O leitor Carlos Cornwall brinda os leitores do blog com uma matéria especial sobre a passagem de Dom Pedro II pela região. Clique no título para ler o texto.

Fotografia de Marc Ferrez. Parte integrante do Documentário Fotográfico de Construção da Minas and Rio Railway. Os originais se encontram catalogados na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.


















Ao amigo Gilberto Lemes e demais blogueiros,quando falei sobre o fato de que os americanos investem cada vez mais em ferrovias(e olha que é a terra também do automóvel), algums podem achar que era exagero, mas não olhem que legal a matéria abaixo:
EUA investem em transporte ferroviário urbano
O secretário de Transporte dos Estados Unidos, Ray LaHood, anunciou hoje que investirá US$ 742,5 milhões em 11 projetos de transporte ferroviário urbano em nove estados do país, em aplicação da nova Lei de Recuperação e Reinvestimento (Arra).
Os novos recursos federais incentivarão a economia e darão “mais opções” às pessoas que vivem longe do local de trabalho ou da escola, disse LaHood em comunicado.
A maior verba será destinada a impulsionar a construção do acesso leste da ferrovia de Long Island, em Nova York, que receberá US$ 195,3 milhões.
Outros US$ 78,9 milhões serão investidos no início das obras para o projeto de criar uma linha de metrô que percorra a Segunda Avenida, em Manhattan.
Os outros estados que receberão subvenções de peso são Utah, onde o Governo injetará mais de US$ 90 milhões na ferrovia rápida de Salt Lake City, e Texas, onde US$ 78,4 milhões potencializarão a rede ferroviária que expande Dallas rumo a noroeste e sudeste.
Na Califórnia, a ampliação em direção ao leste da linha do metrô de Los Angeles receberá US$ 66,7 milhões, e, na Virgínia, as obras para ligar o aeroporto de Dulles com a avenida Wiehle terão US$ 77,3 milhões.
Os estados de Colorado, Arizona, Washington e Oregon também receberão recursos para financiar projetos em suas maiores cidades.
Fonte: EFE
Isso sim é algo de bom para Três Corações. Resgatar algo de sua história.
Madeira e amigos do Blog.
Que bom que a questão aqui trazida encontra ecos entre outros públicos. Só informando aos leitores , que a Revista Caminhos do Trem,apogeu,decadência e retomada da ferrovia no Brasil nos seus dois últimos números(4-5) desse mês de junho/2009, trouxe duas raridades para nossos olhos.
Do fenomenal Marc Ferrez uma foto do Trem da EF Minas Rio na estação de Cruzeiro/SP em 1885(Saindo em direção a Três Corações-MG)
E principalmente ao público tricordiano e aos apaixonados por ferrovias(como esse que vos escreve) uma foto inteira de duas páginas mostrando as obras da Estrada de Ferro Minas e Rio por volta de 1881 na nossa vizinha cidade. A foto mostra a pujança da cidade com uma panorama com destaque para as casas de então e o Rio Verde. Mais um trabalho de Marc Ferrez, que foi o fotógrafo oficial do Império na Gestão de D.Pedro II.
Fica aí a sugestão ao Prefeito ou ao Presidente da Cãmara Tricordiana, para que reinvidiquem(caso ainda não possua o municipio essa preciosidade) junto a Biblioteca Nacional do Rio(detentora dos originais). Para que os moradores ,amigos ,estudantes e visitantes entendam a importância do marco histórico.
O título da matéria é Minas,pelas minas. Gerais,pelas ferrovias.
ENQUANTO ISSO, até o jornalista mais nacionalista do Brasil, Carlos Chagas, eu disse Carlos Chagas, não é nem Claudio Humberto,nem Diego Minardi,nem Reinaldo Azevedo,nem Ricardo Noblat,nem Dietgo Casagrandi e nem Polibio Braga, repito até o Carlos Chagas em sua coluna disse sobre aquele que se acha sempre melhor do que os outros. leiam:
ESCREVEU CARLOS CHAGAS:
EXAGEROS OUTRA VEZ
Antes de viajar para Genebra, no fim de semana, o presidente Lula deu novamente asas ao exagero. Declarou, em Sergipe, que em um ano vai inaugurar dois terços do que foi feito em cem anos no país, em matéria de ensino público. Foi a milésima vez que se colocou acima dos antecessores. Tem dito haver realizado mais do que todos os presidentes da República e até do que D. Pedro II em quase cinqüenta anos de imperador. Convenhamos, um pouco de modéstia não faria mal ao companheiro-mór, que se é “o cara”, para Barack Obama, arrisca-se a ser chamado de “o cara-de-pau” pelo historiador do futuro. Já incomoda muita gente ter dito que o Brasil foi o último a entrar na crise econômica e o primeiro a sair dela. Depois vem os fatos, desmentindo as ilusões, e não haverá como nega-los…
DESDE ANTIGAMENTE OS GOVERNANTES TINHAM SOBRENOME DE BANDIDO!!!
Parabens mais uma vez meu caro colega! Nós somos uma espécie quase em extinção de sonhadores.
Atendendo o seu pedido, vou aproveitar a dica e voltar a falar sobre o assunto que já há algum tempo tinha postado em uma das minhas páginas.
Abraços,
Gilberto Lemes.
Ao meu amigo cambuquirense Gilberto Lemes,da qual tive o prazer de cursar a nossa Faculdade de Direito agradeço pela manifestação,como citei no texto a nossa querida cambuquira,desde já pode postar em seu blog(que sempre acesso).Realmente foi uma pena terem construido a Estação de cambuquira e logo depois desativar o ramal. Mas ,nas diversas pesquisas que faço sobre o tema descobri que há algum tempo um estudo feito pelo BNDES e pela UFRJ colocou entre os trechos ferroviários do Brasil como viável justamente esse que citei na matéria. Assim acredito que os ramais,como o de cambuquira,lambari e quem sabe até os da Estrada de Ferro Sapucahy(é com y mesmo) poderão ,desde que se tenha vontade politica e visão empreendedora serem reativados. Pouca gente sabe, mas já temos hoje no Brasil 33 trechos ferroviários turisticos,sendo que em alguns as passagens devem serem adquiridas até com 1 ano de antecedência,pois a procura é enorme,principalmente por estrangeiros. O mais recente reinaugurado é o do Trem do Pantanal,cujos vagões são pintados com os animais daquele santuário ecológico.
Amigo Gilberto,por outro lado,independentemente do turismo, não podemos esquecer que os maiores países do mundo ainda conservam seus trens,inclusive os de passgeiros normais, cabe citar os EUA, que possue trens ligando praticamente todas as cidades. Se estivessemos lá, bastaria entrar em uma litorina ou até na Maria Fumaça na estação de varginha e em 1:20horas, apreciando o leito do Rio Verde e as belezas da região, chegariamos a Cambuquira. Portanto volto a frisar depende de boa vontade politica, há um mês atrás por exemplo foi inaugurado o Trem Circuito da Frutas, que sai da Estação da Luz em São Paulo, indo até Jundiai, com roteiros no entorno das duas cidades. A pergunta que deviamos fazer, será que no Sul de Minas isso é tão dificil de fazer? Respondo de antemão, que se isso foi feito como você disse pelo nosso sábio imperador há 1 século e um quarto de século atrás, não poderiamos fazer hoje,onde dispomos de meios avançados de ajudar nessa preservação.
No mais agradeço e que tanto o madeira,como voce no seu blog voltem a tratar desses assuntos,para que assim colaboremos com um debate sobre a integração da região sul mineira.
Gostaria de parabenizar o meu amigo e colega de faculdade, pela valiosa pesquisa que levanta um pouco da história de nossas ferrovias. Isso deveria servir de modelo para os nossos governantes que desde JK abandonaram os trens para investir em rodovias, matando literalmente uma parte da infraestrutura que o nosso sábio imperador já naqueles tempos sabia ser essencial para o progresso.
Cambuquira, por exemplo, a única cidade que ganhou uma nova estação construída nos moldes de Brasília como já tinham feito no Parque das Águas (destruindo o cenário ao estilo francês), pouco tempo depois teve o ramal desativado. O monumento está lá como prova, inabitado, sem uso e cercado de prédios para impedir, pelo que parece qualquer tentativa de trazer a ferrovia de volta.
S.Gonçalo, Campanha, Cambuquira, Lambari, Jesuânia, e outras cidades ficaram dependentes das estradas que hoje, depois de muito tempo de buracos tapados e destampados, parece estarem sendo reformadas.
Parece que o mesmo caminho do abandono e da destruição caminha para a ferrovia de Varginha, cujo leito na zona urbana já se tornou há muito tempo um problema, via essa que poderia ser melhor aproveitada para desafogar o trânsito que vem da Fernão Dias e 491, para acabar ou diminuir um pouco o engarrafamento diário em horários de pico na Av.`Princesa do Sul/Francisco Navarra e Major Venâncio.
Se a Estação Ferroviária virou centro cultural, poque não transformar o trecho da ferrovia que corta o centro numa rua e numa alternativa de trânsito?
Parece que depois de Dom Pedro II pouca coisa foi feita em prol de nossas ferrovias do Sul de Minas e por que não dizer, do Brasil. De nada adianta termos um trem bala do Rio para São Paulo (que está em fase de projeto) e sequer termos uma ferrovia de SP para Belo Horizonte. Pode não ser mais o melhor meio de transporte para passageiros (mas não deixa de ser uma opção), porém, é, indiscutivelmente o melhor, mais barato e mais seguro meio de transporte de cargas, principalmente as pesadas.