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Há 50 anos, Antonio Borba cantava a grande obra de JK

abril 22nd, 2010 · 6 Comentários

No feriado desta semana, dia 21 de abril de 2010, a cidade de Brasília completou 50 anos. A nova capital foi inaugurada em 1960, último ano do mandato do presidente Juscelino Kubitschek, que durante toda a campanha presidencial defendeu a criação da nova cidade, que passou a ser vista como símbolo da modernidade e principalmente de um novo Brasil. A modernidade não estava apenas nas linhas das construções de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa no traçado, mas principalmente na idéia de desenvolvimento global que a nova cidade representava.

borba_brasilia

O cantor varginhense Antonio Borba era crooner da famosa Orquestra do Maestro Italiano Enrico Simonetti e participou da inauguração de Brasília, quando gravaram o Samba de Brasília, pela gravadora RGE. Uma boa recordação daquele Brasil que mudava. O LP está hoje no arquivo do Centro Cultural São Paulo que fica na Rua Vergueiro 1000, Paraíso, bairro da Liberdade, onde funciona a Discoteca Oneyda Alvarenga). (Colaboração: Carlos Cornwall)

Tags: Colaboradores · Cultura

6 Respostas Até Agora ↓

  • 1 lina // abr 23, 2010 at 4:31 PM

    È maravilhoso o trabalho que o Carlos Cornwall faz nessa página,o Blog do Madeira,sobre Varginha!E,sei que,tudo por puro sentimento de amor á cidade!
    Pessoas como ele é que deviam estar á frente de uma secretaria,tal como cultura ou turismo.
    Tenho certeza que ele saberia como ninguém divulgar a história de Varginha e explorar tudo o que aqui tem pra ser visto.
    Parabéns,Carlos!

  • 2 Carlos Cornwall // abr 23, 2010 at 1:24 AM

    Prezada Bria.

    Só para completar, uma informação que até me surpreendeu e é motivo de orgulho para nós que somos aqui nascidos ,e os que adotaram essa terra. Sobre Oneyda Alvarenga , alunos de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA-Universidade Federal da Bahia, encenaram em dezembro de 2009, uma Entrevista ao vivo com Mário de Andrade e Oneyda Alvarenga, cujo objetivo era exercitar diferentes pontos de vista sobre o projeto de tese Estratégias epistemo-metodológicas de produção de conhecimento em Artes Cênicas: um estudo de caso da obra Danças Dramáticas do Brasil de Mário de Andrade. O papel de Mário e Oneyda foi emocionadamente desempenhado pela Doutoranda Eleonora C. da Motta Santos.
    Acredito que deve ser motivo de comemoração saber que uma varginhense é estudada numa das melhores Faculdades do Brasil. Para assistir entre no youtube e digite: ENTREVISTA AO VIVO COM MÁRIO DE ANDRADE E ONEYDA ALVARENGA I, são dois vídeos que nos dão a certeza que nossa cidade,teve,tem e sempre terá grandes talentos, basta sabermos lapidar e lhes dar oprtunidade.

  • 3 Carlos Cornwall // abr 23, 2010 at 1:10 AM

    Idealizada por Mário de Andrade enquanto ele esteva à frente do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, a Discoteca Oneyda Alvarenga foi criada em 1935, com o nome de Discoteca Pública Municipal.
    Em 1982, depois de passar por várias sedes, a Discoteca foi transferida para o Centro Cultural São Paulo e, a partir de 1987, passou a receber o nome de Oneyda Alvarenga, em homenagem a sua primeira diretora, que exerceu o cargo até 1968.

    Acervo
    Considerado um dos mais importantes acervos especializados em música do mundo, o acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga é composto de música erudita, popular e folclórica, de procedência nacional e estrangeira, disponível para consulta e audição.
    Destacam-se, entre outras, coleções de obras completas de Johann Sebastian Bach, obras de Cláudio Monteverdi, várias marchinhas de carnaval e algumas obras de música contemporânea.
    Acervo Sonoro
    coleção de discos de música erudita, popular, nacional e estrangeira. Possui aproximadamente 45.000 discos de 78 rpm, 30.000 discos de 33 rpm e 2500 CDs. Parte das coleções digitalizadas está disponível para audição no site da Web Rádio CCSP:

  • 4 Carlos Cornwall // abr 23, 2010 at 1:07 AM

    Oneyda Alvarenga (1911 – 1984)
    Na pequena cidade mineira de Varginha, nasceu, em 6/12/1911, a musicista, etnógrafa e folclorista Oneyda Paoliello de Alvarenga. Quando adulta, Oneyda pediu a seus pais que a deixassem se mudar para São Paulo, visando à continuação de seus estudos. Na época, era raro deixar a filha sair de casa antes do casamento e ir morar na chamada cidade grande. Mas, seus pais quebraram esse paradigma e autorizaram Oneyda a ir para São Paulo estudar música quando ela tinha 19 anos.
    Sensível e criativa, Oneyda despontou para a arte desde jovem. Em 1937, ganhou o primeiro prêmio do curso de etnografia e folclore da Prefeitura de São Paulo com o trabalho O cateretê do sul de Minas Gerais. Um ano depois, lançou seu primeiro livro de poemas, A menina boba.
    Decididos a investir no talento da filha, os pais determinaram que a jovem estudaria em uma das principais escolas de música de seu tempo, o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Além disso, Oneyda deveria estudar com um dos melhores professores de piano: Mário de Andrade, com quem também teve aulas de estética e história da música. Embora tenha conhecido o artista somente em 1931, o nome do grande mestre já ecoava no país desde 1922, em virtude da repercussão que teve a Semana de Arte Moderna.
    A influência de Mário de Andrade foi decisiva para a formação cultural e orientação vocacional de Oneyda Alvarenga e ela foi a principal assessora nos empreendimentos do mestre. De imediato, travou-se mais do que uma relação de professor-aluna. Construiu-se uma amizade baseada em cumplicidade, comprometimento e profissionalismo. Oneyda e Mário se corresponderam intensamente entre 1932 e 1940. Quando ele faleceu, em 1945, Oneyda assumiu o compromisso de reunir, compilar, sistematizar e publicar parte de sua obra, encargo que o amigo confiou-lhe em sua carta-testamento. Essa tarefa foi uma das mais importantes experiências profissionais para Oneyda. Ela dedicou grande parte de seu tempo ao Acervo da Missão de Pesquisas Folclóricas, com a catalogação dos objetos, registro sonoro e as publicações das séries Registro Sonoro do Folclore Musical Brasileiro e o Catálogo Ilustrado do Museu Folclórico.
    Oneyda Alvarenga foi a primeira diretora da Discoteca Pública Municipal da Prefeitura de São Paulo, criada pelo seu mestre Mário de Andrade, que na época era diretor do Departamento de Cultura. Oneyda permaneceu no cargo de 1935 até sua aposentaria, em 1968. Faleceu em São Paulo, em fevereiro de 1984.

  • 5 Carlos Cornwall // abr 23, 2010 at 1:05 AM

    Prezada Bria,voce tem razão Oneyda Alvarenga é daqui, e vou reproduzir logo abaixo, o destaque que o próprio Centro Cultural São Paulo,registrou sobre parte de sua biografia.Aliás sei que não sou a pessoa mais abalizada para tal,por isso peço permissão a dois ícones culturais de nossa cidade,ligados as artes em geral,com destaque para a literatura,que não só conhecem a Obra de nossa conterranea,mas também sua importância, esses dois amigos a quem peço licença, são o Galvão Conde e o Zé de Souza Pinto(companheiros de viagem e de bate papo no varandão do Atlântico e nas areias do Gonzaga). Antes de postar a biografia, é bom lembrar as autoridades culturais, que ano que vem(2011) se comemora o centenário de nascimento de Oneyda Alvarenga.

  • 6 bria // abr 22, 2010 at 6:44 PM

    Oneyda alvarenga nasceu em varginha.

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