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126 anos de Varginha: os imigrantes

outubro 7th, 2008 · 8 Comentários

Eles contribuíram decisivamente para o desenvolvimento de Varginha. As histórias dos imigrantes têm alguns pontos em comum. As pessoas que decidiram vir para o Brasil estavam desiludidas com o momento que seus países de origem passavam, a ponto de abandonar tudo em sua terra natal e tentar a sorte em um país com língua e costumes diferentes. Clique no título para ler a história de alguns imigrantes que tentaram a sorte em Varginha.

Grande parte dos imigrantes tentou a sorte no Brasil com menos de 18 anos e pouco (ou nenhum) dinheiro no bolso. João Manoel Azze veio do Líbano para Varginha em 1880, época de implantação da estação de ferro Muzambinho/Rio de Janeiro. Trabalhava como mascate, vendendo mercadorias nas fazendas da região. Constituiu família e teve dez filhos varginhenses. Manuel Azze, conhecido como Zé Realeza, foi proprietário da Casa Cristal, na rua Presidente Antônio Carlos, esquina com São José. Outro filho, Milen Azze, era tradicional comerciante, proprietário da Casa das Linhas e, se não me engano, do Bar do Milen, na esquina da Rio Branco com a São José.Os jovens e corajosos irmãos Antônio, Francisco e Feliciano de Souza Pinto atravessaram o atlântico com 13, 14 e 15 anos de idade. Trabalharam primeiro no Rio de Janeiro, depois em Elói Mendes e, finalmente, em Varginha, onde chegaram por volta de 1928. Montaram um armazém, a Souza e Pinto e Cia Ltda, em frente à estação ferroviária. Francisco de Souza Pinto comprou a Rádio Clube zyb 2, em parceria com o jornalista Armando Nogueira (que foi presidente da Associação Comercial). Feliciano adquiriu o Hotel Maduro.Luiza Augusto Rossignoli é neta de italianos. Acabou se casando com um japonês, Shuji Sato. Luiza conheceu Shuji na cbc, onde trabalhavam. Antes de chegar a Varginha, ele trabalhou 3 anos em uma fazenda no interior do Paraná, onde tinha somente um dia de descanso por ano. De lá se mudou para São Paulo, onde trabalhou em um restaurante de comida japonesa. Ali ele conheceu um executivo da cbc, que o convidou para trabalhar em Varginha. O detalhe: Shuji Sato veio sozinho para Varginha, aos vinte anos de idade, sem saber falar português.

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8 Comentários até o momento ↓

  • jose claudio

    gostaria de infpormações da familia azze

  • cristiane ramos

    olá,

    Por gentileza,diante de tanto conhecimento que vcs tem de pessoas ilustres de Varginha,seria possivel me informarem o paradeiro da mis mg 1956 Anelise Kjaer…(É muito importante p/nós que estivemos estudando em lavras juntamente com ela em 1954).Por favor aguardo …Sergio gomes/Ab. Dourados MG

  • jocelina

    entre o ano 1885 ‘a 1950 não sei a data exata, morou em Varginha, Floriano Brechó correa ou (Correia).
    Tem algo registrada com esse sobrenome? Quero entrar em contato com algum descendente, pois tenho vinculo de parentesco.
    Agradeço pela atenção.

    Jocelina

  • Jair Aparecido

    Meu Bisavõ nasceu em Varginha e era filho de imigrantes, constaria de saber se existe algum lugar na cidade que posso tentar descobrir de onde os italianos eram, ouvi falar que tem um Museu da Imigração em Varginha.

  • gilberto lemes

    Xará,

    Obrigado pela informação e descupe-me pela ignorância. Sobre Cícero Acayaba, já sabia que era cambuquirense. Mas, não conhecia essa ligação com Benevonuto, que também ficou esquecido por lá.
    Acesse o meu blog e conheça mais o meu trabalho de resgate sobre nossa história
    http://cambuka.blogspot.com
    Saudações,
    Gilberto

  • GILBERTO BENETO JR

    Em resposta ao xará Gilberto Lemes vou responder alguma coisa se não for nenhum incômodo, Benevenuto Bráz Vieira (casado com Dona Odila) é natural de Cambuquíra e se estabeleceu em Varginha na rua presidente Antonio Carlos, 346 onde foi dono da farmácia Bráz(hoje farmacia Emílio) ao lado da prefeitura. Benevenuto teve tres filhos: Maria do Rosário Acayaba Vieira( Mariazinha-falecída),Fabiano(falecído) e Cicero. Cicero ainda é vivo(nascído em 09/02/1925 em Cambuquíra e veio p/ Varginha em 1936) e por acaso está internado no Hospital Humanitas. Olha Gilberto Lemes, Cícero é um grande escritor e já escreveu mais de 130 novelas, trabalhou na Rádio nacional do Rio de janeiro por mais de vinte anos e escreveu inumeros livros e dentre eles sua biografía que é muito boníta e que se intitula ” Meu pé direito”. O nome completo deste escritor é CICERO Braz ACAIABA Vieira ou simplesmente “O eterno poeta” como ele gosta de ser chamado.

  • Gilberto Lemes

    Gostaria de saber quem foi Benevonuto Braz Vieira, e se ainda tem parentes em Varginha.
    Ele foi membro de um conselho considerado a primeira câmara municipal de Cambuquira, conforme levantamento da servidora daquela casa, Ana Paula Lemes de Souza.
    Saudações,
    Gilberto Lemes.

  • Leonardo

    Madeira, parabéns pela cobertura das eleições, aqui em casa todo mundo é Corujinha e acompanhamos a apuração, movimentação na cidade, resultados, tudo pelo seu Blog. Mais uma vez, parabéns.

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