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Memórias de Varginha: avenida Rio Branco

março 19th, 2009 · 6 Comentários

estatua_rb-468-x-645.jpg  “Recentemente, aqui no blog, aconteceram muitos comentários em torno do fato de que três irmãos varginhenses foram os fundadores da cidade de Guararapes, no interior de São Paulo. Um desses irmãos, o Dr. Antonio Pinto de Oliveira ganhou estátua na principal via de Varginha (foto). Homenagem mais do que justa, pois o Dr. Pinto de Oliveira além de ter sido um homem de vasta cultura, também foi respeitadíssimo juiz de direito e pessoa  muito querida na cidade. O que mais chamou atenção no Dr. Antonio Pinto de Oliveira foi sua visão de futuro,capacidade empreendedora e grande preocupação com o ensino: além de lotear suas terras promovendo o nascimento de uma cidade, ele também DOOU à Sociedade Culto à Ciência o terreno onde está o prédio do Colégio Marista. Nunca lí o documento de doação, mas já ouvi falar muito dele. E o que mais intriga é que o terreno foi doado para fins EDUCACIONAIS, não podendo ser utilizado para qualquer outra finalidade. Daí a estranheza de a Congregação Marista estar vendendo (ou ter vendido, não sei) parte do terreno para o Hiper Bretas. Apesar de toda a admiração que eu tenho pela Congregação, é inegável a grande atração que eles (e toda a Igreja Católica) têm por dinheiro. Eles sabem melhor que ninguém que o poder e dinheiro são ligados estreitamente.Até existiu uma piadinha infame nos meus tempos de colégio marista: naquela estátua da praça Champagnat está o fundador padre Champagnat e três meninos. Dois de pé e um ajoelhado. O que está ajoelhado está com a mensalidade atrasada…
Fato semelhante ao do colégio Marista aconteceu com o terreno onde está localizado o Fórum, na Vila Pinto. Era uma escola, os mais antigos vão se lembrar, construída em terreno doado pelo Dr. Antonio Pinto de Oliveira ou pelafamília. Virou Fórum. E há algum tempo o Jose Marcelino, neto do Dr. Antonio, me informou que as condiçõeseram as mesmas do terreno do Marista: fins educacionais.
Será que o nosso grande juiz de direito aprovaria estas atitudes?”(Professor Afonso Paione)

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6 Comentários até o momento ↓

  • MARIA G. M.

    Deixaram funcionar pq não havia interesse em mantes a escola funcionando.
    Qdo quiseram retornar, foram empurrando a escola estadual e o conservatório , pressionando até expulsá-los a tempo.
    A propósito, a construção dos dois novos prédios para essas instituições é mérito da antiga administração. Queiram ou não, terão que concordar ou provar o contrário.

  • Peso Pesado

    Dizem que os moradores não queriam ter uma escola como vizinha, daí virou o fórum. Mas se a vontade do doador foi desrepeitada,caberia a quem de direito, voltar atrás,ou sejs transformar o fórum em Colégio. Aliás, já passou da hora de Varginha ser igual a Itajubá,ou seja reunir todos os fóruns num só lugar(Justiça do Trabalho/Justiça Comum,etc).

    Com relação ao marista, também é outra aberração, mas bem que o Estado deveria recompensa-los,pois deixaram funcionar por mais de 20 anos em suas instalações a Escola Coração de Jesus.

    Daí é hora de perguntar quem deveria ser responsabilizado por desrespeitar a vontade do gesto nobre do doador.

  • esclarecido

    o terreno do marista não foi vendido e sim alugado pela congregação ao bretas.tive acesso ao contrato de locação.espero ter esclarecido esta duvida.

  • Carlos

    Caro Amigo Paione, o próprio José Marcelino também me disse a mesma coisa! Acho que as Autoridades deveriam verificar junto ao José estas informações.

  • Mensalidade

    “estátua da praça Champagnat está o fundador padre Champagnat e três meninos. Dois de pé e um ajoelhado. O que está ajoelhado está com a mensalidade atrasada…”
    Muito boa ….kkkk

  • MARIA G. M.

    A pergunta é: Será que a sociedade varginhense, através de seus legais representantes, não tomou conhecimento do fato, desconhecia o teor das doações ou foi conivente com a irregularidade.
    Nem tudo o que é legal, se assim o termo de doação permitir, é moral, pois o espírito da doação era outro.

    Quanto às muitas instituições de educação fundadas por religiosos ( muitos hoje elevados a santos) , podemos afirmar que perderam seus princípios cristãos originais. Preconceituosos ou não, voltavam-se à educação dos menos favorecidos. (Pelo menos é o que consta na biografia de Champagnhat), mas hoje são verdadeiras empresas, administradas por leigos que pouco ou nada têm com o fervor original.

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