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Livros

setembro 23rd, 2008 · 1 Comentário

Um amigo meu, professor Maurício, acaba de voltar da Argentina. Clique no título para ler mais.

Gostou do clima, das paisagens que visitou, dos bifes de chorizo e, particularmente, da quantidade de livrarias e bancas de revista. “A cada esquina há um café com livraria, uma banca de revistas. O costume da leitura é muito mais arraigado do que no Brasil”.
Em um artigo publicado há uns bons anos, Frei Betto informava que o Quartier Latin (bairro em Paris) tinha mais livrarias do que o Brasil.
É nessa área que Poços e Pouso Alegre têm um ponto positivo em relação a Varginha. Sexta-feira passada, às 20h30, os freqüentadores de um barzinho da moda em Poços de Caldas compartilhavam amigavelmente o espaço na calçada com uma banca de revistas. Que, por sinal, estava cheia. Nas duas cidades não faltam boas opções de leitura.
Taí uma boa dica para os candidatos de Varginha: proporcionarem meios que incentivem a leitura na cidade.

Tags: Cultura · Educação

1 Resposta Até Agora ↓

  • 1 cassiano maçaneiro // set 24, 2008 at 7:09 AM

    esta é uma das grandes questões da inclusão digital… da forma como é feita no país ela cria analfabetos…
    pois se por um lado temos acesso à todo um vasto acervo literário online, por outro a internet no oferece de forma alguma o encontro com o hábito da leitura… Aproveita do acesso à informação quem antes já tinha tal interesse…a meninada aí que não tem o hábito perde-se pelos orkuts, msn’s e chats da vida. Ou seja, estamos pulando uma fase importante na história do desenvolvimento brasileiro, a fase do conhecimento, do descobrir a leitura e o saber….considero importante o incentivo cada vez maior ao acesso à internet, porem um esforço ainda maior deveria ser feito para a inclusão cultural – acesso mais fácil a bibliotecas, acervo diversificado, atividades literárias. Só Deus sabe como sou grato aos meus pais por terem decidido que momentaneamente, enquanto nossa casa ainda não comportava um novo cômodo, a biblioteca da familia ficaria no quarto em que meu irmão e eu dormíamos. Um acervo muito bom e vasto (quem conheceu nossa casa quando mudamos para Varginha pode testemunhar isso!) que nos proporcionaram horas e horas de prazer, conhecimento e descobrimento. Penso que a política das escolas de “preparar” os alunos para o vestibular, e que em suas aulas de literatura, obrigam os alunos a conhecerem um acervo direcionado para as provas, no fim mais afastam as pessoas do que aproximam. As aulas de literatura antes de tudo deveriam ser um lugar de encontro com o mundo das palavras e com o tesouro disponível do conhecimento do mundo.

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