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Autonomia do Copom

agosto 12th, 2008 · 1 Comentário

Antonio Adilson Murad, Bacharel em Direito
Imaginemos a seguinte situação surreal: um cidadão está construindo sua casa e contrata um pedreiro para ser o gestor da obra, porém, insatisfeito com o ritmo que está sendo dado à construção, intima o operário a acelerar os serviços, e este imediatamente responde: “VOCÊ ESTÁ INTERFERINDO NOS MEUS SERVIÇOS AO ESTABELECER O RITMO DA OBRA. ONDE ESTÁ MINHA AUTONOMIA?”. Clique no título para ler mais.
Parece brincadeira, mas é exatamente isto que está acontecendo na política de juros vigente no país. Vejamos: o Tesouro Nacional é o emissor dos papéis creditórios que são registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC e que fazem a felicidade dos investidores do mercado secundário de títulos neste país. Em 1996 foi criado o Comitê de Política Monetária – COPOM com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e as taxas a serem perseguidas pelo Banco Central no pagamento dos juros dos referidos títulos. Fixada a meta, por exemplo, 13% por cento ao ano como está hoje, o BC deverá se valer das políticas monetárias de que dispõe para que os juros pagos pelo Tesouro fiquem o mais próximo possível deste índice.Tudo estaria certo se o COPOM não fosse atrelado ao Banco Central, ou melhor ainda, se estivesse constituído como um órgão independente e paritário, representado por membros indicados pela União, empresariado e trabalhadores, já que uma maior ou menor taxa de juros implica numa maior ou menor demanda por mercadorias e serviços, contratação ou demissão de trabalhadores e um maior ou menor endividamento do tesouro nacional. Mas o COPOM está representado, e justiça seja feita, sempre foi assim, por diretores do BC, inclusive seu atual presidente, Henrique Meirelles.Aí fica a pergunta: É CORRETO QUE DIRETORES DO BANCO CENTRAL FIXEM METAS PARA QUE O PRÓPRIO BANCO CENTRAL AS CUMPRA? Se você acha que sim, quando for construir sua casa não reclame quando o pedreiro/empreiteiro não deixar que você fixe as metas para a construção. Ele provavelmente irá lhe dizer:E A MINHA AUTONOMIA, PÔ!!!!  

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1 Resposta Até Agora ↓

  • 1 AÇAINDO DE FININHO // ago 13, 2008 at 10:19 AM

    POIS É ANTONIO ADILSON,PIOR QUE ISSO É LER QUE NAS COSTAS DA SOCIEDADE, OLHA O QUE FAZEM COM NOSSO RICO DINHEIRINHO:

    -Câmara aprova criação de mais 3 mil cargos no governo ao custo de R$ 257 milhões –
    A Câmara dos Deputados aprovou na calada da noite desta terça-feira, em pleno ano eleitoral, a criação de 3.090 cargos no governo federal. O impacto para os cofres públicos será de, pelo menos, R$ 257 milhões anuais. O projeto de lei foi encaminhado pelo Planalto ao Congresso prevê preenchimento dos postos por meio de concurso público. “Isso não é um trem da alegria, é um transatlântico”, criticou o deputado oposicionista Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP).

    De acordo com o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), só neste ano foram abertas mais de 60 mil vagas e funções em comissão, com gratificações. “É a marcha da insensatez. A situação é de insegurança internacional e o País está criando cargos para a sociedade pagar. Depois reclamam da taxa de juros, quando não se faz uma política fiscal séria de controle dos gastos públicos”, disparou Madeira.

    O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), apontou em discurso no plenário que a despesa do governo com pessoal subiu de R$ 79 bilhões em 2003 para R$ 127 bilhões em 2007 – um crescimento de 61%. Apenas este ano, segundo Aníbal, esses gastos vão para R$ 151 bilhões. “É um governo que age como um novo rico. Ao mesmo tempo em que arrecada mais, tirando recursos que poderiam ser aplicados de forma mais produtiva, o governo sai gastando de forma descontrolada”, disse Aníbal.

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