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O Sete de Setembro com ‘marquetingue’

setembro 12th, 2008 · 2 Comentários

Texto enviado pelo colaborador Carlos Edyl, de Três Corações

Nos dias de hoje, tudo (quase tudo) tem seu preço. Afinal é a Lei de Mercado, tão propalada pelos consecutivos governos ‘neoliberais’ (FFHH e Lulla) que acreditam ser o governo apenas uma forma de facilitar ganhar eleições e deslumbrar-se com o exercício do poder, deixando a selvageria do nosso incipiente capitalismo cuidar das necessidades e do futuro desse povo que, repito, só serve pra chavequeiros ganharem eleições. (Clique no título para ler mais)

A Seleção Brasileira virou um outdoor de logomarcas, assim como a novela das oito que começa as nove da Globo, sem falar no cinema, música, etc… Tudo hoje, pra ser ‘moderninho’, tem que ostentar um logotipo comercial ao lado do brasão, escudo, da instituição pátria. Estamos, com um século de atraso, vivenciando o ‘glamour’ da propaganda subliminar, denominada aqui com o pedante anglicismo de marketing, merchandising, mas sonoramente resumido em ‘marquetingue’.
Projetando uma possibilidade decorrente do predomínio de tal mentalidade, nada melhor que os excessos e absurdos que, se implantados gradativamente, deixam de ser tão exagerados e absurdos assim, tão banalizados e mediocrizado está o senso crítico do cidadão.
Apresento texto e comentários contidos no site (ou saite como prefere) do Millôr Fernandes sobre o futuro, exagerado mas não impossível, do nosso Hino Nacional. Eis o:    MILLÔR: Recebi, de várias fontes, este admirável hino nacional pós-corrupção. Perfeito em sua composição, pode ser cantado perfeitamente com a melodia do nosso hino pátrio (ainda é pátrio, pois não?). Todas as cópias que recebi, chegaram sem qualquer alteração, o que é raríssimo. Engraçado, e com uma força crítica rara, é das poucas coisas que nos chegam, na Internet, com esse nível de qualidade. Urgente! Fernando G. Menezes, teleitor atento, comunica-nos que o Hino Nacional consumista que publicamos aqui, com os maiores e mais merecidos elogios, já duvidando que fosse criação popular, é de autoria da Cia. de Teatro Os Melhores do Mundo. Parabéns, Melhores do Mundo. Se o total do que vocês fazem é desse nível, vocês são mesmo o que dizem. Pensando bem, isso é até modéstia. Abracadabraço. M.
NEO-HINO NACIONAL (MAS NACIONAL, HEIN?)
Num Posto da Ipiranga, às margens plácidas,
De um Volvo heróico Brahma retumbante
Skol da liberdade em Rider fulgido
Brilhou no Shell da Pátria nesse instante
Se o Knorr dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço Ford
Em teu Seiko, ó liberdade
Desafio nosso peito à Microsoft
O Parmalat, Mastercard, Sharp, Sharp
Amil um sonho intenso, um rádio Philips
De amor e Lufthansa terra desce
Intel formoso céu risonho Olympicus
A imagem do Bradesco resplandece
Gillete pela própria natureza
És belo Escort impávido colosso
E o teu futuro espelha essa Grendene
Cerpa gelada!
Entre outras mil és Suvinil, Compaq amada.
Do Philco deste Sollo és mae Doril
Coca Cola, Bombril!
Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, funcionário administrativo da Câmara Municipal, é daqueles que não precisa de Sete de Setembro pra lembrar-se de ser patriota.
Mais do autor: PULSAÇÕES TRICORDIANAShttp://tricordiano.zip.net/  06/09/07 – Carlos Edyl 

Tags: Colaboradores

2 Respostas Até Agora ↓

  • 1 Ariclenes do Sion // set 13, 2008 at 11:36 AM

    Gostei do hino. Muito ilustrativo dos nossos dias. Como diz o Carlos Edyl “(…) tudo hoje, pra ser ‘moderninho’, tem que ostentar um logotipo comercial (…)”. Inclusiva este blog que vos fala.

  • 2 ZÉ DA ROÇA // set 12, 2008 at 9:48 AM

    Apruveitanu a brincadera sobri o nossu respeitadu hino nacionar, vou a aproveitar a dexa, bem qui poderia ter sido relizadu arguma atividade esportiva no estádiu sete de setembru né na rua parana no dia sete de setembru né, mais nas condições que si encontra o estádio seria vergonhoso pra prefeitura faze arguma coisa pur la né, la ta bão só pra cria galinha, cabrito, cavalo e vaca né, o matu la ja chegano a um metru de artura fixi, la ta num abandono totar cruiz crédo.

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