A foto e o desenho foram enviados pelo leitor Juninho Carlos Braz. A foto mostra a Igreja do Mártir São Sebastião, com a aparência atual. Já o desenho apresenta o visual original da capela, em 1948. Envie fotos antigas de Varginha e comentários para madvga@gmail.com. Abaixo das fotos, leia o histórico da Igreja, enviado pelo leitor.


Tudo começou em 1873 quanto foi contruída a igreja dedicada ao Mártir São Sebastião. Ela foi levantada sob os generosos esforços do Major Domingos Teixeira de Carvalho, que hoje dá seu nome à praça em frente à igreja, e de outros fiéis. São Sebastião era muito louvado pelos mineiros e fazendeiros que naquela época já habitavam aqui e exploravam as minas da cidade.
A primeira igreja construída foi totalmente demolida para a construção em 1947 de uma nova e maior, que é a igreja atual.
A 18 de Dezembro de 1960 levando em consideração o bem espiritual e o crescimento máximo da Paróquia da Matriz do Divino Espírito Santo, S. Excia. Revma Dom Othon Motta desmembrou a Paróquia do Divino Espírito Santo e criou duas novas Paróquias – Mártir São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário.
No dia da criação estavam presentes à celebração: S. Excia. Revma Dom Othon Motta, seu vigário geral Exmo Sr Mons. João Rabelo de Mesquita, o reitor do Seminário diocesano Revmo Sr. Côn. Domingos Prado Fonseca, e diversos membros do Clero diocesano e autoridades locais. À porta da nova matriz, o Sr Bispo Diocesano falou ao povo, explicando o significado do ato a se realizar, onde foi lido o decreto de fundação da nova Paróquia.
A Sra Joaquina Dulce da Silva – que me relatou com muita propriedade e clareza toda a história de antes e depois da fundação da Paróquia – lembra-se do período em que a igreja de São Sebastião pertencia à Paróquia do Divino Espírito Santo. Contou que a igreja ficava sempre fechada, e só era aberta no período da Novena do Mártir, que era um grande acontecimento para Varginha, com muita movimentação do povo da cidade e da zona rural. Aos domingos a igreja era aberta para a catequese. “O Pe. Clemente saía à rua tocando um sino e chamando as crianças para a catequese. Após a catequese ele dava-lhes bala e rapadura.”
A festa do Dia do Mártir era muito animada, apesar de sempre chover. O leilão era feito na praça da igreja – ainda de terra – que, ao final, virava um lamaçal. Durante o dia acontecia o leilão de pequenos animais – frangos e porcos, além de frutas, legumes e verduras, e durante a noite era o leilão de gado. A participação de fazendeiros era muito grande. Havia também uma campanha do café, os fazendeiros doavam sacas de café à Paróquia.
O programa da festa era grande e os nomes de todos os festeiros constavam nele. Segundo D. Joaquina a letra era tão pequena, que era preciso marcar o nome do festeiro no programa quando ia ser entregue.
Quando Dom Othon Motta criou a nova Paróquia de São Sebastião, houve um problema: que padre seria empossado? Então o bispo convidou o Pe. Victor Arantes Vieira, que é um padre pertencente à arquidiocese de Goiânia e vivia com a mãe adoentada em Três Corações e ajudava nas celebrações daquela cidade. Pe. Victor, muito animado com a proposta, pediu a seu arcebispo Dom Fernando Gomes dos Santos, que lhe deu autorização.
Quando o Pe Victor Arantes veio para ser o Pároco (Vigário como era chamado anteriormente) a igreja não tinha nenhum paramento, pois todos eram trazidos, quando necessários, da Paróquia do Divino Espírito Santo e depois devolvidos. A casa paroquial ainda não existia e ele ficou por meses dormindo na casa da família de D. Joaquina e almoçando na casa da família de Mons. Domingos.
Em 1961, foi aberta a primeira turma de Primeira Comunhão, e os catequistas fizeram um recenseamento para saber quais crianças ainda não tinham feito a primeira eucaristia. A turma foi um sucesso, pois havia muitas crianças inscritas. Na época, quem era responsável pela catequese eram as escolas e não as igrejas, e a Paróquia do Mártir foi a primeira a oferecer a catequese. Na paróquia do Divino Espírito Santo era feita uma catequese de perseverança e não para primeira eucaristia.
Com a morte da mãe do Pe. Victor, ele se sentiu obrigado a avisar Dom Fernando, que pediu que ele retornasse a Goiás. Os paroquianos do Mártir se mobilizaram para não deixá-lo ir embora. Chegaram até a ligar para Dom Fernando, que colocou a decisão nas mãos do Pe Victor. Como o clero em Goiás era muito menor que na diocese da Campanha, Pe. Victor retornou a Goiás.
A Paróquia esteve à frente por muitos anos da construção e funcionamento da escola São Sebastião (primeiramente onde hoje é o Salão Paroquial e depois onde é a E. M. José Camilo Tavares), até que foi municipalizada. Os alunos pagavam uma quantia mínima para estudar, e professores e equipe administrativa trabalhavam de graça.
Durante todo o tempo de existência da paróquia, diversos padres passaram por aqui, e usando as próprias palavras de D. Joaquina “Todos os padres de todos os tempos foram muito bons, todos dentro das possibilidades fizeram o máximo pela paróquia. Paróquia que é a minha casa, e está no meu coração.” Mons. Moacir vinha da Campanha desde a fundação da paróquia ajudar nas celebrações e coorderar o côro da igreja.


















a igreja esta em reforma de pintura , vai ficar muito bonita , os fieis deve ajudar de alguma forma e teremos uma paroquia limpa e bonita.
compareca as santas missas da paroquia. a missa das nove horas e dedicada as crianças,e é muito linda, com istorinhas do evangelho contadas com marionetes, aprentação de teatro ao vivo com as crianças da paróquia, encenação, e outras atividades bíblicas.
Acabou???
Eu hein!!!
Madeira
Moramos perto da Igreja de São Sebastião, meu pai foi festeiro, assisti a muitos leilões quando ainda o viradouro era de terra batida, e quando chovia tinha muito barro.
A rua Ipiranga( atual Dr Jose Biscaro) e um lamaaçal só.
Que saudades…
Meus amigos das ruas próximas esrão xasa cez mais raro – que pena.
Vamos viver a vida e lembrar com carinhos deles que ja se foram.
Abs
Sargento Gabriel
Boas lembranças quando fiz parte do grande coral do Martir São Sebastião. Padre Moacir, o falecido Sr. Moacir, estes os dois tenores e os outros componente dos quais tenho muita saudade. Bons tempos!
Imparcial…eu voltei para ver o que tinham colocado!!!! e vc colocou teu coração nestas palavras simples…não errou!!! Parabens!!!
“Não consegui ainda o segredo de acertar sempre; entretanto, o de errar, consegui: é tentar agradar á todos ao mesmo tempo”!
- Parabéns, “minha” igreja de São Sebastião!
- Parabéns, fiéis!
- Parabéns à TODOS os padres com os quais convico e convivi (Mons. Moacir, Mos. José Maria, Pe Jean, Pe Sebastião, e tantos outros que em muito ajudam essa “nossa” paróquia!)…
Ao ) Tatu-pe…Vc colocou um post muito bonito e cheio de coração….Parabens!!! Quem tem o coração cheio de alegria…vive muito mais! E quem tem na memória…vive muito além do que a gente pensa!!!! Paz !
Que dinamismo é esse que provoca intrigas entre as pessoas? A Paróquia era muito mais unida quando o Monsenhor Moacir estava a frente dela.
É com muita alegria e satisfação que leio a história da paróquia do Mártir São Sebastião, contada por D. Joaquina,que foi minha catequista. Pessoa que faz parte desta história e realmente bastante dedicada como alguém já comentou antes.Satisfação e alegria maiores, é de poder constatar que em nossa cidade ainda conserva-se a arquitetura tradicional nesta Igreja. E sonho um dia em participar de uma Santa Missa no rito Tridentino nela.Também foi nela que eu batizei,crismei, fiz a minha primeira comunhão,…só não me casei,mas, conheci minha esposa em uma das tradicionais quermesses realizadas na festa do Mártir.Infelizmente,hoje, as Igrejas modernas criam um ambiente que leva à perda da fé.Nada contra a arte moderna( Ortega y Gasset, chama-a de desumana),mas, certos elementos arquitetônicos e decorativos devem ser mantidos para que possam nos lembrar que estamos numa Igreja Católica.Ambiente que deve sempre ser marcado pelo recolhimento, a sacralidade e a unção sobrenatural, sinais de aprovação divina.Pior,na esteira da modernidade, tiram-se as imagens,o Sacrário do altar e o Cristo crucificado,… como se o caminho do Cristão não fosse o caminho da Cruz.Estão transformando nossas Igrejas de lugares Sagrados em salas de reunião.E,perdendo o sentido do Sagrado boa parte das pessoas que ali vai, transforma a Igreja num mercado, lugar de encontro,praia(devido o modo de vestir),lugar de colocar a fofoca em dia ,deixar seus filhos brincarem como se estivessem num parque de diversão etc…etc…etc, são algumas das atitudes que se praticam dentro delas, menos render culto a Deus.Hoje, mesmo não pertencendo a esta paróquia, ainda, continuo freqüentando às missas dominicais nela ,pois, ainda é onde este Santo Sacrifício é realizado com mais decoro, e menos abusos litúrgicos.Os padres fazem usos das vestes litúrgicas, não tem tantas palminhas de são José, coriografias ,…muito embora o padre vigário ainda permite os MESEs se servirem da Eucaristia.
Que Deus permita que esta tal modernidade nunca chegue também por lá, transformando-a em um ambiente dessacralisado.
Bonita a Igreja, e os comentários. É isto aí povo de Varginha…mantenham-na sempre!!!
Os padres são muito bons até os atuais, o problema maior esta no jogo de sedução de politicos na renovação que se manipulam o povo cristão
A Igreja em homenagem ao nosso Glorioso Mártir São Sebastião,que no dia 20 próximo comemora mais uma data. A nossa Paróquia sempre teve um grande trabalho pastoral e todos os padres e pessoal de apoio com o qual convivi ,sempre tiveram total ajuda da comunidade.Aliás quando chega janeiro, chega também a época das tradicionais quermeses ,os leilões e toda a festa que se reverte para as obras sociais.
Muito me orgulho de ter feito minha primeira comunhão na Igreja do Mártir São Sebastião e de nossa Catequista/Professora a Dona Joaquina.
Deus nos abençoe.
Nós que pertencemos á comunidade São Sebastião, temos verdadeira paixão pela nossa paróquia e muito respeito e consideração por todos os padres que por aqui já passaram, como por exemplo, o nosso querido monsenhor Moacir. E o dinamismo e a riqueza de conhecimento do nosso atual vigário nos tráz ainda mais alegria em vivenciarmos a nossa fé católica.
“Todos os padres de todos os tempos foram muito bons….” MENOS O ATUAL….
Nossa paróquia este ano de 2010, está em festa, ano jubilar. Que delícia ouvir estas histórias ainda mais contadas por pessoas tão dedicada como D. Joaquim que tbm faz parte desta história, quem não se lembra do mês de maio, onde preparava as lindas coroações de N.Sra., maravilha, que saudades…
Não tem como falar na Paróquia de São Sebastião, sem falar do querido e amado Pe. Moacir, força viva na Igreja e com seus paroquianos, viveu intensamente o seu sacerdócio, com amor, doação, entrega e muito amor e carinho com todos e com a paróquia, sempre presente e preocupado com os paroquianos, sempre sozinho a frente da paróquia de São Sebastião e comunidades por muitos anos , onde atraia cristãos de outras paróquias que vinham assistir as sua missas, muito acolhedor… Pena que não poderá comemorar conosco este ano jubilar, pelo seu problema de saúde, mas está no coração de cada Paroquiano que conviveu com ele.
Pe. Moacir fez muito pela paróquia de São Sebastião e também por Varginha na área da Educação(Escola São Sebastião e José Camilo Tavares). Será muito bom viver este ano jubilar, tempo de festa, tempo de muita alegria. Daqui a alguns anos outros Paroquianos poderão contar como D.Joaquina a história deste novo tempo.
Salve, Salve.