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14 de junho de 2009 – Há 125 anos D. Pedro II inaugurava a ferrovia Cruzeiro a Três Corações

junho 13th, 2009 · 11 Comentários

O leitor Carlos Cornwall brinda os leitores do blog com uma matéria especial sobre a passagem de Dom Pedro II pela região. Clique no título para ler o texto.

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 Informações sobre a foto:Imperador D. Pedro II em visita ao Túnel da Mantiqueira em 25/06/1882 (lado paulista):Ao seu lado a Imperatriz Terêza Cristina, a Princesa Isabel, o Conde d’Eu e os Príncipes D. Pedro Augusto e D. Augusto (ambos netos do Imperador, filhos da Princesa D. Leopoldina); Conselheiro de Estado e Senador do Império, Dr. Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, Barão da Laguna (Senador do Império e Camareiro de S.M.); Visconde de Bom Retiro (Senador do Império); Conselheiro e Senador Afonso Celso (Visconde de Ouro Preto); Dr. Cristiano Benedito Otoni (Senador do Império e construtor da E. F. D. Pedro II); Baronesa de Fonseca Costa (Dama da Imperatriz); Dr. Afonso Pena (Ministro da Agricultura e Viação); Mr. Herbert Hunt (construtor da ferrovia). 

Fotografia de Marc Ferrez. Parte integrante do Documentário Fotográfico de Construção da Minas and Rio Railway. Os originais se encontram catalogados na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

  Esse domingo é especial para a história e o progresso do Sul de Minas, pois há exatos 1 século mais ¼ de século(125 anos) , a história da região começava a mudar  radicalmente, pois naquele dia 14 de junho de 1884, Sua Majestade D.Pedro II e comitiva fizeram soar o primeiro apito da locomotiva da então “Minas and Rio Railway” com sede em Londres, Inglaterra.A Estrada de Ferro Minas /Rio ou Estrada de Ferro do Rio Verde,que sai de Cruzeiro/SP até Tres Corações, causou mudança na vida das cidades ao seu entorno.O Empreendedor foi Couto de Magalhaes, com autorização do Governo Imperial e participação do não menos Famoso Barão de Mauá.A Estrada de Ferro Minas e Rio se originou de uma concessão feita em 1875, pelo Governo Imperial a José Vieira Couto do Magalhães e ao Visconde de Maúa(depois Barão-homem que implantou a primeira ferrovia do Brasil), com a denominação de Estrada de Ferro Rio Verde. Em agosto do mesmo ano, os engenheiros Raimundo Teixeira Belfort Roxo e José Wirth foram encarregados, por aquele Governo, da verificação, no terreno, dos respectivos estudos.Em maio de 1876 foi aceito o projeto de entroncamento na 4ª Seção da Estrada de Ferro D.Pedro II,sendo denominado Três Corações para término da linha.Em Londres, a 24 de Abril de 1880 organizou-se uma companhia com o nome The Minas and Rio Railway, com o fim de construir a estrada. Para que essa Companhia pudesse funcionar no Império, o Governo Imperial deu a respectiva autorização, pelo Decreto n. 7.734, de 21 de Junho do mesmo ano de 1880.Em 21 de Abril de 1881, tiveram começo os trabalhos de construção, tendo sido em 3 de Maio, aprovada uma modificação no traçado da linha nos seis primeiros quilometros (distância que hoje corresponde ao trecho de  Cruzeiro/SP a Rufino de Almeida).Chegando a 1884 os esforços foram concentrados na perfuração do túnel na Serra da Mantiqueira. Marc Ferrez, fotógrafo da família imperial, documentou a construção da Minas and Rio Railway, registrando a visita às obras de abertura do túnel da Mantiqueira, efetuada em junho de 1882. Em março de 1883, quando as linhas não estavam concluídas, foi inaugurado o túnel com a presença do Imperador D. Pedro II.A construção da estrada findou em 1884. No dia 14 de junho desse ano foi ela aberta ao tráfego desde Cruzeiro até Três Corações do Rio Verde, com extensão de 170 Km.Como foi o dia 14 de junho de 1884:Partindo de  Cruzeiro até Passa Quatro, o comboio especial foi guiado por Tomas Morton; e de Passa Quatro até Três Corações foi levado por Henrique Turnen, ambos de nacionalidade inglesa.Atrelada a composição, que levava a figura insinuante de D. Pedro II, a locomotiva n. 7, denominada “Couto de Magalhães” vencia aos espaços, toda ornamentada de flores, reluzente nos seus metais polidos e na faceirice de sua pintura nova.Contam os ilustres filhos de Henrique Turner, residentes em Cruzeiro, que o trem inaugural, com sete carros lotados de passageiros, fez o percurso de Passa Quatro a Três Corações (135 Km) em duas horas e trinta e cinco minutos. Sem dúvida, foi um “record” para aqueles tempos, pois a proeza significa uma velocidade de 52,2Km por hora.A locomotiva “Buarque de Macedo” (n. 8), escoteira, precedendo de 10 minutos o trem inaugural, foi incumbida de patrulhar a linha, sendo conduzida pelo maquinista ingles Charles Beck.Na sua corrida desabalada, o primeiro trem apenas parou duas vezes em todo o seu percurso de Passa Quatro a Três Corações: em Carmo, para abastecimento de água e lubrificação e renovação do fogo e ainda para receber o então Barão do Monte Verde; e em Contendas, para receber o Barão de Contendas.O horário foi religiosamente cumprido e, ao saltar de sua locomotiva, o maquinista foi honrado com um abraço de D. Pedro II.( Lima,Vasco de Castro em A Estrada de Ferro Sul de Minas publicado em 1934.)  Com ponto inicial na cidade de Cruzeiro, em S.Paulo, onde teve o seu km.0, a linha venceu a serra da Mantiqueira onde atinge a altura de 1000 m., isso no km X.Prosseguindo, a linha buscou já nas terras mineiras seguir o Rio Verde que acompanha o traçado até a então estação final, Três Corações do Rio Verde, hoje Três Corações, a 170 km do ponto inicial.No início, transportava , no sentido de exportação, café e produtos diversos como gado, milho etc e no sentido de importação, sal e industrializados. Suas principais estações foram Passa Quatro, Itanhandu, Pouso Alto(hoje S.Sebastião do Rio Verde), Fazendinha, (depois Carmo e hoje Américo Lobo) S.Lourenço, Soledade de Minas (onde, em 1891,começariam as linhas de Caxambu e Itajubá) , Freitas (onde posteriormente, em 1892, iniciaria a linha de Lambari e Cambuquira), Contendas (hoje Conceição do Rio Verde) e Finalmente Três Corações.No início dos anos 1900 começam aparecer os primeiros turistas em buscas das águas para tratamento ou em simples passeios de verão. Eram os então chamados “veranistas” e logo era intenso o movimento de trens trazendo milhares de pessoas nas temporadas, vindo do Rio e São Paulo, além de outras cidades, rumo a São Lourenço, Caxambu, Lambari e Cambuquira. Nesta época a ferrovia já se chamava de “Rede Sul Mineira”, e em 1931, passaria a compor a “RMV-Rede Mineira de Viação”.Com o passar do tempo as ferrovias foram trocadas pelas rodovias e o trem ficou no passado, finalizando nos derradeiros anos 70-80, com a desativação de trens e trechos de linha.Atualmente a Ferrovia possue trechos voltados para o turismo, como  o da ABPF- Associação de  Preservação  Ferroviaria entre São Lourenço e Soledade de Minas, também na Mantiqueira entre Passa Quatro e caminho de Cruzeiro , sendo que outros projetos estão em estudo para a reativação total do trecho.Fontes:  “A Estrada de Ferro Sul de Minas” de autoria de Vasco de Castro Lima,publicado em 1934.Prefeitura de Cruzeiro/SPRevista FerroviáriaRevista Caminhos do Trem-Editora.História Viva-pg.14-Abril/2009.Livro-Diário Intimo- de Couto de Magalhães, autora Maria Helena Pereira … – 1998 –  Cia das Letras/Bibl.USPFotos Pessoais do blogueiro e da BNRJObs: José Vieira Couto de Magalhães, mineiro de Diamantina,formado em Direito na USPFoi secretário da Província de  Minas Gerais em 1862, presidiu a Província de Goiás, entre 1864 e 1865, presidiu a Província do Pará. Durante a Guerra do Paraguai foi enviado ao Mato Grosso, onde permaneceu como presidente até 1867. No campo das atividades civis apresenta grandes iniciativas, como a navegação dos rios Araguaia, Marajó e Tocantins; a organização da companhia Minas and Rio Railway, mais conhecida por Estrada de Ferro do Rio Verde,que ligou Cruzeiro/SP a Três Corações/MG;Inf: Antes não eram Governadores, mas Presidentes dos Estados.                  

Tags: Cultura · Memórias de Varginha

11 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Antonio Augusto Fonseca // jun 30, 2017 at 3:06 PM

    Viajei muito no trecho entre Cruzeiro e Soledade de Minas onde continuava a viagem tomando outro trem que saia de Soledade de MInas e ia até Bom Jardim de Minas. Era um dia inteiro de viagem e eu, como filho de ferroviário que trabalhou neste trecho, ficava extasiado com a viagem. Infelizmente, tudo acabou.

  • 2 Antonio Augusto Fonseca // jun 30, 2017 at 2:58 PM

    Viajei muito entre Cruzeiro e Soledade de Minas onde também tomava um trem que saía de Soledade de Minas e ia até Bom Jardim de Minas, passando por Caxambu, Baependi, Cruzilia e outras cidades da região.. Era um dia inteiro de viagem que eu, como jovem e admirador de ferrovias vivia um dia de intensa atividade. Infelizmente, tudo acabou.

  • 3 Carlos Cornwall // jul 12, 2009 at 3:10 AM

    Ao amigo Gilberto Lemes e demais blogueiros,quando falei sobre o fato de que os americanos investem cada vez mais em ferrovias(e olha que é a terra também do automóvel), algums podem achar que era exagero, mas não olhem que legal a matéria abaixo:

    EUA investem em transporte ferroviário urbano

    O secretário de Transporte dos Estados Unidos, Ray LaHood, anunciou hoje que investirá US$ 742,5 milhões em 11 projetos de transporte ferroviário urbano em nove estados do país, em aplicação da nova Lei de Recuperação e Reinvestimento (Arra).
    Os novos recursos federais incentivarão a economia e darão “mais opções” às pessoas que vivem longe do local de trabalho ou da escola, disse LaHood em comunicado.
    A maior verba será destinada a impulsionar a construção do acesso leste da ferrovia de Long Island, em Nova York, que receberá US$ 195,3 milhões.
    Outros US$ 78,9 milhões serão investidos no início das obras para o projeto de criar uma linha de metrô que percorra a Segunda Avenida, em Manhattan.
    Os outros estados que receberão subvenções de peso são Utah, onde o Governo injetará mais de US$ 90 milhões na ferrovia rápida de Salt Lake City, e Texas, onde US$ 78,4 milhões potencializarão a rede ferroviária que expande Dallas rumo a noroeste e sudeste.
    Na Califórnia, a ampliação em direção ao leste da linha do metrô de Los Angeles receberá US$ 66,7 milhões, e, na Virgínia, as obras para ligar o aeroporto de Dulles com a avenida Wiehle terão US$ 77,3 milhões.
    Os estados de Colorado, Arizona, Washington e Oregon também receberão recursos para financiar projetos em suas maiores cidades.
    Fonte: EFE

  • 4 Cont(ato) // jun 29, 2009 at 2:53 PM

    Isso sim é algo de bom para Três Corações. Resgatar algo de sua história.

  • 5 Carlos Cornwall // jun 28, 2009 at 8:51 PM

    Madeira e amigos do Blog.
    Que bom que a questão aqui trazida encontra ecos entre outros públicos. Só informando aos leitores , que a Revista Caminhos do Trem,apogeu,decadência e retomada da ferrovia no Brasil nos seus dois últimos números(4-5) desse mês de junho/2009, trouxe duas raridades para nossos olhos.
    Do fenomenal Marc Ferrez uma foto do Trem da EF Minas Rio na estação de Cruzeiro/SP em 1885(Saindo em direção a Três Corações-MG)
    E principalmente ao público tricordiano e aos apaixonados por ferrovias(como esse que vos escreve) uma foto inteira de duas páginas mostrando as obras da Estrada de Ferro Minas e Rio por volta de 1881 na nossa vizinha cidade. A foto mostra a pujança da cidade com uma panorama com destaque para as casas de então e o Rio Verde. Mais um trabalho de Marc Ferrez, que foi o fotógrafo oficial do Império na Gestão de D.Pedro II.
    Fica aí a sugestão ao Prefeito ou ao Presidente da Cãmara Tricordiana, para que reinvidiquem(caso ainda não possua o municipio essa preciosidade) junto a Biblioteca Nacional do Rio(detentora dos originais). Para que os moradores ,amigos ,estudantes e visitantes entendam a importância do marco histórico.
    O título da matéria é Minas,pelas minas. Gerais,pelas ferrovias.

  • 6 Abilio Nário // jun 16, 2009 at 1:00 PM

    ENQUANTO ISSO, até o jornalista mais nacionalista do Brasil, Carlos Chagas, eu disse Carlos Chagas, não é nem Claudio Humberto,nem Diego Minardi,nem Reinaldo Azevedo,nem Ricardo Noblat,nem Dietgo Casagrandi e nem Polibio Braga, repito até o Carlos Chagas em sua coluna disse sobre aquele que se acha sempre melhor do que os outros. leiam:
    ESCREVEU CARLOS CHAGAS:

    EXAGEROS OUTRA VEZ

    Antes de viajar para Genebra, no fim de semana, o presidente Lula deu novamente asas ao exagero. Declarou, em Sergipe, que em um ano vai inaugurar dois terços do que foi feito em cem anos no país, em matéria de ensino público. Foi a milésima vez que se colocou acima dos antecessores. Tem dito haver realizado mais do que todos os presidentes da República e até do que D. Pedro II em quase cinqüenta anos de imperador. Convenhamos, um pouco de modéstia não faria mal ao companheiro-mór, que se é “o cara”, para Barack Obama, arrisca-se a ser chamado de “o cara-de-pau” pelo historiador do futuro. Já incomoda muita gente ter dito que o Brasil foi o último a entrar na crise econômica e o primeiro a sair dela. Depois vem os fatos, desmentindo as ilusões, e não haverá como nega-los…

  • 7 B I F Ã O // jun 15, 2009 at 11:43 PM

    DESDE ANTIGAMENTE OS GOVERNANTES TINHAM SOBRENOME DE BANDIDO!!!

  • 8 Gilberto Lemes // jun 15, 2009 at 10:13 PM

    Parabens mais uma vez meu caro colega! Nós somos uma espécie quase em extinção de sonhadores.
    Atendendo o seu pedido, vou aproveitar a dica e voltar a falar sobre o assunto que já há algum tempo tinha postado em uma das minhas páginas.
    Abraços,
    Gilberto Lemes.

  • 9 Carlos Cornwall // jun 15, 2009 at 1:02 PM

    Ao meu amigo cambuquirense Gilberto Lemes,da qual tive o prazer de cursar a nossa Faculdade de Direito agradeço pela manifestação,como citei no texto a nossa querida cambuquira,desde já pode postar em seu blog(que sempre acesso).Realmente foi uma pena terem construido a Estação de cambuquira e logo depois desativar o ramal. Mas ,nas diversas pesquisas que faço sobre o tema descobri que há algum tempo um estudo feito pelo BNDES e pela UFRJ colocou entre os trechos ferroviários do Brasil como viável justamente esse que citei na matéria. Assim acredito que os ramais,como o de cambuquira,lambari e quem sabe até os da Estrada de Ferro Sapucahy(é com y mesmo) poderão ,desde que se tenha vontade politica e visão empreendedora serem reativados. Pouca gente sabe, mas já temos hoje no Brasil 33 trechos ferroviários turisticos,sendo que em alguns as passagens devem serem adquiridas até com 1 ano de antecedência,pois a procura é enorme,principalmente por estrangeiros. O mais recente reinaugurado é o do Trem do Pantanal,cujos vagões são pintados com os animais daquele santuário ecológico.
    Amigo Gilberto,por outro lado,independentemente do turismo, não podemos esquecer que os maiores países do mundo ainda conservam seus trens,inclusive os de passgeiros normais, cabe citar os EUA, que possue trens ligando praticamente todas as cidades. Se estivessemos lá, bastaria entrar em uma litorina ou até na Maria Fumaça na estação de varginha e em 1:20horas, apreciando o leito do Rio Verde e as belezas da região, chegariamos a Cambuquira. Portanto volto a frisar depende de boa vontade politica, há um mês atrás por exemplo foi inaugurado o Trem Circuito da Frutas, que sai da Estação da Luz em São Paulo, indo até Jundiai, com roteiros no entorno das duas cidades. A pergunta que deviamos fazer, será que no Sul de Minas isso é tão dificil de fazer? Respondo de antemão, que se isso foi feito como você disse pelo nosso sábio imperador há 1 século e um quarto de século atrás, não poderiamos fazer hoje,onde dispomos de meios avançados de ajudar nessa preservação.
    No mais agradeço e que tanto o madeira,como voce no seu blog voltem a tratar desses assuntos,para que assim colaboremos com um debate sobre a integração da região sul mineira.

  • 10 Gilberto Lemes // jun 14, 2009 at 11:20 PM

    Gostaria de parabenizar o meu amigo e colega de faculdade, pela valiosa pesquisa que levanta um pouco da história de nossas ferrovias. Isso deveria servir de modelo para os nossos governantes que desde JK abandonaram os trens para investir em rodovias, matando literalmente uma parte da infraestrutura que o nosso sábio imperador já naqueles tempos sabia ser essencial para o progresso.
    Cambuquira, por exemplo, a única cidade que ganhou uma nova estação construída nos moldes de Brasília como já tinham feito no Parque das Águas (destruindo o cenário ao estilo francês), pouco tempo depois teve o ramal desativado. O monumento está lá como prova, inabitado, sem uso e cercado de prédios para impedir, pelo que parece qualquer tentativa de trazer a ferrovia de volta.
    S.Gonçalo, Campanha, Cambuquira, Lambari, Jesuânia, e outras cidades ficaram dependentes das estradas que hoje, depois de muito tempo de buracos tapados e destampados, parece estarem sendo reformadas.
    Parece que o mesmo caminho do abandono e da destruição caminha para a ferrovia de Varginha, cujo leito na zona urbana já se tornou há muito tempo um problema, via essa que poderia ser melhor aproveitada para desafogar o trânsito que vem da Fernão Dias e 491, para acabar ou diminuir um pouco o engarrafamento diário em horários de pico na Av.`Princesa do Sul/Francisco Navarra e Major Venâncio.
    Se a Estação Ferroviária virou centro cultural, poque não transformar o trecho da ferrovia que corta o centro numa rua e numa alternativa de trânsito?

  • 11 Antonio Adilson // jun 13, 2009 at 10:37 PM

    Parece que depois de Dom Pedro II pouca coisa foi feita em prol de nossas ferrovias do Sul de Minas e por que não dizer, do Brasil. De nada adianta termos um trem bala do Rio para São Paulo (que está em fase de projeto) e sequer termos uma ferrovia de SP para Belo Horizonte. Pode não ser mais o melhor meio de transporte para passageiros (mas não deixa de ser uma opção), porém, é, indiscutivelmente o melhor, mais barato e mais seguro meio de transporte de cargas, principalmente as pesadas.

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