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Três Pontas decreta situação de emergência

novembro 27th, 2008 · 8 Comentários

trespontas.jpg O prefeito de Três Pontas, Paulo Luis Rabello (PDT), decretou situação de emergência nessa quinta-feira (27), devido à seca ocorrida entre março e outubro do ano passado. Isso permite aos cafeicultores que tiveram prejuízo rolar as dívidas junto às instituições de crédito (clique no título para ler a notícia).

 

De acordo com a prefeitura, aproximadamente 5 mil produtores devem ser beneficiados. A medida só vale para cafeicultores de Três Pontas comprovadamente afetados pela situação. Mas eles precisam apresentar um documento elaborado pela Emater, Cocatrel (Cooperativa dos Cafeicultores de Três Pontas) e Unicoop (União Agropecuária do Sul de Minas), comprovando o prejuízo. O prefeito de Três pontas estima um prejuízo para a cidade em torno de R$ 65 milhões. “O PIB da cidade, de R$ 450 milhões por ano, caiu 13% de acordo com o IBGE, por conta da seca”. Aproximadamente 80% da economia de Três Pontas gira em torno do café, que emprega de 8 a 10 mil pessoas durante a época da colheita (entre maio e outubro).
Safra – A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma safra de 45,8 milhões de sacas esse ano. Os produtores de Três Pontas não acreditam. “Será pelo menos 20% menor”, diz o presidente da Cooperativa dos Produtores de Café em Três Pontas (Cocatrel) Francisco Miranda de Figueiredo Filho. “Nós esperávamos colher 1,3 milhão de sacas. Não deve chegar a um milhão”, diz. O prefeito Paulo Rabello lembra que ainda há propriedades onde a safra ainda não acabou, devido ao atraso causado pela seca.
Granizo – O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nessa quarta feira (26), a criação de uma linha de crédito especial para recuperação de cafezais em Minas atingidos pela chuva de granizo, ocorrida em setembro. A linha será de até R$ 90 milhões. Terá acesso ao financiamento, o cafeicultor com perda de, pelo menos, 10% da área de produção. O limite de crédito é de R$ 3 mil por hectare e o máximo de R$ 400 mil por produtor, mesmo que ele tenha mais de uma propriedade. O prazo de pagamento é de até seis anos, sendo de dois a três anos a carência, dependendo do prejuízo constatado nas lavouras. Os juros são de 7,5% ao ano. O pedido de obtenção do crédito deve ser acompanhado de um laudo técnico que comprove a intensidade de perda e de um projeto de recuperação da área. O prazo máximo para a contratação do financiamento é 31 de março de 2009.

Tags: Café

8 Respostas Até Agora ↓

  • 1 trolez // mar 13, 2009 at 10:45 AM

    ver uma noticia dessas so é melhor do que morrer queimado

  • 2 andorinha // nov 29, 2008 at 4:37 AM

    Golpe do joão sem braço.Acho que a maioria,investe no máximo a metade do financiamento conseguido na lavoura.O restante aplicam em carros,apartamentos,viagens etc…depois vem a choradeira para pagar.E os produtores que se preparem,pois a questão do aquecimento global,mudará o clima,a ponto da nossa região não produzir mais café.Ai o calote será ofícial.

  • 3 Maria G. M. // nov 28, 2008 at 12:52 PM

    Granizo, vá lá…..,mas seca!?
    Ainda por cima situação de emergência!?
    Vai que é verdade…
    Mas verdade também é o fato de eleitores trespontanos permitirem a atual situação, pois sempre elegem os candidatos ligados à cafeicultura e regeitam aqueles que buscam diversificar a economia do município trazendo empresas e indústrias desatreladas do café.
    Só que se isso der certo, onde irão buscar a mão de obra barata para a próxima colheita?
    Assim ganham quando produzem e , quando a situação fica ruim, recebem uma “ajudazinha” oficial.
    Desse jeito eu não deixaria de plantar café nunca!

  • 4 DEUS AMARELO // nov 28, 2008 at 6:51 AM

    Meus filhos, é preciso separar o que é crise pela baixa do preço do café e o que é “fazendeiro” irresponsável que prefere andar de caminhonete importada nova ao investir na produção. Chega do governo(nós) bancar a vida boa de fazendeiro caloteiro

  • 5 Varginhense Roxo // nov 28, 2008 at 5:31 AM

    Pouca vergonha…

    Já ouvi falar que é proibido chamar a mulher de “meu bem” em Três Pontas, senão o Banco vem e toma … hahahahahahahahahah!!!

  • 6 Olimpico // nov 28, 2008 at 3:40 AM

    Infelizmente esses fazendeiros estão sujeitos a eventos climáticos que causam prejuizos. E como há trabalhadores que dependem deles (exploração e baixissimos salários), o governo acaba ajudando. Mas faz sentido vc desconfiar mesmo É pacabá, considerando o histórico do pais etc..

  • 7 adauto // nov 27, 2008 at 4:22 PM

    jogando verde pra colher maduro ..huaauahaauha………bem ao estilo dos cafeicultores………..

  • 8 É PACABÁ // nov 27, 2008 at 3:41 PM

    Isso pra mim é golpe.

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