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Efeito cascata

novembro 29th, 2008 · 5 Comentários

O repasse do ICMS, principal imposto estadual para Varginha será maior, em 2009. O problema é que o bolo estará menor. O Estado de Minas já é o estado brasileiro que sofreu a maior queda na arrecadação de ICMS. Todo o desempenho do comércio e indústria de Varginha que resultou em um índice superior de VAF em 2006 e 2007 (a média dos dois anos define o índice do ICMS de dois anos depois) pode ser em vão, devido ao impacto no consumo e na produção resultante da crise financeira mundial. De quanto será o impacto, ninguém sabe ao certo. Apenas sabe que ele vai acontecer. Um amigo meu, dono de pizzaria, disse que já percebeu o baque no movimento semanal.

Tags: Economia

5 Respostas Até Agora ↓

  • 1 peso pesado // dez 7, 2008 at 7:08 AM

    MAIS UMA VEZ POÇOS DE CALDAS DEIXA VARGINHA PARA TRÁZ E DESSA VEZ VEM ACOMPANHADA A TIRA COLO DE SÃO LOURENÇO
    BASTA LER O QUE TRAZ O JORNAL O ESTADO DE MINAS DE HOJE
    AGORA É SÓ OS PUXA-SACOS DE PLANTÃO DO BLOG, ARRUMAREM DESCULPAS E CRITICAREM, FIQUEM A VONTADE CONTRA OS NÚMEROS NÃO EXISTE ARGUMENTO

    Cidades mineiras ignoram a crise
    Municípios do interior mineiro dão as costas à turbulência e mostram bons indicadores econômicos, como arrecadação fiscal e empregos
    Estado de Minas

    Escassez de crédito, redução de consumo, queda de produção, férias coletivas e demissões não fazem parte da realidade de ilhas de prosperidade que se destacam em Minas Gerais. Enquanto o mundo teme forte desaceleração econômica, cidades como Nova Serrana e Conceição do Pará (Centro-Oeste), Jaíba (Norte do estado), Poços de Caldas e São Lourenço (Sul) e Matias Barbosa (Zona da Mata) experimentam o progresso. O crescimento da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), que serve de termômetro do ritmo de atividades, chega a 50% nesses municípios.

    A 130 quilômetros da capital mineira, Antônio de Deus Soares, diretor da Via Vip, uma das 824 fábricas calçadistas de Nova Serrana, chega ao trabalho e, de imediato, cola na parede um cartaz com frase pouco comum ultimamente: “Contrata-se”. São mais 50 funcionários para aumentar a produção de 2,4 mil pares de tênis infantil por dia para ao menos 3 mil, que serão destinados ao mercado interno e, sobretudo, o externo.

    Nova Serrana, com cerca de 50 mil habitantes, não está descolada da crise. No entanto, em meio à turbulência econômica mundial encontrou oportunidades. “Com a elevação do dólar, nossa aposta é a exportação. Hoje, as vendas externas não atingem 5% da produção e a intenção é totalizar 25% em 2009”, estima Soares. Ele explica que a valorização da moeda norte-americana aumenta a competitividade de seus produtos, principalmente para os países do Mercosul. Além disso, o câmbio inibe a importação de calçados, inclusive dos temidos chineses, aquecendo ainda mais a demanda interna. “Eu tinha um cliente que estava comprando da China e voltou a fazer pedidos com a gente”, conta.

    Soares esbanja otimismo e tem orgulho de mostrar as novas instalações. Um galpão de 1,5 mil metros quadrados, que consumiu recursos de pouco mais de R$ 1 milhão. “Os equipamentos já chegaram”, aponta com entusiasmo. “Também investimos em tecnologia e, com um produto de maior valor agregado, a receita vai ser maior”, comemora.

    O empresário mal colocou a placa na portaria da empresa e Joana D’arc de Carvalho, 26 anos, casada e mãe de dois filhos, já se interessou. “Sou de Bom Despacho e me mudei para Nova Serrana. Estava pensando em procurar emprego somente no ano que vem. Mas estão aparecendo oportunidades muito boas”, afirma. Leandro Alves Baião, de 18 anos, conquistou uma vaga na Tênis Crômic há três meses. “Estava passando um sufoco, mas agora consigo dividir as contas com o meu irmão. Ganho um salário. É muito bom para quem está começando”, destaca.

    Ainda no Centro-Oeste de Minas, a pacata Conceição do Pará, a 140 quilômetros de Belo Horizonte, experimenta uma boa fase de desenvolvimento econômico. Com pouco mais de 5 mil habitantes, recebe em seu cofre cerca de R$ 80 mil de impostos de uma única empresa, a Mineração Turmalina, controlada pela multinacional canadense Jaguar Mining.

    Neste cenário de incertezas, a busca por ativos mais seguros fez o preço do ouro disparar. Em novembro, o metal foi a aplicação que proporcionou o maior ganho para os investidores, num contraponto com a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa), que acumulou seu sexto mês consecutivo de perdas. A cotação do ouro subiu 13,33% somente no mês passado. O preço da onça de ouro bateu a casa de US$ 1 mil, um dos maiores patamares desde 1980.

    Diante das perspectivas positivas, a Mineração Turmalina optou por concentrar sua expansão no Brasil em Conceição do Pará. Nos três anos de operação investiu R$ 10 milhões e para 2009 estão estimados mais R$ 12 milhões para ampliar a produção em 25%. Hoje a mineradora movimenta cerca de 40 mil toneladas de minério de ferro por mês. De cada tonelada são extraídos 6 gramas de ouro. “Temos 424 funcionários diretos. Vamos ampliar o quadro em pelo menos 10%. Isso significa que também vamos contratar mais serviços e gerar outros empregos indiretamente, do restaurante à mina”, afirma o diretor de Operações, Francisco Xavier.

  • 2 Peso Pesado // nov 30, 2008 at 8:26 PM

    Domingo, 30 de Novembro de 2008
    Petrobrás começou a reduzir os preços dos combustíveis

    Você sabia, leitor, que nesta sexta-feira a Petrobrás baixou o preço do queresone para aviação em 17,8%¨? Pois baixou. Podia ter diminuído muito mais. Os preços da gasolina e do óleo diesel deveriam estar custando 38% mais e estão congelados desde março.

    . Como se sabe, os preços do petróleo desbaram para 1/3 do que valiam há meio ano.

    . No artigo a seguir, Celso Ming, do jornal O Estado de S. Paulo, conta o que está acontecendo:

    CELSO MING
    Os preços políticos da Petrobrás
    Ontem a Petrobrás baixou em 17,8% os preços do querosene de aviação (QAV) porque teve de ajustá-los aos valores de mercado. Mas os preços da gasolina e do óleo diesel, que poderiam estar entre cerca de 24% e 38% mais baixos, continuam congelados desde maio.A política de preços da Petrobrás é dúbia e pouco transparente. Seus dirigentes afirmam que há enormes inconvenientes em definir os preços internos ao sabor da volatilidade do mercado. Por isso, preferem trabalhar com preços fixos, reajustáveis apenas de tempos em tempos, sabe-se lá por que critério.Um punhado de fatores determina a variação dos preços. Mas há quatro mais importantes. O primeiro são as oscilações dos preços no mercado internacional. O segundo é o câmbio, que determina em reais os preços cotados em dólares. O terceiro é a composição do combustível. Aí entram petróleos de qualidades diferentes que formam o mix a ser refinado, mais as misturas que definem a octanagem e o volume de álcool. O quarto são os impostos, que variam com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).A política de preços da Petrobrás segue regimes diferentes.Para o querosene de aviação, óleo combustível e nafta (matéria-prima da petroquímica), os reajustes são mensais. Nesse caso, a Petrobrás não se importa com a volatilidade.Para a definição dos preços da gasolina e do óleo diesel, ela não segue nenhuma regra objetiva de que o distinto público tenha conhecimento. O último reajuste da gasolina e do diesel ocorreu em maio, quando o barril do petróleo em Nova York estava a US$ 115. Até essa data, os preços haviam permanecido congelados por mais de dois anos.De lá para cá, muita coisa aconteceu. Em julho, as cotações internacionais atingiram o pico de US$ 147 por barril e, em seguida, rolaram montanha abaixo. Chegaram ao fundo dia 21 e fecharam ontem a US$ 54. Pelos cálculos do analista Walter de Vitto, da consultoria Tendências, que leva em conta a maioria dos fatores que compõem os preços, a gasolina brasileira está 38% mais cara do que a obtida no mercado americano. Se for considerada a qualidade (octanagem), a diferença sobe para 45%.Como têm apontado os relatórios do Banco Central, não se esperam reajustes dos combustíveis neste ano. E não há indicações de que possam acontecer nos primeiros meses de 2009. No entanto, a queda dos preços a níveis normais de mercado ajudaria a conter a inflação que, neste ano, ameaça estourar a meta.A perspectiva de “longo prazo” para a política de preços da Petrobrás acoberta objetivos de conseqüências ainda mais lesivas ao consumidor, porque desestimula a concorrência. Qual seria o interesse de investir em refinarias no Brasil se a Petrobrás pode matar o concorrente em alguns meses com preços atrasados, ao contrário do que ocorre hoje? Até mesmo a importação de óleo diesel e de gasolina pelas distribuidoras privadas, que já enfrentam o oligopólio de dutos e instalações, fica complicada.Já há inúmeras indicações de que a Petrobrás é mal administrada e de que suas contas são politicamente manipuladas. Essa prática de preços pode esconder coisas ainda mais esquisitas.

  • 3 Peso Pesado // nov 30, 2008 at 8:09 PM

    Tá no CH de hoje:
    Ilha da Fantasia
    Tem muito brasileiro acreditando na lorota do presidente Lula, de que a crise será só uma marolinha no Brasil. Não são lunáticos. São Luláticos.

  • 4 Antonio Adilson // nov 29, 2008 at 12:26 PM

    Por enquanto é tudo especulação. Ainda não houve queda do consumo e da arrecadação dos impostos. O único setor da economia que acusou o golpe foi o das montadoras, por causa do menor prazo de financiamento para os carros, entretanto, como a exportação tem aumentado por causa do câmbio favorável, até este setor talvez não seja prejudicado em 2009.

  • 5 Deus Amarelo // nov 29, 2008 at 9:44 AM

    Meus filhos, o orçamento recebeu um “reforço” creio que algo entre 5 e 10 milhões resta saber se será bem utilizado…

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