Jardineira Ford da empresa Santa Terezinha, modelo 1943, com lotação de 25 lugares, que fazia a linha de Varginha a Boa Esperança. A foto foi tirada na rua Wenceslau Bráz, atualmente onde é o Supermercado Carvoeiro. Enviada por Farruki Petrin, da Santa Terezinha.
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No ano de 2005, a Empresa de Transporte Santa Terezinha Ltda. comemorou 60 anos do início de seu trabalho. A sua história é contada pela senhora Julieta Pereira Gomes, esbanjando saúde e liderança nos negócios, hoje com seus bem vividos e abençoados 95 anos de vida. Onde sua história de vida se mistura com a da empresa mineira em que administra até hoje.
Natural de Santana da Vargem (MG), D. Julieta relata que a Empresa de Transporte Santa Terezinha começou em 1945, com apenas um ônibus (jardineira Ford, modelo 1943, com lotação de 25 lugares), fazendo a linha de Varginha a Boa Esperança.
Nessa época, possuía apenas um motorista e um cobrador, os quais, quando faltavam, eram substituídos por ela.
Conta, também, que fazia e vendia doces caseiros para ajudar a pagar o veículo.
A primeira sede da empresa foi em Boa Esperança, onde D. Julieta morava com a família. Lá, a empresa começou a crescer com a aquisição de um outro veículo: Chevrolet de 26 lugares, com maleiro na parte superior.
O ônibus da Santa Terezinha saía de Boa Esperança às 5:00h e chegava em Varginha às 11:00h, retornando à cidade de origem às 14:30h. As estradas eram de terra. Se chovia muito, acontecia do ônibus ficar dias sem circular. Era usual carregar como ferramenta um enxadão ou enxada, muito útil para desatolar o ônibus, não poucas vezes. O ônibus passava pelas cidades de Coqueiral, Santana da Vargem, Três Pontas e Varginha, o que viria a constituir a sua primeira linha intermunicipal.
Em meio às dificuldades próprias do empreendimento, D. Julieta conseguiu impulsionar o crescimento da empresa e fazia questão de receber e coordenar o fluxo das encomendas, verificar a saída de cada carro no Terminal Rodoviário e desejar uma boa viagem aos passageiros. À noite, antes do merecido repouso, consertava, pessoalmente e sozinha os bancos eventualmente danificados.
A simplicidade e dedicação desta senhora, ocultava a empresária e a revelava como “empregada da empresa, fazendo com que alguns passageiros lhe dessem gorjetas, como forma de reconhecimento ao seu esforço e presteza.
Não raro, algum passageiro sem dinheiro, necessitado de realizar a viagem, oferecia rádio de pilha, relógio e… até botina, em pagamento da passagem. Pitorescamente, D. Julieta aceitava a oferta. Não seria por isso que o passageiro não realizaria a viagem.
Em 1958, a Santa Terezinha conseguiu a concessão de sua primeira linha interestadual: Três Pontas / São Paulo. Novas aquisições de ônibus para suprir o transporte: dois monoblocos Mercedes Benz, com lotação para 36 passageiros, totalizando, então, 12 veículos.
Entre 1961 a 1973 a empresa adquiriu mais quatro ônibus da marca Scânia Vabis e outros quatro da marca Mercedes Benz, ambos com carroçaria Ciferal.
Na cidade de Varginha, a garagem da empresa passou por vários endereços. Inicialmente, na Rua Rio de Janeiro, depois na Av. Major Venâncio e a seguir na Av. Princesa do Sul (hoje, Supermercado Alvorada).
Em 1980, acontecia uma desagradável surpresa: seu consorte pediu-lhe o desquite. Nos entendimentos de partilha dos bens comuns do casal o consorte a pressionou com uma proposta: ela deveria escolher entre ficar com os imóveis e viver confortavelmente dos aluguéis, ou a empresa.
Batalhadora incansável, com rara e larga visão empresarial, sem medo, surpreendeu o consorte. Optou por ficar com a empresa. Insatisfeito e desapontado com a opção da D. Julieta, o Sr. Vettore Paganini requereu o seu despejo da garagem da empresa.
Notificada, D. Julieta não se abateu e, antes do tempo aprazado desocupou o imóvel, financiou a compra de novos veículos, mais a compra do terreno que, hoje, abriga a matriz da empresa, na Av. Manoel Vida, em Varginha. Ato contínuo e com a audácia que caracteriza os grandes empreendedores, adquiriu terreno na capital de São Paulo, instalando lá a sua garagem de apoio, em funcionamento até esta data. Com o apoio de seus filhos Orlando Luis Petrin e José Valter Petrin, D. Julieta continua o caminho de empreendedora.
Seu capital foi, exclusivamente, sua aguda visão empresarial aliada à sua determinação, à sua coragem, e, destemida e inabalável fé em sua capacidade de trabalho.
Em conseqüência de projeto de autoria do então eminente parlamentar municipal, Vereador Dr. Walter Clemente de Andrade, com aprovação unânime de seus pares, o município de Varginha, como expressão do reconhecimento de sua efetiva participação e contribuição para o desenvolvimento sócio-econômico da cidade e da região, homenageou-a em 12 de dezembro de 1995, em sessão solene da Colenda Câmara Municipal, com a outorga do título de cidadã honorária de Varginha.
Atualmente, a Santa Terezinha tem instalada sua garagem em uma área de 31.000 m² em Varginha, 3.000 m² em Boa Esperança e 2.000 m² em São Paulo, capital. Possui uma frota de 35 ônibus rodoviários, 4 caminhões, além de uma frota de apoio com 6 carros de diferentes marcas e modelos.
Além do transporte rodoviário de passageiros em suas linhas intermunicipais e interestaduais, a Santa Terezinha trabalha com fretamento para a área comercial-industrial de Varginha, turismo para todo o Brasil em confortáveis ônibus e orgulha-se de ser pioneira no transporte de cargas fracionadas e de médio porte, no que emprega, além dos ônibus, uma frota de caminhões baú da marca Volkswagen.
No momento expande sua área de atuação no transporte de Carga com a instalação de garagem e depósito de mercadorias em Belo Horizonte e região, fretamento com novas empresas em Varginha e com a renomada atuação em turismo do Sul de Minas para o Brasil, lança um selo em comemoração aos 60 anos de história de Varginha e região, traduzindo a qualidade ostentada pelos anos de vida.
Isso tudo com a “Nova Geração”, que desde 2005 atua com todo empenho para garantir um serviço de alto padrão e com prospecção de novos mercados, garantindo solidez e eficácia na prestação de serviço na região em que atua.
Desenvolvendo sistemática política de qualidade no atendimento e satisfação de seus clientes atende, diretamente, ao longo do itinerário de suas linhas entres ônibus e caminhões, as seguintes cidades: Alpinópolis, Boa Esperança, Belo Horizonte e região, Campanha, Campo do Meio, Campos Gerais, Careaçú, Carmo do Rio Claro, Coqueiral, Guapé, Ilicínea, Itajubá, Lavras, Nepomuceno, Monsenhor Paulo, Passos, Pouso Alegre, Poços de Caldas, Santana da Vargem, Santa Rita do Sapucaí, São Gonçalo do Sapucaí, São Paulo e região, Três Corações, Três Pontas, garantindo o emprego direto de cerca de 150 pessoas e indireto de, aproximadamente, mais 60 pessoas na atividade de venda de passagens, frete de encomendas e turismo.


















amei sua história sou uma motorista de ônibus o meu sonho é possui uma jardineira diga-me como posso consequir
É gratificante ver a disposição da nossa querida D. Julieta. Viajei muito de jardineira para Coqueiral, que era conduzida pelo motorista ARTUR, na década de 50
Adorei a história da Empresa Santa Terezinha. Viajei muito para Campos Gerais nas jardineiras. Quanta saudades!!!!!!!!!!!
comoconsigo fotos antigas de boa esperança e ilicinea
Gostaria também de acessar imagens dos onibus da década de 50, quando como passageiro infantil, conheci a empresa.
No site da Santa Terezinha tem um museu virtual, com fotos antigas
segue
Gostaria de obter mais fotos antigas e raras da santa terezinha como faço?
Fred em Lavras tem um vendedor de ônibus antigos.
Gostaria de obter mais fotos antigas e raras da santa terezinha como faço/
queria ver mais fotos desse empresa antiga aqui em varginha, consegiur mais coloca ai no blog ate mais parabens
Bom dia!
gostei tambem dessa historia. Gostaria de saber se pode me ajudar… Estou procurando uma jardineira dos anos 60 para restaurar.. alguma dica? Obrigado.
mandou bem madera, é preciso de casos como esse para nós jovens fazer algo de melhor pela vida.essa senhora é valente mesmo exemplo de coragem e garra!
também gostei, parabéns!!
Sensacional, Marcus! Essa sim é uma grande raridade sobre a nossa Varginha antiga. Muito legal esse quadro do Blog.
Mandou bem demais, Madeira! Precisamos resgatar a memória de nossa querida Princesa do Sul, pra entendermos de onde viemos e para planejarmos onde iremos. Continue com esse trabalho que vai dar muito certo.