Blog do Madeira - Notícias de Varginha - MG

Notícias diárias de Varginha e Sul de Minas – [email protected]

Casal em crise vira atração em praça de Varginha

agosto 10th, 2008 · Sem comentários

Um namorado cansado da monotonia da vida a dois deu o que falar, na manhã desse sábado, em Varginha. Uma multidão se reuniu para ver se a briga do casal. Clique no título para ler mais e nas fotos para ampliá-las.

blog_red_dsc08019.jpg blog_red_dsc08007.jpg blog_red_dsc08008.jpg blog_red_dsc08013.jpg blog_red_dsc08006.jpg blog_red_dsc08026.jpg

Até os bombeiros foram chamados para tentar promover a reconciliação. O caso começou às 9h. A dona de Cauê, uma calopsita macho, notou sua falta. Procurou por todo o apartamento. Cauê havia fugido pelo vão do aramado da janela e passeava pela garagem do prédio. Às 9h30, a dona da ave viu Cauê em um galho de árvore na praça em frente do prédio. Ela chamou os bombeiros, desceu com um saco cheio de ração e começou a chamar pelo animal de estimação. A cena chamava a atenção de quem passava pela praça. Uma menina sobe na árvore com uma vassoura. Enquanto isso chega mais gente para observar. Os curiosos perguntam o que acontecia. Um engraçadinho diz que é o ET de Varginha.10h. Chega a gaiola e, dentro dela, a “esposa” de Cauê, Belinha. Com as asas cortadas, Belinha não acompanhou o marido. A gaiola é deixada no chão, perto da árvore. As pessoas saem de perto, para deixar o casal mais à vontade. Nada.Na rua em frente, um grupo de amigos trava uma discussão. Um deles jura que a calopsita é uma ave migratória e que está na hora dela ir para o Norte. Ou será o Sul? Na praça, as pessoas se acomodam nos bancos para acompanhar o desenrolar da história.Às 11h chega o carro dos bombeiros. Com toda a atenção, os bombeiros ouvem a dona dos animais, pegam a escada e sobem na árvore. O bombeiro tenta chamar Cauê. O animal finge que não é com ele. Uma senhora reclama que o bombeiro está atrapalhando e que o coitado do animal está com medo dele. O bombeiro desce e pega a gaiola com a senhora calopsita. Sobe novamente e mostra a gaiola para Cauê. Que trata de ir para outro galho, mais longe, sob o “Aaaahhhh…” da torcida. Que, a essa altura, já estava dividida. A turma da migração aconselhava Cauê a ir embora logo. “Anda, senão você apanha à noite da patroa”. Um grupo de mulheres chamava a ave de coitadinho a toda hora, certamente pensando na noite solitária de Belinha.

11h30. Depois de descer mais uma vez, o bombeiro muda a escada de lugar e sobe novamente. Dessa vez com uma haste, tendo a gaiola na ponta. Subiu devagar, para não assustar o fujão. Quando chegou perto, aproximou a gaiola. Ao ver Belinha, Cauê abriu as asas e voou. Para alegria da torcida masculina. E desgosto da dona da ave e de suas recém-amigas, todas solidárias. A multidão se dispersa. Chega o carro da televisão para registrar a história de uma separação em praça pública.

Tags: Geral

0 Respostas Até Agora ↓

  • Não existe comentário ainda. Deixe o seu comentário preenchendo o formulário abaixo

Deixe um Comentário