho.

O dia em que Binho pedalou menos, percorreu 90 km. O dia que puxou mais, pedalou 220 km. Começava às 8h, parava ao meio-dia para almoçar e depois continuava pedalando até 18h. “É um clima muito úmido e quente. Lá todo mundo para entre meio-dia e 15h. Almoçam e cochilam”.

No meio do caminho encontrou carros capotados, muitas casas no meio do mato e postos de fiscalização do governo abandonados. Passou por várias “pinguelas” (pontes precárias de madeira) em estradas federais. E sofreu para pedalar na BR 319, estrada onde asfalto é luxo.

Em compensação, ficou bobo de ver a limpeza das cidades de Manaus e Rio Branco, bem como festas folclóricas (Arraial Cultural Concurso Nacional de Quadrilhas, em Manaus).

Dos 12 dias de viagem, não pedalou apenas um dia, quando a bicicleta quebrou. E já pensa na próxima viagem: depois de conhecer o Norte do Brasil, a França, Espanha e o deserto do Atacama, no Chile, se prepara para Rio Branco/Pacífico, passando pelo Lago Titicaca (Bolívia) e Machu Pichu (Peru).

Tags: Esporte · Lazer · Turismo · Você repórter

10 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Jorginho // fev 1, 2012 at 8:44 PM

    O Binho é mto loko!! aheuaheuahe…

  • 2 bosco // jul 6, 2011 at 12:15 PM

    hola binho ja fiz uma viagem assim mas de moto
    manaus – margarita/margarita – colombia / colombia – manaus, uma honda 125 cc..muito bom.
    Agora pretendo fazer um percurso de bike procuro motivação em pessoas como vc. om abraço

  • 3 Chacal // ago 26, 2010 at 4:13 PM

    Gostaria de ter esa mesma coragem, de conhecer o Brasil e o mundo, parabéns amigo que Deus o abençoe sempre.

  • 4 Kênia // ago 25, 2010 at 10:52 PM

    Tudo isso é a cara do Binho. Esse sabe viver…

  • 5 dani // ago 25, 2010 at 6:30 PM

    Silvana, o dia que vc conhecer o Binho, vc terá a certeza que ele não se enganou. Ele é uma comédia!

  • 6 Silvana // ago 25, 2010 at 4:20 PM

    “Eu nao fazia questao de pagar, mas eles cobravam….”
    Será que nao era o contrário: ….eu fazia questao em pagar, mas eles nao cobravam…”

  • 7 Dani e Paulão // ago 25, 2010 at 3:09 PM

    Binho, parabéns pela disposição e por saber viver a sua vida do jeito que você quer!!!!!!!!!!!!!

  • 8 BAADER MEINHOF // ago 25, 2010 at 1:27 PM

    Muito bacana. Parabéns ao ciclista viajante…

  • 9 Lobão // ago 25, 2010 at 1:26 PM

    Muito massa! Agora só falta disponibilizar as fotos no blog pra gente ver.

  • 10 LALA // ago 25, 2010 at 12:57 PM

    Invejável. Se eu pudesse gostaria de fazer um passeio assim.

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