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Boca do Ribeirão: turismo bucólico em Varginha

maio 16th, 2009 · 14 Comentários

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O colaborador do blog Carlos Cornwall fez uma pesquisa sobre um lugar pouco conhecido de Varginha. É um roteiro próximo, cercado pela natureza, dá pra percorrer de bicicleta (taí a dica, Lobão) ou, para alguns, a pé. Clique no título para ler as dicas do advogado. 

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Boa parte dos moradores de Varginha, notadamente os que para cá se mudaram recentemente, desconhecem um local bucólico e tradicional de nossa cidade, trata-se da chamada boca do ribeirão, pedaço de encontro(uma espécie de mini pororoca)  do ribeirão Santana com o rio Verde.Pescar,caminhar pela trilha ou simplesmente andar pela linha do trem,jogando conversa fora,  fazem parte de um lazer barato e ecológico, pois pode-se assim apreciar a natureza(mesmo que com algumas agressões),ainda preservada daquela região da cidade.Sem dúvida alguma, com um pequeno investimento algumas melhorias que ali se fizessem aumentariam ainda mais  a beleza do lugar,tornando-o um atrativo turístico.Só para conhecimento dos blogueiros, o nome inicial da ferrovia que  saia de Cruzeiro/SP indo até Três Corações era chamada Ferrovia Rio Verde,por margear boa parte do nosso mais importante rio, trecho que até Varginha,conserva a mesma caracteristica.

Aí está um local que merece ser conhecido.

 

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 Dicas oportunas:-O local não é ideal para se nadar, pois é Rio,profundo ,tem muitas pedras e as margens são longas.
-Dependendo do horário do passeio,passe protetor solar.
-Evite conversar muito alto,pois os pescadores gostam de concentração.
-Evite levar crianças pequenas,mas se essas forem, leve junto colete salva-vidas,pois toda a atenção é necessária.
-Se tiver espírito ecológico, leve uma sacola para recolher algum lixo que tiver no caminho e exercer assim sua cidadania.
-Se tiver vertigem ou medo de altura, não atravesse o pontilhão ferroviário,pois é perigoso,para quem não esteja acostumado ,já que ele não tem corrimãos(O Pontilhão não faz parte necessariamente da rota,pois pode-se entrar  mais ou menos uns 10 metros antes dele por um trilho,mas sua beleza arquitetônica merece ser observada e fotografada)
– Use uma calça de moleton,pois alguns trechos da trilha tem mato alto,bem como tênis ou bota leve.
Como chegar ao Encontro da Boca do Ribeirão com o Rio Verde:
1)Pela linha férrea,seguir no sentido centro-centenário
2)Se for de ônibus desça no cruzamento da avenida Celina Ottoni com a linha férrea
Nesses dois casos ,siga a pé até o final de uma fábrica de fertilizantes, atravesse numa trilha, antes do pontilhão férreo(não atravesse o pontilhão), subindo no fundo do bairro Simões/Rezende, atingido o asfalto,depois siga até a porta da ETE-Estação de Tratamento de Água e Esgoto da Copasa, quando deparar com a ponte de cimento,não a atravesse, siga rente a ETE e ao ribeirão pela trilha , em cinco minutos(lógico que sem parar, o que é impossivel,pela admiração que causa) se chega na boca do ribeirão e no encontro das águas na entrada do rio verde, daí é por todo o trajeto é só apreciar a beleza da natureza. 3) Outra opção ,para quem não quer seguir pela linha férrea é ir direto ao fundo do bairro Rezende, seguindo até a porta da ETE e seguir as demais dicas. Nesse caso, quem quizer utilizar ônibus, a linha é pinheiros/clube olímpico, descendo próximo  a Rua Itaparica,no Bairro Simões, o resto é ir a pé e aproveitar.
Sugestões para melhorar a infra-estrutura
-Colocação de placas indicativas e de segurança,com metragem da trilha, profundidade do rio,pintura e informações sobre meio ambiente e história.
-Disponibilização de lixeiras removíveis
-Construção de cabine de observação
-Presença da Guarda Ambiental seria importante
-A Construção de pequenos piers cobertos,ajudaria e daria mais conforto aos adeptos da pescaria.

Tags: Turismo

14 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Carlos Cornwall // mar 26, 2012 at 7:59 AM

    Infelizmente amigo Madeira,houve uma regressão , a ponte de cimento que une o ribeirão para facilitar para as pessoas está quase caindo.Reclamei mas nada fizeram. Só mesmo com muito espirito de aventura para ir até lá,caso contrário…..

  • 2 Carlos Cornwall // jun 9, 2011 at 9:45 AM

    Deputado Justo Verissimo, tá cansado vai pescar(na boca do ribeirão)…..

  • 3 Justo Verissimo // maio 20, 2009 at 3:30 AM

    É verdade Flávio, hoje não tem lugar mais tranquilo não, a moçada fuma o cigarrinho do diabo em tudo que é lugar. Eu quando for nessa tal boca do ribeirão vou levar meus dois pitbuls,afinal um lugar bonito desse só me protegendo, fiquei com medo do que voce falou.Mas bastaria a policia passar por lá de vez em quando aí a galera do mal pula fora.

  • 4 Leandro Motteran // maio 19, 2009 at 1:42 AM

    Hahaha, o Pedro Donda dá pra um bom contador de causos estranhos, omissos e esquisitos.

  • 5 OLHO DO E.T. // maio 18, 2009 at 8:04 PM

    Legal mesmo a matéria, e tem muita gente que não conhece o local…ai vai mais dicas, além da boca (boca do ribeirão) que está na matéria, temos ainda!!

    – O paredão (antiga usina)
    – Cachoeira na estrada para Monsenhor Paulo
    -Morro do Chapéu (torre)
    -Caixão (Rio)
    -Estação da Juruti

  • 6 Flávio // maio 18, 2009 at 11:57 AM

    Madeira, sempre corto caminho a cavalo por este lugar, e te digo que não é tão tranquilo quanto parece não. Dá muito marginal fumando maconha lá. O lugar é bonito mesmo, mas quem for, não vá sozinho.

  • 7 AgaDr // maio 17, 2009 at 11:47 PM

    Parece ser muito bacana o local! Desde que nasci moro em Varginha e, sinceramente, não o conhecia.

  • 8 MACANUDO // maio 17, 2009 at 1:42 AM

    CARNAVAL, VC NÃO QUER HELIPORTO NO LOCAL?

  • 9 Pedro Donda // maio 16, 2009 at 11:09 PM

    O Cumpadi Madeira, mais ou menos em 1970 eu aluguei um ranchinho e fui morá ai pertinho da boca do ribeirão, né ,ficá mais perto da natureza. Levei a patroa e a criançada e uns cachorro perdigueiro, uns cão fila e até um casal de ganso pra vigiá o lugar,embora naquele tempo a gente tinha mais medo de lobisomem,de assombração do que de gente, sendo que hoje é o contrário.
    Mas cumpadi, pensei que ia ter sossego, mas me enganei.
    Lá tinha uma mangueira bonita grande que dava umas mangas do tipo rosada, docinha que nem um mel.
    Aí que morava o perigo cumpadi madeira,toda noite mais ou menos ali prás nove hora(na roça a gente dorme cedo), começava a chegar passarinho de tudo quanto é tipo, sanhaço,pardal,coleirinha, canarinho, passáro preto,tizil,colibri,piriquito,papagaio,uirapuru,até galinha dangola,curruila, num instantinho ,e eu cheguei a contar um por um tinha numa noite só 150.345 passarinho na minha mangueira.
    E tudo cantando alto e forte, o pardal dizia siiiiii, a coleirinha respondia, piuiupiu, e era aquela cantoria sem fim, No começo era novidade, mas passou um dia, dois, tres,um mes,dois,tres, aí eu não dormia mais com tanta algazarra da passarada. Falei com a patroa , nós vamos ter que dar jeito nisso ou então vamo vortá pra cidade(naquele tempo varginha ficava longe-a casa mais perto era lá no matadouro).
    A patroa têve uma idéia vamos colocar VISGO na árvore(para quem não sabe VISGO é um tipo de grude feito de polvilho junto com umas planta que a gente tem em casa). Gostei da idéia da patroa e fizemos uns 10 caldeirão de visgo ,começamos cedinho,seis horas da manhã já estavamos lá,inclusive as crianças, passando a cola na mangueira, na raiz, no pé, nos galhos, nas folhas, enchemos que até brilhava, acabamo o serviço lá pras seis da tarde, entramos prá dentro da casa, a patroa fez uma sopa de fubá com cebola,alho e uns pedaço de carne de frango, que tava uma delicia, fizemos uns escaldapé, ligamos o rádio para ouvir o ZÉ PICUÁ na rádio Clube, demos umas rizada(naquele tempo nós não tinhamos televisão e nem existia a internete e nem o blog do madeira). Num deu outra, mais ou menos nove hora da noite eu já ouvi o primeiro bicho chegar, era uma pomba rola grande branca ,chegou toda majestosa cantando e pá grudou na árvore, nisso veios mais umas 1.000 companheira, uns 50.000 pardal, uns 30 pavão,uns 100 colibri, uns 500 gavião rei, foram chegando aquela passarada e gruda nas folhas, gruda nos galhos, até um beija flor que foi beliscá uma manga, grudou, era 10 da noite e mais ou menos uns 300.000 passáros de tudo que era tipo tava grudado na formosa mangueira (ali pertinho da boca do ribeirão). Aí Cumpadi Madeira, a bicharada começou a fazer força prá desgrudar e cantavam e faziam força para desgrudar, mas a cola nossa era coisa de primeira etá VISGO bom, os bicho não desgrudava de jeito nenhum, e faz força daqui,fali, bate asa, aí cumpadi aconteceu uma coisa que ainda lembro até hoje, de tanto fazer força, a mangueira começou a ser arrancada pelos bichos, e não é que ela foi subindo e os bicho batendo asa e levando a mangueira pro céu afora , olha cumpadi era tanto passaro que uns 2 anos depois fiquei sabendo que a minha maugueir tinha sido plantado lá numa fazenda do Nordeste, pois os passarinho, só conseguiru desgarrar lá ,quando o calor derreteu a cola, aí a mangueira caiu num buraco e como era de semente boa, brotou e tá lá até hoje pra todo mundo ver.
    Por isso que eu falo essa boca do ribeirão tem história boa demais.
    HE,EHE,CUMPADI MADEIRA ACUNTICIDO…

  • 10 Pedro Donda // maio 16, 2009 at 10:43 PM

    HE cumpadi Madeira, essa boca do ribeirão tem muita história boa e verdadeira rapaz.
    Lá no final da década de 1960, tava eu e o cumpadi Zé Bola andando na linha do trem rumo ao rio verde, pra modi pesca uns peixinho ai na boca do ribeirão, aí atravessamo o pontilhão, viramo na pinguelinha e começamos a ficar com medo, pois vinha uma musiquinha de longe, assim, zum bum, zum bum,eeee,zum bum,zum bum, eee,zum bum,eee,zum bum eee, .O cumpadi zé bola então já quase com as calças cheias(o homem era medroso que dava dó),tava quase me agarrando e du dizia, que isso cumpadi tá doido, sô eu sou espada. e ele dizia cumpadi que musiquinha é essa vamos embora ,vortá pra cidade . Eu disse cumpadi vamos descobrir de onde vem essa musica, aí fui chegando,levantando o capim barba de bode, o capim gordura, os pés de maç~-lobeira(lá tem muito inté enxerguei uma na fotografia ). Abri os ouvido bem aberto e vi de onde vinha a musiquinha, é que tinha um pedaço de disco de vinil quebrado no meio em cima dum pé de espinho, e quando o vento soprava, o disco virava e o espinho arranhava o disco e saia aquela musiquinha,
    Pois é cumpadi madeira, acunticido…

  • 11 Pedro Donda // maio 16, 2009 at 10:34 PM

    Tenho outra história da boca do ribeirão.

    Lá pelos idos de 1950 fui pescar na boca e levei meu filho o juninho,que tinha uns 5 anos.
    No caminho pertinho pra frente dessa pinguelinha da fotografia, fui oiá as horas e cadê o relógio, tinha sumido, procura daqui,procura dali e nada. Inté chorei de trizteza o meu patacão sumiu. Já que não era para perder a viagem ,fomos pescar eu e juninho, mas parece que o rio num tava pra peixe, num peguemos nada.
    Fomos embora, voltamos outras vezes,o tempo passou, mais ou menos lá na década de 1980. Fui com o juninho, que agora já era rapaz grandi, quando nós estavamos passando pertinho da pinguelinha(essa aí ea fotografia), escutamos um barulho assim bem forte: tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac, começamos a escafunchar, e num é que de repente encontramos o relógio perdido, só que com o tempo ele cresceu de tamanho, parecia até aqueles de Igreja. Ah não deu outra eu e o juninho pegamos e até demos prá colocar numa Igreja da Cidade.
    É cumpadi Madeira, acunticido….

  • 12 Pedro Donda // maio 16, 2009 at 10:27 PM

    Que matéria boa colocaram no blog do madeira, faz uns quarenta anos que pesco na Boca do Ribeirão. Antigamente dava para ir até lá de trem, a gente saia aqui da estacão, apiava na Juriti e depois era só jogar a vara que os peixes vinham todos de mansinho, tinha mandi,lambari,cascudo,traira e até dourado. Eh tá tempo bom sô. O melhor é saber que apesar do crescimento da cidade , lá continua praticamente do mesmo jeito.
    Uma vez pesquei um dourado de 50 quilo numa varinha fininha rapaz, fiquei tão alegre que pulei com as duas mãos pra cima de alegria , e num é que nisso peguei 2 patos que vinham voando.
    Foi a melhor pescaria que fiz, essa boca do ribeirão tem muita história.

  • 13 Leandro Motteran // maio 16, 2009 at 8:15 PM

    Legal, sempre tive a curiosidade de seguir a linha mas achava que não dava pra ir com bike. Será meu percurso semana que vem.

  • 14 Justo Verissimo // maio 16, 2009 at 6:39 PM

    Que é isso Carnaval para quê melhorar o lazer dos pobres, eu seu o deputado justo verissimo, e quero que pobre se exploda..rsssss

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